gremio 1 x 2 SC Internacional; Campeonato Gaúcho 8/2/2009
Outra vez… agora já são 21 vitórias a mais em um clássico, se Milan e Ancona fosse clássico talvez tivesse aí um jogo com histórico pra pegar parelho.
O único clássico do mundo no qual existe essa diferença. Em quase 400 jogados, este passado foi o 374, existe um abismo de 21 vitórias a mais pro Internacional.
Depois de um primeiro tempo com sorte pelo gol de começo porém horrendo e desguarnecido na sua defensiva, o Internacional se arrumou na etapa final e tomou um golinho criminoso numa cagada mais que perdoável do Índio. Tem crédito pra entregar mais uns 45 bilhões de gols assim. A contundência no fim venceu, aproveitando suas chances em um contra ataque que Taison puxou voando pra dar o gol pro Nilmar. O Internacional seguiu a rotina de vitórias em clássicos.
Só o que desandou foi o comportamento juvenil da direção e comissão técnica do gremio depois do jogo, uma coisa é se indignar, outra não aguentar mais perder do rival sistematicamente, já Celso Roth mandando bater não é novidade mas é repulsivo. Alguém esqueceu do episódio dos microfones? Agora, isso não dá motivo pra ataques baixos, de uma vileza de gente despreparada e pouco madura que só valem a resposta do Assessor de Futebol e ex-Presidente do Internacional, Fernando Carvalho sobre o assunto: ” No gremio se ganha, se empata e se é roubado pela arbitragem “.
Grande jogo do Marcão, Indio apesar da falha, Alvaro, Taison, D´Alessandro e decisivo como sempre Nilmar. Danilo Silva também boa surpresa, contra a Ulbra quinta feira tinha entrado bem, Kleber já deu boas mostras mesmo em tão pouco tempo, não ter arrebentado o chanchito no meio não preocupa ele ainda vai fazer isso e bastante.
Internacional (4-2-3-1/4-2-4/4-3-3): Lauro; Danilo, Índio, Álvaro e Marcão; Magrão, Guiñazu, D´Alessandro (Kléber) e Alex (Andrezinho); Taison e Nilmar (Danny Morais). Técnico: Tite.
Grêmio (3-4-2-1/3-3-2-2): Vitor; Léo, Rever e Rafael Marques; Ruy, William Magrão (Adilson), Diogo (Jonas), Souza, Tcheco e Fábio Santos; Alex Mineiro. Técnico: Celso Roth.
Inter 6×1 Goiás; Campeonato Brasileiro 1998, 1ª fase
Esse jogo foi dos mais estranhos que me vem na memória. Me pareceu mais estranho quando vi os gols agora, incrível como em jogo com pouca gente no campo minha cabeça enche o estádio de gente.
Talvez seja hábito da década tão sofrida e que até na quantidade de público tentava se tirar uma fumaça pra contabilizar alguma coisa positiva que fosse. Nunca vou me esquecer que na época eles jogavam uma eliminatória decisiva de Libertadores e nós metíamos num jogo só mais gente, no geral e na proporção. De exemplo claro e cristalino lembro duma vitória nossa 2×0 no Corinthians, volta do Neto no Corinthians e ainda em 96 o retorno do Nelsinho no Beira Rio.
Quanto a esse jogo, me lembro que foi o único 6×1 da história no qual o time goleado jogou melhor, essa impressão tive no que acabou o jogo, indo pra casa e tenho até hoje. É um sentimento que se guarda depois de alguns jogos, lembro depois da derrota pro Cruzeiro em 2002 da certeza cega e sem racionalidade nenhuma que me veio e me disse pra sossegar, a gente ia ganhar do Paysandu lá e se salvar na última rodada. E ganhamos, só que eu não sosseguei, tranquilamente foi dos dias que eu mais sofri na vida.
A coisa que me faz lembrar esse jogo em detalhes também talvez tenha sido um efeito posterior forte que teve. Era um cara grandão do Goiás. Parecia a Branca de Neve, no meio daquele monte de anãozinho do time de verde e como jogava, era um dos 90 milhões que nos enchiam como adversário e eu virava pro lado e comentava ” pô, esse ainda não deve tá caro dava pra trazer esse, hein? “, resulta que 6 anos depois ele veio, era o Fernandão, também tinha o Aloísio que foi do São Paulo. Aliás, nessas do vamos trazer fulano, beltrano ( pensado durante o jogo, no calor da coisa ) vale um outro texto pra depois.
Também naquele time do Goiás me lembro de ter me chamado atenção o Túlio ( volante ), o zagueiro central deles era o Célio Silva, desse é proibido se esquecer. No Inter lembro do Christian voando e nessa época outros que voavam eram o Enciso o Alemão Anderson ( injustiçado eterno ) além do André no gol, que nessa exata época salvo engano já era ou tava em vias de ser o titular da seleção brasileira, até se lesionar feio.
Inter ( 4-3-1-2 ): André; Denílson, Marcão, Régis e Espínola; Anderson ( João Antônio ), Reginaldo ( que quebrou a perna do Celso Vieira em 97, no lugar dele entrou o Enciso ), Marcelo Rosa e Betinho ( !!! ); Narcísio ( Fernando, que era do Juventude, atacante ) e Christian. Técnico: Cassiá.
Goiás : Ricardo Pinto; Luís Paulo ( Alex Dias ), Célio Silva, Richard e Marquinhos; Túlio ( Alex Xavier ), Reidner ( expulso ) e Josué; Fernandão ( Araújo ), Aloísio e Alex Dias. Técnico: Gílson Nunes.
Inter 1 x 1 Juventus – 6ª rodada do campeonato italiano 2002/2003
Dos jogos mais insólitos, que eu já vi. Emocionantes também, mas muitíssimo mais paradoxal, incrível, rocambolesco que emocionante, coisa que também foi. A Inter com Hector Raul Cuper de treinador e tinha na época, Di Biagio, Coco, Almeyda, Cannavaro, Vieri. Na temporada passada, apagou contra a Lazio do Olímpico, onde se ganhasse, tarefa ingrata, consegueria o campeonato depois de largo tempo sem Scudetto, 1989/1990 – O time dos Alemães -.
A Juventus no segundo ciclo de Marcelo Lippi já sem Zidane, mas com Buffon, Thuram, Nedved, Davids, Marcelo Salas.
Resumo da ópera: San Siro, Milão. Vinha um 0×0 de jogo tenso com duas expulsões, 45 do segundo tempo, pênalti pra Juventus. Del Piero e gol. Isso por si só um pênalti aos 45 do segundo, basta. Mas aos 50 do segundo tempo escanteio pra Inter, Toldo na área e 1×1.
Os gols tão separados, já que a narração do gol do Toldo é uma obra a capacidade de fazer escândalo e esparro de qualquer italiano. Este, Roberto Scarpini narrador e torcedor da Inter. Primeiro, o que veio primeiro. Del Piero. Depois, Toldo. ( na foto )
Os dois times tinham jogadores com passagem por Inter, Milan e Juventus. Davids salvo engano 4 ou 5 anos depois jogando na Inter fez a trinca. Vieri 4 anos depois fechou o círculo indo jogar no Milan. Também, Cannavaro e Vieri dessa escalação da Inter toda jogaram na Juventus. Vieri antes e Cannavaro depois de 2002. Pela Juventus, Davids como já dito passou depois pela Inter, Marcelo Lippi no ano 2000.
Inter; 3-4-3/3-4-1-2/3-4-2
1 Francesco Toldo, 2 Iván Córdoba, 23 Marco Materazzi, 13 Fabio Cannavaro; 4 Javier Zanetti, 14 Luigi di Biagio, 25 Matías Almeyda ( 5 Emre Belozoglu ) 77 Francesco Coco; 20 Álvaro Recoba ( Domenico 10 Morfeo, expulso ), 9 Hernán Crespo, 32 Cristian Vieri. Técnico: Héctor Cúper.
Juventus; 3-4-1-2; 3-4-2
1Gianluigi Buffon; 21Lilian Thuram, 2 Ciro Ferrara, 13 Mark Iuliano; 16 Mauro Germán Camoranesi, 5 Igor Tudor ( 8 Antonio Conte, expulso ), 26 Edgar Davids, 15 Birindelli ( 19 Gianluca Zambrotta ); 11 Pavel Nedved; 10 Alessandro Del Piero e 9 Marcelo Salas ( 25 Marcelo Zalayeta ) . Técnico: Marcelo Lippi.
Gol do empate da Inter ( o gol da Juve não consegui mais )
Fluminense 0 x 0 Náutico; Copa Dos Campeões 2002
No começo da década mal se jogavam os Estaduais. Os Regionais ( Copa Sul Minas, Rio São Paulo, Nordestão ) tavam em alta. Quem fizesse campanha nesses Regionais ganhava uma vaga na Copa dos Campeões Regionais, sempre jogada no norte ou no nordeste. O campeão jogava a Libertadores.
Ficou só na memória, menos as escalações de Fluminense e Náutico cuja data exata não me vem na cabeça, nem adianta forçar. Não deu nem pro Google, uns sites davam 23 de julho outros 24.
Sempre, mas sempre mesmo é interessantíssimo ver as escalações desses times e lembrar onde se encontram algumas figuras hoje. Fluminense com Roni, Marco Brito e Magno Alves na frente. Náutico com Muricy de técnico, Sangaletti e desde que aqueles anos entre idas e vindas o sujeito mais 11 do Náutico em muito tempo, Kuki.
Fluminense ( 4-2-1-3 ) 1 Murilo; 2 Flávio, 3 César, 4 Régis, 6 Marquinhos; 5 Fabinho, 7 Marcão e 9 Fernando Diniz; 10 Marco Brito ( 18 Agnaldo ), 11 Roni ( 15 Sidnei, o mesmo cara que é ou já foi o Sr. Cristiana Oliveira ) e 8 Magno Alves. Técnico: Robertinho
Náutico ( 4-1-3-2/4-5-1 ) 1 Gilberto; 2 Carlinhos ( 13 Paulinho ), 3 Marcelo Fernandez, 4 Sílvio, 6 Silva; 5 Sangaletti, 7 Fábio, 8 Fabinho ( 17 Fumaça ), 9 Emerson; 10 Tiago e 11 Kuki. Técnico: Muricy Ramalho.
Ah como não consegui os gols nem foto do jogo uma fotinho do Muricy quando jogava ainda. 1977.
Juventus 2×1 Real Madrid – Champions League 21/10/08
Com uma meia cancha que tinha Gago, Sneijder e Van der Vaart o Real abusou, confundiu lirismo com falta de responsabilidade…. foi aberto demais, levando em conta que do ataque saiu jogando a única figura móvel era Higuaín, o Real tinha depois Raúl e Van Nistelrooy de qualidade indiscutível, mas mal colocados em um 4-3-3 muito do mal armado por Bernd Schuster.
Por sua vez a Juventus foi a Juventus, ordenada de trás pra frente, como sempre. Esperando a hora certa de atacar e sem grandissíssimos cobrões no time ( isso não é rotineiro ). Porém repleta de bons jogadores. Nedved pode não ser mais o mesmo mas é um jogadoraço, como Del Piero também de passados fulgurantes os dois veteranos ainda podem dar e muito pra Juve. Da turma nova, Amauri é um senhor centro avante, Sissoko o volante que qualquer time precisa mas nem sempre sabe como precisa de um jogador desse tipo. A Juve sempre sabe. O grande destaque individual fica por conta de Chiellini, lateral na Fiorentina e hoje quarto zagueiro na Juve, raro perder um lance e sempre jogando com categoria demais. Iaquinta também merece ser lembrado. Cláudio Ranieri, treinador tão contestado da Juventus faz tudo que se pode esperar de um treinador de futebol. Que faça tudo que possa.
Juventus ( 4-4-2)
12 Manninger; 21 Grygera, 6 Legrottaglie ( 4 Mellberg ), 3 Chiellini, 28 Molinaro; 32 Marchionni, 22 Sissoko, 15 Marchisio ( 7 Salihamidzic ), 11 Nedved; 10 Del Piero e 8 Amauri ( 9 Iaquinta ). Técnico: Cláudio Ranieiri
Real Madrid ( 4-3-3 )
1 Casillas; 4 Sérgio Ramos, 3 Pepe, 5 Cannavaro, 16 Heinze; 8 Gago, 23 Van der Vaart ( 15 Drenthe ), 10 Sneijder; 20 Higuaín ( 11 Robben ), 7 Raúl e 17 Van Nistelrooy. Técnico: Bernd Schuster
Gols Juventus: Del Piero 5, 1ºt e Amauri 3 do 2ºt
Gols Real Madrid: Van Nistelrooy 20, 2ºt
Lazio 3 x 2 Roma – Campeonato Italiano;19/3/08
Jogaço. A Lazio se ganhasse deixaria a Roma de fora da briga pelo Scudetto, foi um jogaço. Aliás esse é um clássico que sempre tem isso, jogos que pra quem tá de sangue doce é uma maravilha. Pra quem torce deve ser O pavor….
Na foto, Rolando Bianchi da Lazio, passa por Philipe Mexés, da Roma.
Lazio ( 4-3-1-2/4-3-3 )
32 Balota; 29 De Silvestri ( 5 Mutarelli ), 13 Siviglia, 25 Cribari, 3 Kolarov; 24 Ledesma, 6 Dabo ( 26 Mundigayi ), 85 Behrami; 19 Pandev; 18 Rocchi e 9 Rolando Bianchi. Técnico: Délio Rossi
Roma ( 4-4-1-1 )
32 Doni; 77 Cassetti ( 2 Pannucci ), 5 Mexes, 4 Juan, 3 Cicinho; 11 Taddei ( 14 Giuly ), 16 De Rossi, 8 Aquilani, 9 Vucinic ( 30 Mancini ); 20 Perrota; 10 Totti. Técnico: Luciano Spaletti
Gols Lazio: Pandev 43,1ºt; Rocchi 12, 2ºt ( pen ), Behrami 47, 2ºt
Gols Roma: Taddei 28, 1ºt; Perrota 16, 2ºt
Internacional 1 x 0 Ponte Preta; Campeonato Brasileiro 2002;17/08/02
Colorado com Junior Baiano, Carlos Miguel entre outros contra a Ponte Preta que tinha Mineiro, Basílio, Macedo….
Internacional ( 4-2-1-3 ) 1 Clêmer, 2 Luizinho Neto ( 15 Alexandre ), 3 Luiz Alberto ( 13 Ronaldo ), 4 Júnior Baiano, 6 Cássio; 5 Cleitão, 7 Claiton; 8 Carlos Miguel; 10 Fabiano Costa, 11 Daniel Carvalho e 9 Librelato ( 18 Leandrão ). Técnico: Guto Ferreira
Ponte Preta ( 4-3-1-2/4-4-2/4-3-2-1) 1 Hiran;2 Daniel, 3 Marinho, 4 Rodrigo, 6 Elivélton; 5 Roberto ( 16 Adrianinho ), 7 Mineiro, 8 Isaías ( 18 Jean ); 10 Alex Oliveira, 9 Basílio e 11 Macedo ( 17 Humberto ). Técnico: Osvaldo Alvarez ” Vadão “
Gol: Leandrão, 12 do 2ºt.
O Inter penou naquele brasileiro entrou na zona do rebaixamento na penúltima rodada depois de perder pro Cruzeiro, 1×0 no Beira Rio gol do zagueiro Luisão da seleção do Brasil e hoje no Benfica. Foi jogar a permanência na primeira divisão contra o Paysandu em Belém, ganhou 2×1 Librelato e Fernando Baiano fizeram os gols do Inter, Zé Augusto o do Paysandu.
Clemer segue no Inter, só falta ganhar um Brasileirão e uma Copa Sul Americana pra ser o jogador mais vitorioso da história do futebol de clubes do Brasil. Luisinho Neto foi campeão da Copa do Brasil pelo Sport mas saiu de lá, Luiz Alberto tá no Fluminense, Jr Baiano honestamente não sei me lembro de ter visto na última vez no Brasiliense. Cássio tá no futebol australiano, Cleitão, Claiton e Carlos Miguel não faço idéia. Assim como Fabiano Costa, na época genro do Wanderley Luxemburgo, Daniel Carvalho e Leandrão voltaram pro Inter, Maicon Librelato faleceu numa tragédia automobilística no final de 2002. Guto Ferreira segue trabalhando no Inter.
Pela Ponte sei muito pouco de cabeça Hiran tem uma loja de material esportivo, Roberto andou ou ainda anda pelo Atlético Mineiro, Mineiro foi pro Chelsea, Jean passou pelo Inter em 2007, Alex Oliveira tá no Vila Nova de Goiás, companheiro do fazedor de gol e voto Túlio.





