Cinco Motivos Pra Evitar O 5/9; Argentina 0×5 Colômbia
Se no dia cinco que passou se viu o que se viu em Rosário, as memórias menos atentas com essa santa coisa que se chama futebol não atentaram pra um fato.
No mesmo cinco de setembro, mas de 1993, a Colômbia foi a Nuñez e fez 5 na Argentina, com direito a Maradona no meio da massa. Que inventem um feriado pro 5/9 proibindo futebol.
Os cinco motivos, colombianos todos, abaixo. Antes as escalações.
Argentina: ( 4-2-2-2/4-3-3/4-2-4 ) Sérgio Goycochea ( que foi a um programa de tv a noite com os 5 bem quentes na cabeça e um comentarista, ex jogador culpou ele ridiculamente pelos 5 gols. O comentarista era Jose Sanfilippo, El Nene, ídolo do Boca e mais ainda do San Lorenzo jogou no Bahia por 1 ano, pra evitar coisa pior Carlos Bilardo, surgiu do nada nos estúdios insultando Sanfilippo e esfriando o Goyco ) os outros 10 eram Saldaña, Borreli, Ruggeri, Altamirano; Redondo ( Acosta ), Simeone, Leo Rodriguez ( Turco Garcia ), Ramon Ismael Medina Bello e Gabriel Omar Batistuta. Técnico: Alfio Basile.
Colombia: Mondragon, Herrera, Perea, Mendoza, Perez; Alvarez, Gomez, Valderrama e Rincon; Asprilla e Valencia. Técnico: Francisco Maturana.
Gols; Rincón 41, 62 depois Asprilla 49,69 e o trem Valencia aos 84
Estudiantes 0 x 0 Cruzeiro; 1ª Final Copa Libertadores
Foi como se esperava, disputado mas não se esperava gols de contra ataque perdidos como o Cruzeiro perdeu. Se é verdade que o Estudiantes babou de cansaço nos últimos 15 minutos finais é também verdade que a paciência do Cruzeiro aflorou esse cansaço. Duas coisas sem explicação, a simulação de festa rave antes do jogo e o cano que estourou atrás do gol que prometia encharcar a área.
Se emparelharam os dois, Adílson e Zabella com um 4-4-2 pra cada lado, no primeiro tempo o Estudiantes tinha vitórias coletivas que lhe garantia chances de gol em lances circunstancias, faltas, chutes de longa distância até chegar o tipo de lance que não se joga fora em um jogo desse… a Gata Fernández teve entre o passe pra um companheiro fazer por ele e o gol de autoria própria, não se decidiu no tempo correto e Leonardo Silva apareceu entre qualquer opção útil pro ex River.
Já o Cruzeiro no primeiro tempo não chegou, um chute tímido do jogador que estava pelo setor no qual mais se expunha o time defensivamente, Ramires, por onde jogava se deu a dupla troca do Estudiantes tirando Benitez e Fernandez por Nuñez e Salgueiro pra trocar o gás naquele lado e ali naquele único espacinho seguir tentando alguma coisa. Se o Cruzeiro tinha o defeito do lado direito, genericamente marcava muito bem com muita autoridade, foi um time firme.
O desastre que foi Ramires sem a bola deixando Jancarlos e Anderson expostos, serviu pra anular individualmente Benitez, mas igual, ali ficou um rombo. Mesmo rombo que deixava Ramires por onde passasse com a bola. Braña e Ré foram com quem mais competiu, motivos logísticos, com os que marcavam pela esquerda, Ré, ex Newell´s e ex dono de uma cabeleira horrenda, lateral que saía pouco assim como Celay pela direita e Braña centro médio incansável fiador de Verón muitas vezes. Contra Ré e Braña Ramires apareceu muito bem, foi por ali que se deu o protagonismo do Cruzeiro no final do jogo.

Justamente de ter resistido ao Estudiantes no segundo tempo, tendo a atuação do sistema defensivo tomando corpo no partidão que fez o Fábio em lances de escanteio e bolas alçadas na área, entre elas uma pedrada de cabeça do Schiavi que com Desábato fez muito boa partida e ainda no primeiro tempo dois chutes do Verón. Pra lembrar de mais um, grande destaque do time de Sabella, Pérez pelo time de La Plata incansável, movediço, fundamental.
Grandes atuações de sistemas defensivos em jogos decisivos, chegam de mãos dadas com gols e essa atuação só não foi acompanhada de gols por que houve erros atípicos de conclusão. Eram lances de contra ataque o Estudiantes nem nenhum time no mundo tem capacidade pra se livrar de um contra ataque, com a goleira aberta Kleber jogou fora o mesmo que já botou pra dentro antes, quando um bom jogador perde um gol incrível é um erro de convívio mais tranquilo, erro que se não vira desculpa pro próximo humaniza a regularidade do talento.
Um time maduro, com muita firmeza, experiência, disciplina, maturidade do jeito que o Estudiantes tem não vai se ver perdido no jogo da volta, não que essas qualidades faltem ao Cruzeiro quem chega onde chegou e joga o que tá jogando faz mais de ano tem essas qualidades.
A falta de qualidade dos atacantes do Estudiantes poderá ser atenuada pois é provável que surjam espaços, caso seja esse um jogo de bafo do Cruzeiro terminará deixando o contra ataque a feição do rival aconteça na próxima partida. Mas que se leve em conta isso é um chute de um panorâma pro próximo jogo, nunca se pode esquecer que o treinador do Cruzeiro é um detalhista, conhece futebol e pode também prôpor um jogo de concessão de poucos espaços e anulação do rival o que seria até bastante mais correto.
Justo lembrar, o Estudiantes foi somente ameaçado quando contra atacado, na execução de seu sistema de jogo as falhas são individuais, Fernandez e Boselli destoam um pouco é verdade mas muito menos são dois desgraçados. Quando defende esse time não mostra furos grosseiros é aí que tem pra si uma vantagem. Esse mesmo time cansa de perder toda essa unidade na forma de jogar antes do final das partidas, dos 35 do segundo em diante apagam a luz, e não tem estado anímico que faça o pulmão véio funcionar se ele já tá pedindo arrego aos 35 do segundo tempo de todo jogo, ponto pro Cruzeiro.
Estudiantes ( 4-4-2 ) Andújar; Celay, Schiavi, Desábato, Germán Ré; Peréz, Braña, Verón, Benítez ( Nuñez ); Fernández ( Salgueiro ), Boselli. Técnico: Alejandro Sabella
Cruzeiro ( 4-4-2 ) Fábio; Jancarlos, Anderson, Leonardo Silva, Gérson Magrão ( Fabinho ); Ramires, Henrique, Marquinhos Paraná, Wágner; Kléber, Wellington Paulista. Técnico: Adílson Baptista
Palmeiras 6×1 Borussia Dortmund; Copa Euro América 1996
Esse campeonato com os gols, escalações e uma lembrada das coisas foi em 1996. O Palmeiras foi campeão de um torneio que caiu no esquecimento, a Taça Euro América. Ou Copa Euro América, dá lhe esquecimento.
Palmeiras; Velloso, Gustavo, Sandro (Cláudio), Cléber (Tonhão), Júnior, Galeano, Cafu, Ósio (Elivélton), Rivaldo, Müller, Luizão (Wagner) – Técnico: Vanderlei Luxemburgo
Borussia Dortmund: Debert, Schimdt, Sammer, Krustok, Reuter, Freund, Moller, Reinhardt, Itterlich, Riddle (Herrlinch), Chapuisat Técnico: Ottmar Hitzfeld
Era 1996, o Borussia Dortmund foi filho de um dos últimos anos fenômenos de antes do mundo assistir até 3ª divisão da Itália pela televisão. Era um time de jogadores conhecidos, Moller, Reuter, Julio Cesar, Chapuisat, Sammer ( Julio Cesar foi o primeiro brasileiro a ser chamado de Imperador, quando jogava na Juventus ) mas não era conhecido como por exemplo, pilhas de times europeus hoje são, era um conhecimento menos difundido, causava um assombro maior do que a bola do time, não era o caso.
Esse mesmo time do Dortmund ganhou da Juventus uma Champions League, depois ganhou do Cruzeiro no Japão por 2×0, em 1997 os dois títulos. Nessa ocasião o Cruzeiro cometeu uma barbaridade, desmanchou um time titular e campeão. Não contente, implantou Bebeto, Gonçalves e Donizete Pantera no seu time pra jogar só esse jogo. Nelsinho Baptista era o técnico na Interncontinental, na Libertadores o homem que acabou de abraçar uma bomba atômica, Paulo Autuori, foi o técnico.
Por sua vez, o amontoado de craques da Seleção do Brasil que tinha o Palmeiras empilhava campeonatos regionais, goleadas no Rio Branco de Americana e por viver em um centro de grande repercussão, amassar o Mogi Mirim lhe garantia status de time histórico. Era um time que não defendia, atacava com força por qualdiade dos seus jogadores muito mais do que qualquer outra coisa. Talvez a imprensa brasileira amasse esse time era isso, craques jogando como se estivessem na rua. Especialmente na fase com Carlos Alberto Silva de técnico. Foi bi campeão nacional ( também Estadual, rompeu a seca de campeonatos ) quando tinha os pés mais no chão, times mais equilibrados em 93/94.
Por mais paradoxal que seja, mas não é, quem lembra das caídas do Palmeiras frente ao Grêmio nessa época entende. Eram ótimos jogadores, mas um time com jogo coletivo de quinta que deitou e rolou pois na época a concorrência no Brasil era muito fraca. Fosse um time, ordenado, organizado como era o Grêmio e que tinha valores individuais bastante discutíveis, o Palmeiras de 95 em diante faria história tranquilamente. Ou por acaso Paulo Nunes que ganhou muito mais coisas importantes no Palmeiras era mais jogador que o Muller, só pra dar um exemplo? Por favor… nem a mãe do Paulo Nunes acha isso. Nem a torcida do Grêmio, mais delirante e histriônica que qualquer amor materno acha isso.
Como todo time de talento na frente, se te pega de jeito, te mata. E foi o que aconteceu com o duzentas mil vezes melhor time do Dortmund, foi pego, veio ao Brasil de má vontade, com gente passando mal devido ao calor… mas honestamente a falta de vontade aliada com o estrago que o clima fez nos alemães não dizia respeito ao Palmeiras que fez 6 e podia ter feito mais.
Campeonato Brasileiro 1994; Internacional 3×1 Paysandu

Camisa de 94
Nem vaca pra ficar magra tinha, era o ano em que o Inter que foi treinado pelo Falcão, não durou muito e contra o Paysandu já era o Claudio Duarte o técnico. Tão feia tava a situação que nesse jogo o zagueiro pela esquerda do Inter foi o Adílson, que quebrou ou quebraria a perna no mesmo período, é hoje técnico do Cruzeiro. Tinha o Leto, do Carrossel Capira do Mogi Mirim também que entrou durante o jogo. Aliás o único desse time que não passou pelo Colorado foi justamente o melhor, Rivaldo. Valber em 96 também passou. Ainda nessas, o Dinei do Inter é o mesmo que se formou no Corinthians, a escaçalação abaixo dessa bem claro.
Inter ( 4-1-3-2 )
Sérgio; Winck, Argel, Adílson ( Alex Bach ), Robson Martins; Anderson; Luiz Fernando Souza ( Leto ), Caíco, Luiz Fernando; Mazinho Loyola e Dinei. Técnico: Cláudio Duarte.
Paysandu ( 4-2-2-2 )
Ferreira ( expulso ); Biro Biro, Edson Santos, Augusto, Cláudio; Oberdan, Chiquinho, Rogério Lage, Flávio Goiano; Mirandinha ( Mauricio, goleiro ) e Antônio Carlos. Técnico: Tata
Faixa Nobre Do Esporte;Cruzeiro 3 x 0 River Plate; Final Supercopa 1991
Teve um tempo que noite, no caso das 20 em diante, na TV Bandeirantes não tinha merda nada de agiotas da bíblia conversando com Jesus Cristo, transformando airton em FIGUEROA, caso sua pregação/blasfêmia, fosse futebol. Ou ainda, uma grade de programação com rotatividade maior que a de público de motel.
Era a época da Faixa Nobre do Esporte, começava depois das 20, apresentado por Elia Junior e Simone Melo. Elia Júnior o mesmíssimo que narrou uma corrida de autorama certa vez. O programa passava muito futebol mas também contava com momentos bizarésimos, um deles se deu no auge do futebol colombiano. Farid Mondragón, virou mais que fã do programa que assistia pela parabólica, virou fã e ficou com uma queda pela apresentadora Simone Melo. Um dia do nada, Elia Junior comenta no meio do programa, do nada mesmo, ” tem ligação? “, pelo telefone Mondragon se identifica e sai dando tiro pra tudo que é lado. Com insistência digna dos… insistentes… convidava Simone pra sair, perguntando se ela tinha namorado, por que ele tinha se apaixonado por ela pela tv, assim na cara dura: ” Un chantarcinho, dançá un zámbiña nê? ”. Antes de de sair do ar, o goleiro ( era bom goleiro ) avisou que ia deixar o telefone dele com a produção. Sem graça e dando risadas tímidas, Simone contou pra ele que acabava de ter ganho uma emgalagem do café, que patrocinava o programa. E… de graça ( !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! ).
Mas nem só de momentos rídiculos o programa vivia, esse jogo abaixo, era um trâmite pro River Plate, fez 2-0 no Cruzeiro na primeira partida final da Supercopa ( fora do Brasil, conhecida como Supercopa João Havelange também ) em cima do Cruzeiro dentro do Monumental de Nuñez. Bastava não tomar 3 gols na volta dentro do Mineirão, tomou. Depois de ganhar no Monumental por 2-0, com gols de Rivarola ( não, não é aquele que foi do Palmeiras, também zagueiro ) e Higuaín aos 45 do segundo tempo ( pai dos dois Higuaín, do Independiente e do Real Madrid, mas este zagueiro ) com um time de bastante qualidade e que tinha potencial pra fazer um gol e conseguir o título de campeão.
Parando de ensebar. O Cruzeiro treinado por Enio Andrade num partidaço do Charles e 2 gols do Mario Tilico deu a volta no placar e ganhou a Supercopa de 91.
Cruzeiro ( 4-3-3 )
Paulo César, Nonato, Adilson, Paulão e Célio Gaúcho, Ademir, Boiadeiro e Luiz Fernando (Macalé), Charles e Marquinhos. Técnico: Enio Andrade
River Plate ( 4-1-3-2 )
Comizzo; Gordillo, Higuaín, Rivarola, Carlos Enrique; Hernán Díaz, Astrada, Zapata, Borrelli; Medina Bello y Ramón Díaz. Técnico: Daniel Passarella
Muitos dos que jogaram aqui, seguem no futebol, vou de memória tentar lembrar alguns: Comizzo foi goleiro do River até depois dos 40 ( voltou com 40 depois de um exílio longo no futebol mexicano ). Gonzalo Higuaín é conhecido por Pipita pois seu pai é o Pipa.Hernán Diaz asssistente de Leonardo Astrada também desse time e hoje técnico do Estudiantes. Ramón Diaz e Passarella são os mais exitosos como técnicos, Ramón acabou de ser demitido do América do México e Passarella estuda administração esportiva na europa pra em 2009 ser presidente do River.
Meu desconhecimento do paradeiro correto do Cruzeiro me fazem deixar em branco a parte deles.
gremio 1 x 2 SC Internacional; Campeonato Gaúcho 8/2/2009
Outra vez… agora já são 21 vitórias a mais em um clássico, se Milan e Ancona fosse clássico talvez tivesse aí um jogo com histórico pra pegar parelho.
O único clássico do mundo no qual existe essa diferença. Em quase 400 jogados, este passado foi o 374, existe um abismo de 21 vitórias a mais pro Internacional.
Depois de um primeiro tempo com sorte pelo gol de começo porém horrendo e desguarnecido na sua defensiva, o Internacional se arrumou na etapa final e tomou um golinho criminoso numa cagada mais que perdoável do Índio. Tem crédito pra entregar mais uns 45 bilhões de gols assim. A contundência no fim venceu, aproveitando suas chances em um contra ataque que Taison puxou voando pra dar o gol pro Nilmar. O Internacional seguiu a rotina de vitórias em clássicos.
Só o que desandou foi o comportamento juvenil da direção e comissão técnica do gremio depois do jogo, uma coisa é se indignar, outra não aguentar mais perder do rival sistematicamente, já Celso Roth mandando bater não é novidade mas é repulsivo. Alguém esqueceu do episódio dos microfones? Agora, isso não dá motivo pra ataques baixos, de uma vileza de gente despreparada e pouco madura que só valem a resposta do Assessor de Futebol e ex-Presidente do Internacional, Fernando Carvalho sobre o assunto: ” No gremio se ganha, se empata e se é roubado pela arbitragem “.
Grande jogo do Marcão, Indio apesar da falha, Alvaro, Taison, D´Alessandro e decisivo como sempre Nilmar. Danilo Silva também boa surpresa, contra a Ulbra quinta feira tinha entrado bem, Kleber já deu boas mostras mesmo em tão pouco tempo, não ter arrebentado o chanchito no meio não preocupa ele ainda vai fazer isso e bastante.
Internacional (4-2-3-1/4-2-4/4-3-3): Lauro; Danilo, Índio, Álvaro e Marcão; Magrão, Guiñazu, D´Alessandro (Kléber) e Alex (Andrezinho); Taison e Nilmar (Danny Morais). Técnico: Tite.
Grêmio (3-4-2-1/3-3-2-2): Vitor; Léo, Rever e Rafael Marques; Ruy, William Magrão (Adilson), Diogo (Jonas), Souza, Tcheco e Fábio Santos; Alex Mineiro. Técnico: Celso Roth.
Itália 1( 3 ) x1 ( 4 ) Argentina, Semi-Final Copa do Mundo 1990.

O dia em que Nápoles emudeceu.
Passando na primeira fase graças a repescagem e depois de fazer muita força contra Brasil e Iugoslavia, a Argentina chegou as semis contra uma Itália dona da casa que evoluía junto com o torneio.
Mas era Nápoles, essa terra tinha rei e era Maradona. E com uma declaração pra lá de verdadeira deixou os napolitanos sem saber o que fazer, pra quem torcer. Disse: ” No país todo chamam vocês de africanos, sub-raça, o que for pra fazerem pouco de vocês eles fazem. Esses mesmos que nem gente acham que vocês são querem que vocês torçam pela seleção Deles. Agora que é conveniente vocês são italianos… “.
Campo mudo. Que tentou se desendurecer quando aos 15 minutos do primeiro tempo saía o gol do também sulista, mas não napolitano, Salvatore ”Totó” Schillaci fazia 1×0. A Itália se defendia muito bem, já levava largo tempo, quase 600 minutos que não sofria gols. Até os 28 do segundo tempo, Caniggia sobe em cima de Walter Zenga e empata o jogo. Cruzou Julio Olariticoechea. O jogo seguiu 1×1 até depois da prorrogação. E com o estádio San Paolo de Nápoles mudo.
O intermédio do tempo normal aos pênaltis foi especialmente curiosíssimo. A questão não era torcer pra Argentina, muito menos torcer pelo Maradona. É de fato estranhíssimo lembrar a atmosfera que foi criada pelas declarações sobre o orgulho napolitano. Ainda era muito viva, eles sabiam que Maradona não seria louco de brincar com isso ou usar como algum tipo de artefato pra obter alguma vantagem anímica sobre os italianos, de fato acreditava e ainda acredita nisso. Nem o contagio que gera uma semi-final de Copa do Mundo tirava a cabeça deles aquela verdade dita pelo 10. Era inevitável, agora eram italianos. E depois?
Nos pênaltis, como antes contra a Iugoslávia, Goycochea se sobressaiu, a Argentina foi pra final. Perderia pra Alemanha 1-0, gol de Brehme batendo pênalti ( que não foi ). Mas que se diga, a Alemanha foi mais na Copa e na final. Vinha de uma semi de iguais com a Inglaterra, quase iguais na verdade. Era um time mais maduro o alemão, talvez por isso tenha passado nos pênaltis, talvez não exatamente por isso, eram pênaltis. Os coreanos não tinham mais bagagem que Itália e Espanha em 2002.
A Argentina sem Caniggia e com Maradona no auge do sacríficio simplesmente não pode com um time alemão que era superior. É sim verdade que o trabalho defensivo bem ordenado e hercúleo, vindo de um sistema de marcação muitíssimo bem armado por Carlos Salvador Bilardo também merecem lembrança.
Diego jogou com o tornezelo arrebentado jogou todo o Mundial.
Itália 1 x 1 Argentina. Nos pênaltis Itália 3×4 Argentina
Itália ( 1-4-3-2 ) 1 Zenga; 2 Baresi; 3 Bergomi ( capitão), 4 De Agostini, 6 Ferri, 7 Paolo Maldini; 11, De Napoli, 13 Giuseppe Gianinni ( 15 Roberto Baggio ), 17 Roberto Donadoni; 19 Schillaci e 21 Gianluca Vialli ( 20 Aldo Serena ). Técnico: Azeglio Vicini
Argentina ( 3-5-2-1 ) 12 Goycochea; 18 Serrizuela, 19 Oscar Ruggeri, 20 Simon; 4 Basualdo ( 2 Sérgio Batista ), 6 Calderón ( 21 Pedro Troglio ), 14 Giusti, 16 Olariticoechea; 7 Burruchaga, 10 Diego Armando Maradona ( capitão ); 8 Cláudio Paul Caniggia. Técnico: Carlos Salvador Bilardo.
River Plate 0 x 1 Boca Juniors ( 20/10/08 )
Um clássico que já parecia ser o último suspiro no ano pros dois. O River despedaçado, rumo sua pior campanha de sempre. Hoje ( 16/12/08 ) já se pode sim dizer, é o pior River da História, em números sim, em torneios curtos, é. Equipe sem rumo algum ainda com Diego Pablo Simeone a frente, era uma equipe sem idéias, com muitos jogadores baixos fisicamente e a potencialidade de Saucedo e Radamel Falcao no Apertura/08 não era, logo, aproveitada como poderia. Já que Sebastián Abreu chegou de volta do futebol isarelita tarde demais, não a tempo de conseguir inscrição pra jogar o Apertura, por isso só jogou a Sul Americana.
Já pelo lado do Boca se via o mesmo 11 de sempre, inclusive com Cáceres e Riquelme junto ( Cáceres chamou Riquelme de ” Ese muchacho que no es de grupo “). Até a semana do clássico que batizou Garcia como goleiro titular no lugar de Caranta, vinha o Boca de uma derrota no Beira-Rio contra o Internacional pela Copa Sul Americana. Dois gols de Alex, 2×0. Quanto ao atrito com o paraguaio, Román retrucou dizendo que era sempre assim com Cáceres, quando queria ir embora fazia força apontando o dedo pro número 1 do Time. Carlos Ischia, buscando desvizar a atenção da autofagia do vestiário do Boca, que voltou a ser apelidado de Cabaré ( Diego Latorre, 1998 disse isso sobre o vestiário que dirigia o Bambino Veira quando treinou os Xeneizes ), falou uma coisa que o barulho da briga não fez muita gente escutar: ” Ganhanos do River vamos brigar pelo Campeonato “. Que tinha 7 pontos de vantagem aritmética e vários pontos de qualidade de jogo atrás do San Lorezo.
Foi um Superclássico tenso, sempre é. Boca com grandes valores, como Viatri, Riquelme, Battaglia, Sempre Riquelme e mais ordenado. Não incrivelmente ordenado. Não se viu uma Super Equipe em campo. O River perdido. Buonanotte armando o jogo do alto de seus 1m60, Ferrari tentava arrancar da lateral como sempre, parava em Dátolo como nunca. Abelairas foi devidamente anulado por Vargas, os dois se amarravam muito bem até e expulsão de Ibarra, no começo do segundo tempo. O Boca se vê com 10 homens, mas fecha duas linhas de 4 na qual Riquelme era volante central.
Até que… naquele jogo entre dois times abaixo de suas possibilidades, fazendo um jogo abaixo de qualquer expectativa, derrubam um boquense longe do gol. Riquelme pega na bola como quem não diz nada, o gestual bastava. Jogou na área, Viatri desvia, River 0 x 1 Boca. Meia perna de Riquelme bastou pra ganhar um Superclássico na casa do rival.
River Plate- 4-3-1-2/ 4-3-3/ 1 Ojeda; 4 Ferrari, 24 Cabral, 6 Tuzzio- Capitão; 3 Villagra; 5 Ahumada( Leonardo Ponzio ) 28 Augusto Fernandez ( 17 Andres Rios ) 11 Abelairas, 10 Buonanotte; 9 Radamel Falcao, 23 Saucedo ( 29 Andres Dias ).´Técnico: Diego Pablo Simeone
Boca Juniors – 4-3-1-2/4-4-1-1 ; 12 García; 4 Ibarra, expulso, 2 Cáceres, 29, Paletta, 3 Morel Rodriguez, 5 Battaglia, 22 Vargas, 23 Dattolo, 10 Riquelme-Capitão; 18 Gaitán ( 16 Calvo ), 27 Viatri ( 17 Noir ). Técnico: Carlos Ischia.


