Killboard; Injustiçados, Parte 2: Marechal Cândido Rondon
Cândido Mariano da Silva Rondon; Herói Humanitário Brasileiro

Rondon é, ponto pacífico, o maior brasileiro da história. E dele só se sabe o nome. O que é uma barbaridade e honestamente? É seguramente no que diz respeito a reconhecimentos de conduta de vida e grandeza de realizações o maior injustiçado da história do Brasil sem a menor sombra de dúvida. Como disse Coutinho, ” Rondon é o ideal feito homem “.
Um homem que desbravou mais de 40000 km de território nacional numa incessante busca a um trato mais humano aos índios. Com tanta desbravação terminaram suas andanças por conectar e fazer possível rotas antes conhecidas como ” monte de mato ” ligando, Goiás, São Paulo, Mato Grosso – que foi inventado e desbravado por ele – . Levou aos índios a linha telgráfica, que a chamavam de ” Língua de Mariano “. Tal desbravamento além de facilitar o transporte entre o país, ou melhor, inventá-lo, foi fundamental na posterior industrialização do país.
De tamanha importância foi sua atuação junto aos índios que são suas idéias as motivadoras da Política de Proteção as Minorias Populacionais da Unesco.
Descendente de índios Bororo, desde os primórdios de seus trabalhos junto a comunidade indígena no qual estabelecia de maneira bastante claro que aquele que matasse índios, responderia ao rigor da lei. Outro lema que guardava consigo era: ” Morrer pela causa sim, matar nunca “.
Rondon era um sujeito de hábitos simples, os mitos geralmente o são, de bom trato, justo e leal com os seus. Também era engenheiro. Foi o único brasileiro condecorado Marechal durante tempos de paz. Conduzia expedições que contavam até com presidentes da república, os quais eram tratados de maneira igual a todos os demais, sempre. Nas refeições era sempre o último a comer, argumentava que ele como chefe, deveria sempre deixar aos seus soldados o melhor da comida.
Sempre tendo como maiores conflitos os donos de terra que insistiam em saquear os índios, Rondon conta episódios que qualquer um com vaidade pouco mais afiada transformaria em histórias épicas ( que nunca aconteceram ) com uma simplicidade que chateava repórteres caçadores de historiões sensacionalóides quando iam entrevistar Rondon já velho e cego.
Rondon era um iluminista, guardava em seus diários: “como positivista e membro da Igreja Positivista do Brasil estou convencido de que os nossos indígenas deverão incorporar-se ao Ocidente, sem que se tente forçá-los através do teologismo.”
O que melhor fala sobre ele é o que disse Darcy Ribeiro em 1958 no funeral do Marechal. Antes, vale lembrar até hoje tem seu nome gritado, como Grande Pai, entre os sobreviventes das tribos com quem conviveu.
Pois disse dia 20 de janeiro de 1958, Darcy Ribeiro lembrando primeiro dos princípios de Rondon: ” Morrer se necessário for, matar nunca “.
O segundo princípio: É o do respeito às tribos indígenas como povos independentes que, apesar de sua rusticidade e por motivo dela mesma, têm o direito de ser eles próprios, de viver suas vidas. O terceiro princípio de Rondon é o do garantir aos índios a posse das terras que habitam e são necessárias à sua sobrevivência. O quarto princípio de Rondon é assegurar aos índios a proteção direta do Estado, não como um ato de caridade ou de favor, mas como um direito que lhes assiste por sua incapacidade de competir com a sociedade dotada de tecnologia infinitamente superior que se instalou sobre seu território.
Termina Darcy: “ sejam minhas últimas palavras um compromisso e um chamamento diante do corpo de Rondon. Marechal da Paz. Marechal do Humanismo. Protetor dos Índios. Aqui estamos os que cremos que a obra da vossa vida é a mais alta expressão da dignidade do povo brasileiro”.
“Agora dormes
Um dormir tão sereno que dormimos
Nas pregas de teu sono
Os que restam da glória velhos feiticeiros
Oleiros cantores bailarinos
Extáticos debruçam-se em teu ombro
ron don ron don
repouso de felinos toque lento
de sinos na cidade murmurando
Rondon
Amigo e pai sorrindo na amplidão.”
Fonte da pesquisa: http://www.overmundo.com.br/overblog/quem-se-lembra-do-marechal-candido-rondon
Nem dá pra dizer que tá simpático
José Luiz Felix Chilavert, o tempo…. temputão maldoso contigo. Ao lado esquerda em 1987, quando foi goleiro do San Lorenzo, primeiro time que defendeu na Argentina. Para chegar no Velez Sarsfield, clube do qual é emblema passou antes pelo Real Zaragoza da Espanha.
Ganhou tudo no Velez, não era o desgraçado que diziam ser debaixo das traves, mas não era nada de genial. Mas pegava na bola feito louco, perna esquerda, muita força, fez fama por muita coisa a força da coisa fez com que virasse o primeiro goleiro de destaque a ir regularmente bater faltas. Forte mais ainda era a personalidade, antes, parecia a personificação daquela coisa mágica de quem vê só um lado do sujeito com gênio ruim, de pessoas com personalidade forte. Existe uma espécie de magicazinha em torno delas, ou viram patetas falastrões e bobos simplesmente ou gente interessante, com alguma coisa pra dizer e fazer, a qualquer momento, de qualquer jeito.
Por exemplo, quando Oscar Ruggeri durante um San Lorenzo x Velez ( Com Chilavert no Velez já depois de uma discussão de campo, rápida, na qual Ruggeri disse por fim: ” Paraguayo de mierda ” pra Chila. Além do sangue ruim, ele, Chilavert se notabilizou sempre por um nacionalismo exarcebado e muito do imbecil. No meio do jogo, do nada ele sai do gol e vai caçar Ruggeri, com o jogo correndo o Velez tava sem goleiro. Saiu do gol pra dar uma porrada em quem tinha lhe ofendido. O tal nacionalismo é uma marca tão forte na sua personalidade que ele dizia nos jogos do Paraguai com o Brasil, super sério: ” Nos devolvam o Mato Grosso e o Acre que nos roubaram na guerra que os ingleses pagaram pra vocês “. Pra constar, isso é verdade, assim como por decreto a Argentina roubou 1/3 de terreno Uruguaio e uma parte considerável do Chile.
Outro incidente ligado também com racismo se deu com o então treinador do River Plate, Américo Ruben Gallego. Disse que não aguentava mais alguns ” índios jogando no meu país ”. Antes do jogo sequer começar, no campo do River, Chilavert entrou antes do próprio time e foi pra frente do do banco do River, esperar Gallego. Pequeno detalhe, mostro uma foto de Gallego, primeiro de tudo. Gallego, que como treinador começou lambendo as bolas de Daniel Passarella deveria responder na justiça por isso. Não é nem caso do ofendido entrar contra, é responsabilidade do Ministério Público mesmo, mas enfim.
Gallego meu filho, tu tem FUNAI escrito na testa.
Racismo e contra a própria raça? Graaaaande!
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Voltando pra vaca fria, o que tem de se relevar na questão do gênio ruim é que se por um lado, dá essa coisa de bandido aceitável, cara que nós amamos odiar. Ou amamos amar, fosse eu índio, trogloditismo a parte e ainda mais do jeito que certas questões raciais são manejadas na Argentina me sentiria representado, honestamente, mesmo que por um ato juvenil algum alívio sentiria.
Mas o gênio ruim, o pavio curto também cria cenas como essa, famosa.
Cuspir na cara de alguém? A troco de que santo?
Ainda mais, quando o sujeito vem na boa, queria fazer uma troca de camisas e ir embora pra casa.
Aí que entra o ânus ( não o ônus ) do gênio ruim, te dá momentos de gloriosa estupidez, mas aqui entrou um elemento novo, falta de caráter mesmo, cuspir na cara de alguém? Roberto Carlos foi só trocar uma camisa e dar um abraço. Daí por diante parei de levar a sério o Chilavert. Quem comete uma imbecilidade dessa mostra que o seu gênio ruim só o transforma num pateta mesmo. Pra ser justo, quem comete um ato mau caráter nem por sonho necessariamente é um.
Veio a Copa 2002 e ele pesando muitos kilos, na casa dos 3 dígitos tranquilo, é um cara alto pra burro de 1m93. Dos maiores papelões que um jogador profissional já submeteu na vida, gordo e mundialista não combinam.
O nacionalismo, nesse meio tempo Chilavert se aposentou em 2004, o nacionalismo fez com que ele cogitasse fortemente uma candidatura a presidência do Paraguaia, coisa que outro ex boleiro também paraguaio cogita. Romerito que jogou no Fluminense nos anos 80. Mas Romerito já teve cargos eletivos nos legislativo paraguaio. Chilavert segue falando e falando e falando. Nesse meio tempo, virou essa bola. Essa prequela de Buda, com um litro de acido sulfúrico jogado em cima. Arre banha. A estética acompanhou a língua, e o temperamento de Santino Corleone que antes dava a graça de sujeito duro, firme já não dá mais. Agora a graça é outra, e de acordo com o freguês não é tão engraçada assim.


