Mas até 3.0

Rescaldinho Da De Copa de 94 E Argentina 4×0 Grécia.

Publicado em Copa Do Mundo, Droga, Futebol, Vídeo de gols por Sérgio Henrique Ribeiro da Silva em Dezembro 5, 2009

Na Copa de 94 a Argentina tinha um timaço, pra quem tanto puteava o Bilardismo voltava Futbol Whisky, era o Basile, filho do Huracán de 1973 com Menotti de treinador. Mais verdade ainda é que um time com quase 5 atacantes, talvez até 6 já que com a bola Chamot, subia e deixava o time mais aberto.

O Brasil não era vulnerável, e tinha com Branco, Bebeto, Romário, Jorginho muita contundência pra armar e definir. Muitas vezes contava com o Dunga lançando bola há quase 40 metros de distância.

Agora, eu não me esqueço do gol legítimo dos americanos anulado depois da expulsão do Leonardo, estava 0×0 ainda. Muito menos da mãozada do Branco no Overmars, antes do gol que carimbou o 3×2 contra a Holanda.

O rodízio de cartões pra Suécia e o salvo conduto dado pro Dunga caçar o Mild, camisa 18 sueco nas semis também não dá pra esquecer. Um amarelo e o Brasil teria outro capitão na final.

Que a Itália no apito e se peidando passou da primeira fase e não teve uma mão mas o corpo inteiro de quem apitava no jogo com a Nigéria nas oitavas é outra verdade, não anula a superação do time do Arrigo Sacchi e o bolão jogado pelos dois Baggio, Dino e Roberto.

O mais grosseiro dos lances veio na rodada seguinte, a cotovelada do Tassotti no Luis Enrique dentro da área, um penalti de concurso no fim do jogo e decisivo na eliminação da Espanha.

Nada é tão maniqueísta assim. A Itália só jogava mal pra gentalha da imprensa do Brasil, que com o tetracampeonato da seleção brasileira, teve que por muita coisa além do rabo no meio das pernas. Um time que se defendia com 4 zagueiros e 4 volantes, 8 mordendo, não deixava o adversário jogar, tinha Aldair na zaga o grande zagueiro brasileiro em anos, o time virado pra jogar a bola tanto pro Romário como pro Bebeto dois definidores de primeira grandeza.

A burrice de comparar o jogo do 11 como se fosse Maradona ou Roberto Baggio, esse sim o jogadoraço dessa Copa, vinda da imprensa esportiva brasileira faria sentido. Mas a idéia era criar um consenso falso em cima de uma situação inexistente. Inventaram que aquele time era domado pelo centro avante e não me perguntem como virou um consenso brasileiro dizer que o time de 94 foi carregado nas costas por um cara que calculava seus piques e não precisava de mais que 3 toques na bola pra jogar, fato que impossibilita um pouco de carregar o time nas costas, mas enfim… a idéia era tirar qualquer possibilidade de mérito da comissão técnica e dos jogadores jurados de morte e dados como inválidos por eles. Desde o dia em que ficou claro, Dunga, Taffarel, Branco Zagallo e Parreira iam pra Copa se sentiram ofendidos e declararam guerra, pediam Telê Santana.

Mas umas coisas pareciam mais claras ainda, desde antes de começar todo funçaredo nos US and A, a primeira era: Maradona não pode, e sim DEVE jogar esse Mundial que precisa de caras com nome pra ser um produto viável, mas ganhar não isso não podia.

O Elefante Amarelo que não ganhava nada há 24 anos, o praticante mais célebre do bretão e também dar a copa pro time que tinha imigrantes/cidadãos locais a dar com o pau no país local do ponto de vista político era uma idéia bem boa. Jogar Brasil e Itália na final era um arranjo dos sonhos.

Baggio, Branco e Baresi que 15 dias antes da abertura dos trabalhos não podiam andar e de acordo com os médicos um deles, Branco, tinha até uma lesão do tipo ” se jogar fica aleijado ” não foram submetidos a nenhum exame anti dopping quando entraram em campo saltitantes, que se comprovasse ali não tinha nada então. Agora adulterar um exame pra pegar um cara com um remedinho pra rinite? Franco Baresi abriu e operou o joelho menos de 24 horas da final e junto com outro demolido que era Roberto Baggio jogaram os 90 minutos do jogo mais os 30 da prorrogação com sol de 40 graus no lombo. Um remédio pra gripe vira droga por que comercialmente a Copa decolou e a figura do Maradona não é mais conveniente?

Antes de mais nada, seria inevitável a Argentina esbarrar em um adversário que se defendesse bem, era um time do Coco Basile e ali caíria, mas esse papo de Maradona drogado em 94? Basta. Os vícios do torneio foram outros e nenhum passa pela seleção argentina.

O jogo abaixo é uma das duas vitórias da Argentina nessa Copa, os 4×0 na Grécia, três gols do Batistuta e um Dele, numa jogada coletiva belíssima e mais limpa que todas as decisões que jogaram Brasil e Itália na final.

Super Copa Européia 2000: Galatasaray 2×1 Real Madrid

Publicado em Escalações, Ficha Técnica, Futebol, Vídeo de gols por Sérgio Henrique Ribeiro da Silva em Novembro 29, 2009

Galatasaray

1-Taffarel; 2-Capone (14-Fatih 85), 4-Popescu, 3-Bülent Korkmaz, 57-H.Ünsal,
7-Okan (11-H.Sas 81), 5-Emre, 8-Suat, 10-Hagi (28-Bülent Akin 82), 22-Ümit,
9-Jardel. Treinador: Mircea Lucescu

Real Madrid

25-Casillas; 21-Geremi, 15-Helguera, 12-Iván Campo (17-F.Conceiçao 66),
3-Roberto Carlos, 16-Makelele, 6-Celades (2-M. Salgado 100), 10-Figo, 14-Guti
(22-Munitis 53), 11-Savio, 7-Raúl. Treinador: Vicente del Bosque.

Rangers 0×3 Celtic; Campeonato Escocês, 29/04/01

Publicado em Clássico, Ficha Técnica, Futebol, História, Política, Religião, Vídeo de gols por Sérgio Henrique Ribeiro da Silva em Setembro 27, 2009

Quando tem Rangers e Celtic é uma briga, não é um jogo o Old Firm como é chamado leva diferenças que vão muito além do campo, são diferenças sociais, de classe e religiosas.

O Rangers time da elite protestante que infla o lado mais nojento do clássico, fomentando uma espécie de ” superioridade protestante ” contra os Mics de verde. O Celtic católico com muita influência irlandesa e sempre com iniciativas institucionais de amenizar o clima de segregação.

Fazendo uma abertura de mercado, o Rangers com mais condições financeiras leva pro mercado local uma série de jogadores estrangeiros muitos já veteranos, mas com bom nome, Basile Boli é o primeiro exemplo que me vem, diziam que não era uma busca de mão de obra estrangeira mas uma abertura político-religiosa, já que muitos dos contratados eram católicos. Mais pra frente Caniggia jogou no Rangers ( e muito ).

Caía no Celtic desta vez a pecha de fomentador do segregacionismo, na verdade faltava grana pra trazer gente de fora, mas igualmente, nos anos 90 e nessa década foi uma dificuldade derrubada, Henrik Larsson, sueco, viveu a grande fase da carreira por lá.

Abaixo uma vitória do Celtic no campo do Rangers, Estádio de Ibrox, e por 3-0. Tinha um timaço o Celtic treinado pelo Martin O´Neill, que depois foi do 8 ao 80 pra ir parar  no zero com o Leeds.

Rangers: Klos; Moore, Konterman, Amoruso; Ricksen, Ferguson,Albertz,Numan;Wallace; Dodds e Tore Andre Flo. Técnico: Dick Advocaat

Celtic: Douglas; Mjallby, Vega, Valgaeren; Agathe, Lennon, Lambert, Thompson e Moravcik; Johnson e Larsson. Técnico: Martin O´Neill


Cinco Motivos Pra Evitar O 5/9; Argentina 0×5 Colômbia

Publicado em Clássico, Copa Do Mundo, Escalações, Ficha Técnica, Futebol, História, Vídeo de gols por Sérgio Henrique Ribeiro da Silva em Setembro 8, 2009

Se no dia cinco que passou se viu o que se viu em Rosário, as memórias menos atentas com essa santa coisa que se chama futebol não atentaram pra um fato.

No mesmo cinco de setembro, mas de 1993, a Colômbia foi a Nuñez e fez 5 na Argentina, com direito a Maradona no meio da massa. Que inventem um feriado pro 5/9 proibindo futebol.

Os cinco motivos, colombianos todos, abaixo. Antes as escalações.

Argentina: ( 4-2-2-2/4-3-3/4-2-4 ) Sérgio Goycochea ( que foi a um programa de tv a noite com os 5 bem quentes na cabeça e um comentarista, ex jogador culpou ele ridiculamente pelos 5 gols. O comentarista era Jose Sanfilippo, El Nene, ídolo do Boca e mais ainda do San Lorenzo jogou no Bahia por 1 ano, pra evitar coisa pior Carlos Bilardo, surgiu do nada nos estúdios  insultando Sanfilippo e esfriando o Goyco ) os outros 10 eram Saldaña, Borreli, Ruggeri, Altamirano; Redondo ( Acosta ), Simeone, Leo Rodriguez ( Turco Garcia ), Ramon Ismael Medina Bello e Gabriel Omar Batistuta. Técnico: Alfio Basile.

Colombia: Mondragon, Herrera, Perea, Mendoza, Perez; Alvarez, Gomez, Valderrama e Rincon; Asprilla e Valencia. Técnico: Francisco Maturana.

Gols; Rincón 41, 62 depois Asprilla 49,69 e o trem Valencia aos 84

Ataque Preventivo No Pesquisão: River Plate

Publicado em Campeonato Argentino, Copa Libertadores, Escalações, Futebol, Vídeo de gols por Sérgio Henrique Ribeiro da Silva em Agosto 28, 2009

O Pesquisão de público foi um sucesso, tem quase 20 page views por dia sozinho. Mas a idéia em si foi um fracasso. Além de mim, só dois participaram, quase por que eu interroguei um ( Ricardo Cardoso de Lisboa que mandou do Benfica ) e o mais visitado do Fernando Gomes, fez do Corinthians. Ainda, além dos dois que eu já disse teve um do Boca Jrs, me falta o nome de quem mandou mas foi uma baita colaboração igual.

Por isso, parei pra pensar que eu mesmo poderia fazer o mesmo procedimento… http://sergiohrds.wordpress.com/2009/01/11/pesquisao-corinthians/

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Pra começar então decidi ir de River Plate. Por que sim, não tem nenhuma grossa razão. Melhor time histórico, maior jogo da história, derrota histórica do rival e ainda de novidade um jogo daqueles lá do fundo do baú.

As seleções históricas com Pedernera, Ferreyra, Carrizo, Losteau, Nestor Rossi eu quero deixar de fora. O que não tira nada deles e menos ainda  tira de mim, pra poder ser justo e chegar em um ponto de escolha honesto valorizar uns bons 30 minutos de video tape da antiga somada a história.

Di Stéfano que é tão antigo quanto os que eu citei como não sendo parte do time, faz. Do pouco que eu pude ver me deu a impressão de ser um sujeito que no futebol em slow motion dos anos 40 a 60 que jogou voava em campo, era inquieto e direto com uma capacidade impensada pra época, era um episódio a parte no jogo. Em um estágio mais avançado pra Daniel Passarella vale o mesmo, dele já pude ver mais de um jogo inteiro, entra e sem discussão.

Os melhores 11 – Angel David Comizzo; Gustavo Lombardi, Roberto Fabían Ayala, Daniel Alberto Passarella, Juan Pablo Sorín; Esteban Cambiasso, Lucho Gonzalez, Beto Alonso; Francescoli, Salas e Di Stéfano. Técnico: Ramón Angel Diaz.

Melhor partida: 2×0 contra o América de Cali em Nuñez, decisão da Libertadores de 1996 dois gols do Crespo, repara que no segundo ele ainda guri põe as mãos na cabeça como quem não acredita no que acabou de fazer.

Fiasqueira própria e recente, eliminação pro Caracas na primeira fase da Libertadores de 2007, 3×1.

A entregada do Boca do campeonato nacional de 2006 junto com todo tumulto contra o Chivas na Libertadores no ano anterior, empataram. Decidi colocar a vez do Estudiantes, foram 4 derrotas seguidas. Era só ganhar uma.

Boca 0×2 River Plate, River dá a volta olímpica na Bombonera. Jogo conhecido também como jogo do Beto Alonso e a bola laranja.

Raridade; Equador 1 x 2 Internacional

Publicado em Clássico, Copa Do Mundo, Futebol, Vídeo de gols por Sérgio Henrique Ribeiro da Silva em Agosto 13, 2009

Preparando-se pra Copa do Mundo de 2002, onde foi eliminada pela finalista Alemanha nas oitavas de final, fez em Quito, um arranca rabo de partida pro Mundial com o Internacional.

Como outra seleção em preparação pra uma Copa do Mundo, 4-0 na Nigéria, sensação do futebol mundial da época e toda titular no Festival de 25 anos do Beira Rio deu Colorado.

Gols de Diogo Rincón e Cássio ( ex Flamengo, Santa Cruz ) garantiram a vitória em Quito. Abaixo os gols da vitória no Equador.

Fala Que Eu Te Escuto Se Der Respondo; Maradona no Newell´s Old Boys

Publicado em Fala que eu te escuto... se der respondo, Futebol, Vídeo de gols por Sérgio Henrique Ribeiro da Silva em Agosto 9, 2009

MARADONA-EN-NOB-200jpg

Mais de uma pergunta se Maradona jogou no Newell´s Old Boys, de Rosário.

Sim, jogou e fez gol até. Foi em 1993, durou meses, passagem curtinha.

Abaixo, um gol dele com a camisa da Lepra.

Zdenek Zeman

Publicado em Campeonato Italiano, Escalações, Ficha Técnica, Futebol, Historinha, Vídeo de gols por Sérgio Henrique Ribeiro da Silva em Agosto 3, 2009

Zdenek Zeman, tcheco mas que segundo ele é tão ou mais italiano quanto os prórpios, é um senhor personagem. Nada que ver com patifaria, fatos bizarróides colorindo a biografia, nada disso. É um sujeito interessante.

Como ele mesmo gosta de dizer, divertiu o público com suas equipes ( o Foggia de 1991 a 1994 em especial e depois com a Lazio e a Roma no final dos anos 90 ), pra ele o resultado era só um detalhe lhe dava mais gosto uma boa performance.

Desde sempre o 4-3-3 foi uma obsessão, tatuado na alma. Similaríssimo a César Luis Menotti nesta maneira de ver o futebol, com a feliz mania de nunca reduzir o futebol só a resultados, igualmente e infelizmente tem a mania de achar que todos aqueles que não seguem seus mandamentos são uns chatos, que não sabem nem que a bola é redonda, são os assassinos do jogo os reféns da questão econômica que sodomiza o futebol. Grossa bobajada.

No Foggia de Zeman, o espírito quase amador se fazia presente pro bem mas igualmente pro mal. Giuseppe Signori, ídolo no Foggia depois ídolo e emblema na Lazio, no Foggia jogava gordo. As equipes de Zeman até ele chegar ao futebol da capital, sempre foram de um preparo físico risível. Os métodos de preparação física eram os mesmos usados em esportes de quadra como o handebol.

Agora, quem quisesse ver partidas repletas de gols, linhas de impedimento muito bem ou mal executadas, um jogo plasticamente bem jogado ( os jogadores de Zeman tinham isso, sabiam jogar e muito ) marcação incessante sob pressão na saída do adversário, era incrível parece que Zeman levava um universo paralelo pra jogar na Serie A italiana. De fato, era divertido.

Mas as vezes saía pelo cano, o Milan de Fabio Capello em 1991/1992 enfiou 8 no Foggia. Existe outra derrota, essa injusta, um Roma 4×5 Inter. Marco Delvecchio teve um esforço comovente nesse jogo, saiu chorando no fim da partida.

Mas Zeman sempre falava ser um defensor intransigente do futebol e isso parecia uma frase solta, talvez a forma dos seus times jogarem estivessem sendo exaltadas. Mas não, era foi mais muito mais na verdade daí por diante ele vinha pra cutucar numa senhora ferida. Ao fim amarrou uma bomba atômica na cintura de seus destinos profissionais e explodiu. O que sim deixa aqui e o que tem de admirável sobre Zeman, ele é movido pelas suas convicções mesmo sabendo do preço que pode pagar, pouca  gente tem discernimento pra fazer isso, pra sequer entender do que se trata segurar o rojão ao fugir da manada.

Zeman

Zeman

Meteu o dedo na cara da Juventus, dizendo que o clube com mais influências excusas do futebol italiano dopava seus jogadores pra ganharem massa muscular. Deu como exemplo de Del Piero e Vialli surgiram magrinhos e no seu auge na Juve eram fortes pra mais de metro. Estourou um escândalo do dopping, o ( literalmente ) chefão do futebol na Juventus, Luciano Moggi abriu uma caçada a Zeman. Zeman batia pé e Moggi armava seu circo, com a força da Fiat, dona da Juve, usou a mídia buscando difamar a figura de Zeman, falhou.

Moggi ( com uma mão enorme da Fiat, dos Agnelli, Gianni Agnelli era bem vivo em 1998 ainda ) convenceu Vialli, Del Piero e Fabio Capello ( por seu prestígio, já que não tinha na época nenhuma ligação, exceto a de ex-jogador com a Juve ) a cada três palavras que dissessem, onde quer que fosse, uma seria contra Zeman.

Mas não falhou em conseguir que Zeman só treinasse outra vez na Itália seria em clubes de pequena expressão, negociou o boicote ao tcheco com muito esmero junto a todos outros clubes da Serie A.

Zeman ganhou de Moggi, Vialli, Capello e  Del Piero ação na justiça movida por estes.

Em 2006 vieram oficialmente à tona um dos maiores escandâlos da história do futebol italiano, dinheiro sujo em compra e venda de jogadores, compra de juízes, de jogadores pra entregarem partidas. A punição mais justa e que pegou mais pesado jogou a Juventus pra segunda divisão, com Luciano Moggi e seu filho sendo descobertos como artíficies de toda trampa.

Zeman nunca mais treinou um grande nacional, no fôlego final da sua carreira de treinador de primeira linha em 2000 treinou o Fenerbache e Napoli. Aliás na equipe napolitana treinou Edmundo e na sua estréia, quando usava a camisa de número 97. Na Serie A, nos últimos anos, treinou uma equipe do Lecce com Tiribocchi como destaque. A equipe ficou conhecida como a que fez 66 gols na temporada.

Foggia 2 x 8 Milan

Foggia: 1 Mancini, 2 Petrescu, 3 Codispoti, 4 Picasso (16 Kolyvanov), 5 Padalino, 6 Matrecano, 7 Rambaudi, 8 Shalimov, 9 Baiano, 10 Barone, 11 Signori. Técnico: Zeman.

Milan: 1 Rossi, 2 Tassotti, 3 Maldini, 4 Ancelotti (14 Fuser), 5 Costacurta, 6 Baresi, 7 Donadoni, 8 Rijkaard, 9 Van Basten, 10 Gullit (15 Massaro), 11 Simone . Técnico: Capello.

Roma 4×5 Inter

Gols, Roma: Totti, Paulo Sergio, Marco Delvecchio, Di Francesco.

Gols, Inter: Ronaldo e Zamorano duas vezes, Simeone.

Fala Que Eu Te Escuto, Se Der Respondo… Euro 96, 1ª fase, Inglaterra 4×1 Holanda

Publicado em Escalações, Eurocopa, Fala que eu te escuto... se der respondo, Ficha Técnica, Foto, Futebol, Vídeo de gols por Sérgio Henrique Ribeiro da Silva em Julho 7, 2009

Essa Euro de 96, décima da história, aparentava ser uma espécie de redenção no campo dos resultados do futebol inglês. A liga nacional saindo do malditismo, jogadores vindos do time semi finalista no mundial de 90 de muita identificação com o público local: Stuart Pearce, David Platt que era reserva no Euro 96 mas vivia entrando é bem verdade e Paul Gascoigne além de Alan Shearer, da geração de 96 que sempre desandou a meter gol com a seleção no Newcastle mas se afirmou aqui. Mesmo sem título pra Inglaterra que caiu outra vez como em 90 contra a Alemanha e nos pênaltis.

Shearer, Sheringham, Mcmanaman, Ince, especialmente Gascoigne e Anderton mais o fato de ser um time treinado pelo Terry Venables que muitos vieram a conhecer quando treinou o Barcelona bem antes da seleção.

Por sua vez, a Holanda que já era treinada pelo Guus Hiddink não era nem sombra do time que poderia tranquilamente ser campeão do mundo em 98, perdendo no mundial por um motivo que vai além do Sobrenatural de Almeida, a grande figura que nunca existiu. A Holanda ter sido a 4ª colocada em 98 tem uma explicação bem mais simples que qualquer conexão meta futebolisca, o fato de uma Copa do Mundo só permitir um único campeão.

Aqui, nesse jogo, a coisa se deu de uma forma bem simples Venables amarrou a Holanda trancou todo jogo pelos lados e de passe curto dos holandeses, atacou desgastando o rival a partida só foi a 4 depois do segundo tempo.

Flyer entregue no estádio

Flyer entregue no estádio

Inglaterra ( 4-4-2/4-3-1-2 ) Seaman; Gary Neville, Tony Adams ( capitão ), Southgate, Stuart Pearce; Ince ( Platt ), Mcmanaman, Anderton; Gascoigne; Shearer ( Fowler ) e Sheringham ( Barmby ). Técnico: Terry Venables

Holanda ( 3-3-1-3 ) Van der Sar; Reiziger, Blind ( capitão ), Bogarde; Winter, Ronald de Boer ( Kluivert ), Witschge ( de Kock ); Seedorf; Jordi Cruyff, Hoekstra ( Cocu ) e Dennis Bergkamp. Técnico: Guus Hiddink

Gols: Inglaterra, Shearer e Sheringham 2 cada. Holanda: Kluivert

PS: Flyer entregue só com 4 libras a menos no bolso.

Palmeiras 6×1 Borussia Dortmund; Copa Euro América 1996

Publicado em Escalações, Ficha Técnica, Futebol, Vídeo de gols por Sérgio Henrique Ribeiro da Silva em Maio 18, 2009

Esse campeonato com os gols, escalações e uma lembrada das coisas foi em 1996. O Palmeiras foi campeão de um torneio que caiu no esquecimento, a Taça Euro América. Ou Copa Euro América, dá lhe esquecimento.

Palmeiras; Velloso, Gustavo, Sandro (Cláudio), Cléber (Tonhão), Júnior, Galeano, Cafu, Ósio (Elivélton), Rivaldo, Müller, Luizão (Wagner) – Técnico: Vanderlei Luxemburgo

Borussia Dortmund: Debert, Schimdt, Sammer, Krustok, Reuter, Freund, Moller, Reinhardt, Itterlich, Riddle (Herrlinch), Chapuisat Técnico: Ottmar Hitzfeld

Era 1996, o Borussia Dortmund foi filho de um dos últimos anos fenômenos de antes do mundo assistir até 3ª divisão da Itália pela televisão. Era um time de jogadores conhecidos, Moller, Reuter, Julio Cesar, Chapuisat, Sammer ( Julio Cesar foi o primeiro brasileiro a ser chamado de Imperador, quando jogava na Juventus ) mas não era conhecido como por exemplo, pilhas de times europeus hoje são, era um conhecimento menos difundido, causava um assombro maior do que a bola do time, não era o caso.

Esse mesmo time do Dortmund ganhou da Juventus uma Champions League, depois ganhou do Cruzeiro no Japão por 2×0, em 1997 os dois títulos. Nessa ocasião o Cruzeiro cometeu uma barbaridade, desmanchou um time titular e campeão. Não contente, implantou Bebeto, Gonçalves e Donizete Pantera no seu time pra jogar só esse jogo. Nelsinho Baptista era o técnico na Interncontinental, na Libertadores o homem que acabou de abraçar uma bomba atômica, Paulo Autuori, foi o técnico. 

Por sua vez, o amontoado de craques da Seleção do Brasil que tinha o Palmeiras empilhava campeonatos regionais, goleadas no Rio Branco de Americana e por viver em um centro de grande repercussão, amassar o Mogi Mirim lhe garantia status de time histórico. Era um time que não defendia, atacava com força por qualdiade dos seus jogadores muito mais do que qualquer outra coisa. Talvez a imprensa brasileira amasse esse time era isso, craques jogando como se estivessem na rua. Especialmente na fase com Carlos Alberto Silva de técnico. Foi bi campeão nacional (  também Estadual, rompeu a seca de campeonatos ) quando tinha os pés mais no chão, times mais equilibrados em 93/94.

Por mais paradoxal que seja, mas não é, quem lembra das caídas do Palmeiras frente ao Grêmio nessa época entende. Eram ótimos jogadores, mas um time com jogo coletivo de quinta que deitou e rolou pois na época a concorrência no Brasil era muito fraca. Fosse um time, ordenado, organizado como era o Grêmio e que tinha valores individuais bastante discutíveis, o Palmeiras de 95 em diante faria história tranquilamente. Ou por acaso Paulo Nunes que ganhou muito mais coisas importantes no Palmeiras era mais jogador que o Muller, só pra dar um exemplo? Por favor… nem a mãe do Paulo Nunes acha isso. Nem a torcida do Grêmio, mais delirante e histriônica que qualquer amor materno acha isso.

Como todo time de talento na frente, se te pega de jeito, te mata. E foi o que aconteceu com o duzentas mil vezes melhor time do Dortmund, foi pego, veio ao Brasil de má vontade, com gente passando mal devido ao calor… mas honestamente a falta de vontade aliada com o estrago que o clima fez nos alemães não dizia respeito ao Palmeiras que fez 6 e podia ter feito mais.