Fala Que Eu Te Escuto Se Der Respondo… Maradona e Riquelme
Riquelme é, sem dúvida, o primeiro craque argentino Pós Maradona.
E são poucos, Verón vem um pouco antes e me parece bastante passível de discussão se é um jogadoraço ou craque. Craque é outra coisa, literalmente de explicação que pediria outro texto, assim conseguiria me explicar. Na Argentina são poucos os craques. Existem muitos bons jogadores, muitos outros que compreendem o jogo e isso é fundamental, mas craques na seleção de hoje? Messi, Messi e Messi. Javier Zanetti outro anterior a Maradona que estréia na seleção em 95 com Daniel Passarella mesmo hoje com 37 anos pode ganhar esse selo também, apesar de muitos julgarem e de forma equivocada com um ponto de visto limítrofe do jogo ser impossível um jogador de defesa ter status de craque.
Existe uma diferença entre o grande jogador ( Tevez, Batistuta ) com o craque ( Riquelme, Messi ). O fato de não ser craque não diminui pra nenhum motivo um grande jogador, que também pode ser fundamental.
Pois, Messi do alto de seus 20 e poucos anos Messi é mais sério, profissional e qualquer coisa, menos um sujeito de 30 que se porta como um fedelho mimado, que na Copa América tratou de cagar na cabeça dele Messi, em um episódio reportado como ” A Briga “ na concentração só confirmando entre os companheiros que Riquelme é intratável, não introvertido. Riquelme é isso, um barbado de 30 anos que se porta como uma criancinha mimada, ou tem tudo mediante os termos dele ou faz o que fez agora mesmo, acaba tudo e pare o mundo que se foda. Não se sentiu mimado e agora sai correndo da seleção alegando ” falta de respaldo “.
Se é verdade que não é das coisas mais agradáveis o sujeito ver uma queimada do técnico da seleção dele no jornal, mais verdade ainda que renunciar a seleção deixa claro tudo já dito pelo Engenheiro, Manuel Pellegrini em 2003, quando Román ainda militava no Villareal, que o 10 da vez não sabia conviver em grupo. Depois de ter falado um pouco mais além da conta, Maradona buscou reaproximação, ligou 5 vezes e Riquelme não atendeu nenhuma, ficou claro a mágoa tonta e vazia típica dos que tem Síndrome de Reizinho.
Desde sempre Maradona teve um temperamento de merda, verdade, como quando brigou com Toresani em 95, exemplo de concurso. Mas não é menos verdade que se ele não é anjo, finalmente se convenceu… é um terráqueo de carne, osso e sangue e disso se deu conta faz pouco tempo, mas ótimo que se deu conta, existe no comportamento dele uma margem pra conseguir se reavaliar situações, relações, o gênio forte não surge aí como um desvio de caráter premeditado.
Verdade que se o treinador cruzou um pouco a linha, insisto o 10 da vez pouco faltou dizer ” não brinco mais “. Tanto contra Escócia e França, dois exitos, Maradona escalou um time com num 4-4-2 clássico e jogou debaixo da solide defensiva e do contra ataque, Riquelme não cabe nessa idéia de time. Não existe lugar pro enganche aí, que se note, tanto a falta de craques e sobra de bons jogadores é real no futebol argentino que o substituto da vaga do Riquelme é o Daniel ”Rolfí” Montenegro do Independiente, ex Huracán e River. Muito rápido, pega forte na bola, bom jogador mesmo, mas não faz uma unha do antecessor pentelho.
Que a bola do 10 do Boca é coisa de exceção não pode fazer com que venha se esconder atrás disso um comportamento infantil, acontecendo isso vai ser o eterno craque Gillete Prestobarba do Apertura e da Libertadores quando o seu talento lhe reservam coisas muito mais relevantes e dignas da bola que joga.
O assunto repercutiu obviamente e ontem na Bombonera na vitória sobre o Argentinos Juniors. Ganhou o Boca 3×0 e Riquelme jogou com raiva. Algumas faixas Pró Riquelme fizeram o baixo clero da imprensa argentina babar de alegria e maldosamente falar em uma espécie de Goleada Moral sofrida por Maradona como saldo desse conflito.

Pra lidar com um assunto tão espinhoso maldade e tentativas de se criar uma intriga maior que existe pelos meios de comunicação não vão faltar ( Diário Olé em especial ).
Na primeira vez que abriu de jogar mão pela seleção, Maradona sentou o sarrafo até na mãe do Riquelme, motivo alegado: O fato de sua mãe não conseguir lidar com as críticas depois do mundial de 2006, Riquelme pediu pra não ser mais chamado pela seleção.
Maradona jogou sua última partida no Monumental contra o River, clássico que o Boca perdia 1-0. Foi substituído por um postulante a camisa 10 que também vinha do Argentinos Juniors, fizesse o movimento de fora Diego e dentro Román. O Boca virou o jogo, 1-2 ( li isso no La Nación, porém, salvo engano em 97 só me lembro de um clássico no Monumental o 3-3 de fevereiro que o River buscou jogando com 9 depois de sair perdendo por 0-3 antes do começo da partida).
Isso só úm dado curioso, meramente ilustrativo. Por que mais uma vez, a insuportabilidade de se conviver com Riquelme tirou ele da seleção, ele mesmo se retirou da seleção, os companheiros sabem que vão perder um craque dentro de campo, mas agradecem por não precisarem mais carregar um guri mimado, que só se cerca de bajuladores baratos e não aceita ser contrariado nem pro próprio bem.

Fala Que Eu Te Escuto… Se Der Respondo ( Fabiano Costa, cadê? )
Quando apareceu no São Paulo era só Fabiano. Depois, Fabiano Genro do Luxemburgo e ainda Fabiano Costa. Passou pelo Internacional, Santos e Albacete da Espanha. Jogou muito rápido pelo América do México, time financiado pela Televisa que o transferiu pro segundo clube dele lá o Necaxa, igualmente bancado pela Televisa. Desde 2004 milita no Puebla. Por lá virou Fabiano Pereira. Essa foto é de quando ainda tava no Necaxa.
Fez parte da Seleção Brasileira que jogou as Olímpiadas de 2000.


