Mas até 3.0

Apolítco Nem A Tua Mãe

Publicado em América Latina, Brasil, Capitalismo, Literatura, Política, Racismo, Reflexão, Socialismo, Índios por Sérgio Henrique Ribeiro da Silva em Março 9, 2009

Ando com idéias e pouco tempo, me ocorreu falar sobre a politização do Borges e do Bioy. Se é verdade que sempre tiveram asco ao Peronismo e a figura do General e da Evita mais ainda, me parece que o personalismo desse ódio é mais filho do classismo que do próprio personalismo em si.

É ser de uma cabacice imensa dizer que os dois eram apolíticos, essa afirmação ridiculariza a qualquer um. Bioy era oligarca e Borges altérrimo burguês, o que Perón fez pro Borges, colocando ele de burocrata na Biblioteca Nacional, foi tacanho, vingativo, Borges só teve uma atuação política de relevo na vida que foi a revolução de 30 com os incidentes envolvendo a Yrigoyen. A parte na qual se diz que era partidário de Onganía e nos anos 70 era simpático a Balbín pra derrubar Perón é mentirosa. É compreensível a bronca, eles tem seus motivos, mas isso não torna digno de concordância que fossem de maneira tão ferrenha anti Peronistas, já que isso desembocava em ser anti povo.

Se tratava o Peronismo de um regime dirigido aos interesses populares, era das massas,  rompeu com uma série de paradigmas numa sociedade dualista, elitizada e conservadora não passaria batido por gente acostumada a ter governos de si e para si. Peron e o Peronismo foram fenômenos que não só acarinharam como afirmaram e garantiram as massas inegáveis ganhos e um tratamento digno a gente pobre, como nunca foram tratados antes, eram só os cabezas, cabezitas negras. Perón faz surgir na Argentina um processo de inclusão social muito forte, inédito, incomodando fortemente a oligarquia.

Os almoços com Videla dos Bioy, dos Ocampo e do próprio Borges são manchas desagradáveis nas biografias deles e de qualquer um seria. Mas não existe documentação de atuação política ferrenha dos dois, eram naturalmente de direita mas nunca apoiaram as práticas genocidas dos governos da Junta Militar. Nunca foi anarco como se amava dizer que era a natureza política de Borges ou não envolvido com a política. Um anarco é duríssimo de se achar, um apolítico não existe.

Eram duas pessoas de vida e conhecimentos políticos parcos, tinhos outros interesses, viviam a literatura quase como dois drogados viviam o vício. A obra dos dois nunca foi objeto de nenhuma intervenção conservadora, anti popular de forma que fosse ligada com suas convicções nos campos de pensamento sobre a polítca. Bioy( e Silvina é mais que Bioy ) é gênio e Borges uma entidade, qualquer tipo de se fazer ligação da obra deles com a atuação política que tiveram é antes de leviana extremamente vã e ignorante.

Na obra do tão amado Pablo Neruda sim se nota que há uma boa vontade e sim, dito por mim que sou de esquerda, já que com Neruda se nota uma boa vontade imensa e gigante por suas convicções progressistas.

Gilberto Freyre, explicou o Brasil da Casa Grande e da Senzala, o Brasil formando-se tendo como ponto de partida o negro e até hoje pelo fato de suas convicções direitosas é evitado em diversos ciclos universitários e mesmo nos meios intelectuais, Freyre era de direita se considerou inglês por muito tempo e era mais intelectual que qualquer imbecil que rechaça ele por sua natureza de pensar a polítca. Pelo tempo que passou na Inglaterra e onde teve sua educação tanto que era alfabetizado em inglês antes do próprio português, era filho de família oligarca, isso ( a condição social ) parece ser um impossibilitador de elocubrações intelectuais de qualquer tipo pra um setor muito do furreca, porém barulhento e influente da esquerda.

É Freyre sobrepujado pelo genial e até mais capaz e vasto que ele no papel de biógrafo do Brasil, Darcy Ribeiro, de esquerda. Darcy explica o Brasil através do índio, na verdade, começa a explicação por aí e infelizmente não existe boa pré disposição em relação a ele devido a seu talento gigantesco e sim devido a suas convicções políticas. Também foi Darcy um homem de grandes realizações políticas e sobretudo, humanas, não se resumiu nunca a ser um teórico. É ótimo que haja mesmo sendo dentro de um espaço restrito, uma noção e respeito de quem foi esse que foi muito que um grande homem.

Agora, quando falo direita, quero falar de Mario Vargas Llosa, dos argentinos como Bioy e Borges e até de um canalha completo como Sábato, também do que escreve o Delfim Netto num editorial da nojentérrima mas necessária de ler Folha de São Paulo. Espero dos bons direitosos valores morais conservadores e proteção liberal em relação a suas convicções de economia.

Ou ainda pra falar de mais gente, sujeitos como Edmund Wilson um conservador erudito, que em Rumo a Estação Finlândia se demonstra interessantíssimo fazendo uma análise de ícones esquerda, parece como que feita por um forasteiro, é interessantíssimo ver ele da relação entre Bakunin e Marx e os pontos em comum que estabelece entre os dois. Chegando na controvérsia poderia se falar de alguém como Ezra Pound. De escolhas políticas de uma natureza horripilante, fascista, mas de inegável talento e capacidade artístisca, era um poeta de mão cheia.

Não me obriguem a falar de gente reacionária que é caçadora do Lula, do Obama dos Kirchner, Evo, Chavez sempre achando motivos que busquem esculhambar o progresso voltado pras camadas populares de alguma forma. Pessoas que são plenas apoiadoras dos massacres no Iraque e no Afeganistão, favoráveis a pena de morte e sem um tiquinho de erudição. Pessoas incultas, nem um pouco letradas, zero de leitura e bagagem cultural. São tomadas de ódio e ganas de extermínio por tudo que seja negro ou pobre, não são conservadores e transcedem o trogloditismo proposto pelo reacionarismo, desconhecem obviamente o por que da própria burrice. No fim são gente que se levadas a sério se tornam perigosas de serem lidas ou escutadas, como símbolos dessa imbecilidade me vem na cabeça um sujeito como Bill O´Reilly e o lacaio dos Civita, Diogo Mainardi.

Convicções políticas e capacidade de se construir uma obra artística recheada de primeira grandeza nunca foram aliados. Aliás, insisto com gente cujo talento é supervalorizado justamente pode dever isso quem sabe as suas convicções políticas, Neruda é o caso que mais se destaca pra mim. É um bom poeta, de alguns versos lindos mas nunca um mito, pelo menos de caneta na mão.

Aliás e pra terminar, tamanha era a aversão de Bioy ao tema da política que quando recebia Cortázar para jantar ficava nervoso com os anseios de discutir polítca do convidado. Terminando, não ser profundamente ligado a política de maneira especifica não despolitiza a nada nem ninguém, simplesmente faz de alguém um sujeito que vive fora do ciclo de discussão estabelecido pelas organizações oficiais da política. Apolítico, nunca, não existe.

Se Fudeu! Bem Feito

Publicado em Crime, Eleição, Gaza, Israel, Middle East, Oriente Médio, Palestina, Politics, Política, Racismo, Zionism por Sérgio Henrique Ribeiro da Silva em Fevereiro 20, 2009

livni_tzipi

A carniça feita pelo Estado de Israel rendeu dividendos eleitorais aos Sionistas. Tzipi Livni, da situação, tinha uma eleição complicada. É herdeira política do Mais Que Corrputo Ehud Olmert. Até os eventos do final do ano passado e começo desse, em Gaza. A barbaridade em Gaza deu votos e como, pra todos os partidos historicamente racistóides e beligerantes. O Kadima, partido de Livni, ganhou a eleição parlamentar com uma cadeira a mais que o Likud do Ex Premiê Benjamin Netanyahu.

Mas quando se diz que uma situação como a de Gaza, quando exposta até o último nervo, abriu flanco pra toda sorte de gente ganhar um pouco de refletor é toda sorte de gente mesmo que se fala. 

Gente como Avigdor Lieberman, líder do partido de ultra direita Israel Beiteinou. Não fosse dotado de uma maldade repelente, não metesse a mão no erário como um porco que deixa a unha do dedinho crescer pra coçar a orelha e ainda por cima fosse desprovido de qualquer tipo de humanidade seria um sujeito eminentemente cômico, nada além disso. O problema é que o partido de Avigdor Lieberman ficou em terceiro na eleição pro parlamento isarealense, acabou sendo o fiel da balança entre o Kadima e o Likud. Essa gente, como Lieberman, tem muita graça até ficar importante e com representatividade na política real, se atirados pro ostracismo que merecem viver e suas aparições fossem dependentes da vontade de humoristas, melhor, aí sim seriam toleráveis. 

Faltando o apoio de Lieberman concedendo duas cadeiras de vantagem para o Kadima ou empatando tudo caso apoiasse o Likud e lhe desse uma garantia igualdade ( só matemática, nos empates, a cadeira a mais do Israel Beiteinou de Lieberman pesaria ) entre Kadima e Likud. O Primeiro Ministro seria nomeado pelo presidente Shimon Peres o Likud desperta mais simpatia em gente como Lieberman do que o Kadima. Peres só ratificaria a decisão de Lieberman, já que essa igualdade teria no componente que a criou um elemento de favorecimento natural a escolha do Israel Beiteinou.

Lieberman e Peres, do Partido Trabalhista, tem um passado nebuloso juntos. Shimon Peres foi acusado de receber 3 milhões de dólares em troca de influência política da mão emporcalhada de Lieberman.

Netanyahu, ex Primeiro Ministro de 96 a 99, nunca queimou nenhum contato com Lieberman. O Likud, nisso sim sempre foi mais hábil pra negociar acordos com partidos da extrema direita ( EXTREMA, já que Likud e Kadima são ambos de direita ) que o Kadima.

Livni, que é criticada ( aqui injustamente ) pelos meios de comunicação como alguém pouco hábil pra conseguir costurar os devidos acordos na eleição. Encarou uma maratona do massacre antes e durante a eleição, a acusação de falta de capacidade de conjecturar politicamente é equivocada. Foi ela quem conseguiu acobertar a lama que cercava ( ainda cerca, mas agora não cabe mais a ela ser escudo ) Ehud Olmert, ex Premiê metido em escândalos de toda sorte que o levaram a renunciar do cargo. Depois, como Ministra dos Assuntos Exteriores, chefiou a situação de Israel em Gaza e nesse meio tempo alegou que Israel estava lá para lidar com assuntos humanitários. Ainda, teve que cuidar da eleição e dos assuntos internos da vida política local, por mais que estes se encontrassem em segundo plano desta vez, tendo tudo em vista, os temas de ordem interna ainda assim tinham de ser debatidos. Do mesmo jeito sobrecarregada, ganhou a eleição.

A chefe da mais recente matança em Gaza ganhou no voto e perdeu a cadeira de Premiê na falta de apoio político sua chance de ser Primeira Ministra de Israel. Foi uma eleição atípica, uma cadeira de diferença numa eleição parlamentar sempre é atípico. Entre ela e Netanyahu não existe nenhuma diferença gigante, nenhuma mesmo. Na política, macro e na econômica? Zero, Benjamin Netanyahu é mais belicoso e doentio em suas declarações, atos e ameaças contra os vizinhos da região ( não me caiam na bobagem de chamar o Irã de árabe, é persa contra quem ele já mais de uma vez já sugeriu ataques com armamento nuclear ). Por sua vez, Livni teve a cara dura de dizer que os foguetes do Hamas justificavam o ataque ” humanitário “ a Gaza ( os mesmos que nem potência tinham pra atingir território israelense ). Seguramente o maior ato de covardia desse século até agora.

Sobra o que então? Rir da cara de uma palhaça genocida como Tzipi Livni? Sim, claro, ver gente insuportável tomando no rabo é lindo sempre. O irônico da coisa, ela acertou quando se fez valer da máxima número 1 que ganha eleição em Israel quem tem mais cabeça de vizinho sangrando na mão, que isso vale voto. Se fazendo valer da escrotérrima máxima, um cadáver = um voto, se elegeu mas não poderá exercer o cargo de Primeira Ministra.

E não, nem de perto cabe uma comparação com o sistema eleitoral da matriz mais bem sucedida de Israel, os Estados Unidos da América. Israel é uma república parlamentarista, a matriz é a República mais Federativa que a Mãezinha Terra já pariu.

Itália 1( 3 ) x1 ( 4 ) Argentina, Semi-Final Copa do Mundo 1990.

Publicado em Copa Do Mundo, Escalações, Ficha Técnica, Racismo, Vídeo de gols por Sérgio Henrique Ribeiro da Silva em Janeiro 22, 2009

bscap0038ln0

O dia em que Nápoles emudeceu.

Passando na primeira fase graças a repescagem e depois de fazer muita força contra Brasil e Iugoslavia, a Argentina chegou as semis contra uma Itália dona da casa que evoluía junto com o torneio.

 

Mas era Nápoles, essa terra tinha rei e era Maradona. E com uma declaração pra lá de verdadeira deixou os napolitanos sem saber o que fazer, pra quem torcer. Disse: ” No país todo chamam vocês de africanos, sub-raça, o que for pra fazerem pouco de vocês eles fazem. Esses mesmos que nem gente acham que vocês são querem que vocês torçam pela seleção Deles. Agora que é conveniente vocês são italianos… “.

Campo mudo. Que tentou se desendurecer quando aos 15 minutos do primeiro tempo saía o gol do também sulista, mas não napolitano, Salvatore ”Totó” Schillaci fazia 1×0. A Itália se defendia muito bem, já levava largo tempo, quase 600 minutos que não sofria gols. Até os 28 do segundo tempo, Caniggia sobe em cima de Walter Zenga e empata o jogo. Cruzou Julio Olariticoechea. O jogo seguiu 1×1 até depois da prorrogação. E com o estádio San Paolo de Nápoles mudo.

O intermédio do tempo normal aos pênaltis foi especialmente curiosíssimo. A questão não era torcer pra Argentina, muito menos torcer pelo Maradona. É de fato estranhíssimo lembrar a atmosfera que foi criada pelas declarações sobre o orgulho napolitano. Ainda era muito viva, eles sabiam que Maradona não seria louco de brincar com isso ou usar como algum tipo de artefato pra obter alguma vantagem anímica sobre os italianos, de fato acreditava e ainda acredita nisso. Nem o contagio que gera uma semi-final de Copa do Mundo tirava a cabeça deles aquela verdade dita pelo 10. Era inevitável, agora eram italianos. E depois?

Nos pênaltis, como antes contra a Iugoslávia, Goycochea se sobressaiu, a Argentina foi pra final.  Perderia pra Alemanha 1-0, gol de Brehme batendo pênalti ( que não foi ). Mas que se diga, a Alemanha foi mais na Copa e na final. Vinha de uma semi de iguais com a Inglaterra, quase iguais na verdade. Era um time mais maduro o alemão, talvez por isso tenha passado nos pênaltis, talvez não exatamente por isso, eram pênaltis. Os coreanos não tinham mais bagagem que Itália e Espanha em 2002. 

A Argentina sem Caniggia e com Maradona no auge do sacríficio simplesmente não pode com um time alemão que era superior. É sim verdade que o trabalho defensivo bem ordenado e hercúleo, vindo de um sistema de marcação muitíssimo bem armado por Carlos Salvador Bilardo também merecem lembrança.

Diego jogou com o tornezelo arrebentado jogou todo o Mundial.

Itália 1 x 1 Argentina. Nos pênaltis Itália 3×4 Argentina

Itália ( 1-4-3-2 ) 1 Zenga; 2 Baresi; 3 Bergomi ( capitão), 4 De Agostini, 6 Ferri, 7 Paolo Maldini; 11, De Napoli, 13 Giuseppe Gianinni ( 15 Roberto Baggio ), 17 Roberto Donadoni; 19 Schillaci e 21 Gianluca Vialli ( 20 Aldo Serena ). Técnico: Azeglio Vicini

Argentina ( 3-5-2-1 ) 12 Goycochea; 18 Serrizuela, 19 Oscar Ruggeri, 20 Simon; 4 Basualdo ( 2 Sérgio Batista ), 6 Calderón ( 21 Pedro Troglio ), 14 Giusti, 16 Olariticoechea; 7 Burruchaga, 10 Diego Armando Maradona ( capitão ); 8 Cláudio Paul Caniggia. Técnico: Carlos Salvador Bilardo.

Einstein, Hannah Arendt e Gaza

Publicado em Crime, EUA, História, Israel, Oriente Médio, Palestina, Política, Racismo, Reflexão, Religião por Sérgio Henrique Ribeiro da Silva em Janeiro 4, 2009

O jornal Página 12, da Argentina, hoje publicou uma carta de 1948. 

Assinada por grandes expoentes da intelectualidade judaíca, Albert Einstein, Hannah Arendt e o rabino Jessurun Cardozo mais 26 outros proeminentes pensadores judeus assinaram esta carta publicada no New York Times.

A carta foi um protesto contra a visita de Menahem Begin aos Estados Unidos e a calorosa visita que teve. Este, depois fora primeiro ministro do Estado de Israel. Assassino, desprovido de qualquer humanidade, não obstante tanta cólera fascistóide e racista, era conhecido entre quem teve o desgosto de ver-lo na cara, como alguém repelente até de ser enxergado. Devido a sua desfavorecida condição estética, era um sujeito extremamente feio.

Abaixo em espanhol, uma transcrição da carta hoje publicada na Página 12 ( 4 de janeiro de 2009 ) carta assinada por Einstein, Arendt, Cardozo e os outros 26. O original foi publicado no New York Times em 4 de dezembro de 1948.

“Entre los fenómenos políticos más inquietantes de nuestra época figura la aparición, en el recién creado Estado de Israel, del ‘Partido de la Libertad’ (Tnuat Herut), un partido político estrechamente emparentado con los partidos nazifacistas por su organización, sus métodos, su filosofía política y su demanda social. Fue creado por los miembros y partidarios de la ex Irgun Zvai Lemi, una organización terrorista de extrema derecha y chauvinista en Palestina. La visita actual a EE.UU. de Menahem Begin, jefe de ese partido, ha sido evidentemente calculada para dar la impresión de un sostén estadounidense a su partido y para cimentar los lazos políticos con los elementos sionistas conservadores de EE.UU.”.

“Muchos norteamericanos de reputación nacional han prestado su nombre para acoger esa visita. Es inconcebible que quienes se oponen al fascismo en el mundo entero, muy correctamente informados sobre el pasado y las perspectivas políticas de M. Begin, puedan sumar sus nombres y apoyar al movimiento que él representa”. Señala que es preciso informar a la opinión pública del país sobre el pasado y los objetivos de Begin –“uno de los que han predicado abiertamente la doctrina del Estado fascista”– para no dar la impresión en Palestina de “que una mayoría de EE.UU. respalda a elementos fascistas en Israel”. A continuación menciona la matanza que las fuerzas israelíes provocaron en la aldea árabe de Deir Yassin, “que no había participado en la guerra y que incluso había combatido a las bandas árabes que querían convertirla en su base de operaciones”. Precisa: “El 9 de abril (de 1948), bandas de terroristas (israelíes) atacaron esa pacífica aldea, que no era un objetivo militar, asesinaron a la mayoría de sus habitantes –240 hombres, mujeres y niños–- y dejaron a algunos con vida para hacerlos desfilar por las calles de Jerusalén. Invitaron a todos los corresponsales extranjeros a ver las montañas de cadáveres y los destrozos causados en Deir Yassin”. El texto acusa a Herut de preconizar en el seno de la comunidad judía una “mezcla de ultranacionalismo, misticismo religioso y superioridad racial”, signo indudable de un partido fascista para el cual el terrorismo “es un medio para alcanzar su objetivo de ser un ‘Estado líder’”. Agrega: “Es más trágico aún que la alta dirección del sionismo estadounidense se haya negado a hacer campaña contra los designios de Begin”. Han pasado 60 años desde que se publicó esta carta que Einstein firmó. ¿Habrá perdido actualidad? Muchas cosas cambiaron en Israel desde entonces. Su objetivo central, no.

Fonte: http://www.pagina12.com.ar/diario/contratapa/13-117680-2009-01-04.html

Asco Ao Massacre Etnocida Sionista

Publicado em Crime, Economia, História, Oriente Médio, Política, Racismo, Reflexão, Religião, Violência por Sérgio Henrique Ribeiro da Silva em Dezembro 29, 2008

Outro desproporcional ataque promovido pelo Estado de Israel na Faixa de Gaza, com saldo provisório de mais de 300 mortos e mais de 1000 feridos teve início nesse sábado. O que começou com um ataque aéreo numa região embargada pelo exército deste mesmo país, região na qual nem a Cruz Vermelha tem concedido o aval de entrada pelo governo de Israel, essa região a Faixa de Gaza se encontra muito próxima de uma carnificina sem precedentes. Foram chamados 6.500 reservistas pela defesa israelense, todos com treino específico em combates pela via terrestre. Não seria de admirar que esse descalabro de reservistas convocados não estão lá só pela Faixa de Gaza, o Egito e o Irã são alvos em potencial. O Egito bem mais, já que atacar o Irã o buraco é muito embaixo, pelo espaço físico que ocupa aliado ao seu arsenal bélico. Já a fronteira de Gaza com o Egito parece bastante possível que sim, ali haja um ataque.

A única via de escape que sobra aos palestinos vem sendo incessantemente bombardeada, um túnel que liga a Faixa de Gaza ao Egito. Por ali, entrava ajuda humanitária, remédios pra doentes com urgência de uso do contigente medicamentoso, alimento e é esse túnel a desculpa do ataque etnocida Sionista. Alegam que por ali entram armas e que o Hamas, grupo político que governa a região faz, segundo alega o premiê assassino Ehud Olmert: ”Tráfico de negócios terroristas”.

A realidade é uma só, na Faixa de Gaza, ocupada desde 2007 com parcos e escassos recursos econômicos pelos palestinos: Falta dinheiro pra comer se medicar, manter o básico do básico, e alega Israel que por ali são tramados os planos mais macabros e opulentos que a Terra cobre. Uma terra aonde mal se tem o que comer querem tirar o mundo pra besta e dizer sair de lá gente treinada e armada até os dentes? Por favor…

Israel quer o terreno, Israel quer Gaza e parte do Egito pra si, num ato de delírio também quer o Irã ( cobiça, mais território dá mais dinheiro, isso não é novidade, é um aspecto nada afável da natureza humana ). O problema entra nos métodos de dominação, nada dignos que dirá humanos. Ter lado a lado a volúpia de ganho desses territórios atrelada a uma gana etnocida de varrer da vista com todos os arábes, persas e mais qualquer outro que não seja Sionista. Já que, isso muito pouco se sabe então é sempre bom explicar, os judeus não sionistas ( que são maioria ) são igualmente alvo dessa gente. Foram varridos da vista dos Sionistas os judeus progressistas, fazendo estes sim uma verdadeira diáspora. O judeu sionista é partidário do nacionalismo judaíco, reacionário, sectário e carniceiro. 

Que fique bem claro e bastante é que este grupo de assassinos e criminosos que dirige o Estado de Israel correspondem a este grupo, se escondem e se fundaram atrás de coitadismos como o Caso Dreyfus ( soldado francês-judeu executado com base em documentos fraudulentos, perseguido por ser judeu era 1894 )  enquanto o povo judeu que sabe que é humano, não mata no peito a premissas estúpidas e ignorantes difundidas pelos Sionistas como ” somos o Povo Escolhido “. Estes judeus que nada tem em comum com os Sionistas, em sua maioria originários do Leste Europeu, vive pelo mundo todo, sem pátria, já que ela não existe e tampouco é necessária, o mundo é de todos. 

Aliás, essa história do Povo Escolhido só pra explicar exatamente de onde vem, é de cunho biblíco, a verdade por trás disso tudo está numa citação do apóstolo Paulo, este disse que será do Povo Escolhido todo aquele com fé e temente a Deus, a única vez em qualquer registro histórico que se fala em Povo Escolhido é aí.

Fundados em 1897, mas tendo como seu primeiro referente um livro publicado em 1896 – Der Judenstaat do líder do movimento, Theodor Herzl -os Sionistas jamais levaram em conta o fato de já na época do Império Romano o povo judeu viver culturamente helenziado, fato que afunda a alegação do direito sacro que os Sionistas alegam existir no terreno pertencente aos Palestinos. Ainda assim revindicaram e levaram o território Palestino, conquistado com muito lobby financeiro e muita corrupção, especialmente na compra de agentes internacionais influentes que foram fundamentais para que conseguissem depois o território para o que chamavam Reino de Israel.

Os Sionistas são a elite financeira querem todos a sua volta que não eles mortos, tanto como a elite financeira brasileira quer ver os pobres mortos ( a elite brasileira se baseia no classismo para ter em mente o grupo que quer exterminar ). Seguramente quando falamos de brasileiros não falamos dessa gente, assim como ao falar de judeus peço encarecidamente que não misturem essa de gente de lá com a nossa de cá.

Ao mesmo passo que é impossível não sentir nada de bronca quando se vê, lê, escuta até mesmo nos noticiários manipulados ( quase todos ), mas que por favor se entenda de uma vez por todas, os assassinos, os filhos da puta que reagem a um suspiro de palestinos com toneladas de bombas e tirambaços de metralhadoras de última geração em civis inocentes  não tem porra nenhuma que ver com judaísmo. Tampouco, com etnia, raça ou credo algum.

São inclassificáveis, os que acreditam serem superiores simplesmente por existirem e que pra tanto tem o direito de exterminar outro povo. Pela natureza desumana de seus atos este grupelho que usa, suja e merdifica o nome do povo judeu. São todos delinquentes, etnocidas, descerebrados, insanos, irresponsáveis e que devem uma visita eterna a tribunais de guerra. 

Que nos deixem fora disso. Desde cerca de 1000 a.c o povo judeu tá no minímo dividido em 12, é injusto demais que todos paguem o pato pelas barbaridades dos Sionistas.

Igualdade Não É Geometria

Publicado em Capitalismo, Crime, História, Marx, Política, Racismo, Reflexão, Socialismo por Sérgio Henrique Ribeiro da Silva em Dezembro 22, 2008

Pequeno recorrido histórico da filha da putice opressora brasileira.

1500 chegam os portugueses, pra encurtar as obra, na base do catequiza ou mata começam a caçar os índios. Grandes meliantes da história brasileira como o Padre Anchieta, pela gangue cristã, armado de encíclias papais que datavam de 1454, do igualmente meliante Papa Nicolau V. Assim como se falamos de meliantes, esquecer de um carniceiro posterior ao começo da colonização, Domingos Jorge Velho, seria muita injustiça. Eles jogavam os índios uns contra os outros, matavam os insurgentes ou os que julgavam inúteis como escravos e os que sobravam catequizavam, catequizados muitos índios se matavam já que os valores incutidos pelo cristianismo não faziam parte da natureza deles. Não entendiam como um Deus poderia ser tão ruim a ponto de jogar alguém no inferno. Esses índios foram exterminados, os que sobraram vivem em raras e escassas reservas. O que se encontra de herança indígena viva no cotidiano brasileiro é mero traço de feição facial, advém do fato da mãe índia, do ventre da mulher índigena, ter sido o ventre do Brasil no começo de sua formação. Usados como mão de obra escrava portuguesa, lhes retiram o direito a serem humanos, foram afastados da sua cultura e tiveram sua terra roubada. Ainda, alguns dos que conseguiram segurar-se vivos por um tempinho mais morreram sem entender rigorosamente nada sobre o que aquele homem, feio, fedorento e barbudo veio fazer aqui, escravizar e ensinar que essa escravização era a salvação de sua alma. Não contentes com exterminar diretamente, as pestes que traziam consigo foram outro fator dominante de extermínio da população indígena.

Chega 1538 e os escravos africanos são trazidos pra cá. Do mesmo jeito que fez com os índios, a idéia de uso ( os negros desde já eram vistos como coisas, só dignas de uso, pra uma compreensão posterior isso é fundamental ) dos negros era cruel e igualmente aviltante. Gastar, enxugar, até não ter mais de onde tirar. A diferença é que o negro resistiu, geneticamente resiste pelo fato de já na África conviver com o homem branco europeu e sua predisposição a pestilência. Resiste também por que se arma e organiza nos Quilombos. Os Quilombos, sempre compreendidos como um feito de  resistência cujo fundo e matriz impulsora era racial, na verdade era um mecanismo de defesa de classe, muito pouco importava ao colonizador se ali tinha um negro ou não, lhe importava que ali estava um escravo e por isso deveria ser abatido e contido. O negro também é quem difunde o português no Brasil, se deram o trabalhar de aprendê-lo, os índios falavam em seus idiomas e muitos portugueses, holandeses e franceses igualmente seguiam os índios nesse aspecto. Também, foram massa de manobra patrocinada por franceses e holandeses em uma segunda tentativa de correrem com os portugueses da colônia mais valiosa do mundo até então. Segunda vez pois na primeira, vencendo guerras no Maranhão e  quase expulsando os portugueses de São Paulo, o contigente indígena só caiu em 1567 na Batalha do Rio de Janeiro. Foi uma queda sangrenta que proporcionou inclusive uma paz temporária com o dominador.

Esse mesmo negro que é cogitada sua liberdade quando chega o Impéro Português, com toda sua estrutura burocrática representada por seus melhor quadros, mais grandes artistas e intelectuais que viviam a volta da corte, todos fugindo de Napoleão, trouxeram inegável melhora ao meio intelectual brasileiro, que antes era essencialmente catequisante, praticamente inexistia. A liberdade aos negros foi só cogitada, se chega depois a conclusão que não existiam condições de toda aquela gente mantida como escrava desde 1538 não conseguiria constituir um mercado consumidor. Sim a preocupação era essa. A classe dominante brasileira se demonstra assim, todo aquele que não é dos seus tem por cumprir papéis meramente utilitários.

O comportamento duas caras do senhor da casa grande, muitíssimo bem retratado por Gilberto Freyre, de uma estupidez e brutalidade sem tamanho com seus empregados mas amabilíssimo com qualquer que tivesse uma fazenda maior ou que fosse um colega de classe. Com a chegada da Lei do Ventre Livre ( 1871 ) libertava ( abandonava a própria sorte ) os filhos das escravas, se alojam nos lugares das cidades então vazios e que os brancos não queriam, é o início das favelas.

A miscogenia põe em cena a figura do pardo,  no Brasil se pobre tratado como negro e se com alguma ascenção social considerado branco. É o racismo assimilacionista, que para aceitar nega a raça de quem economicamente é bem sucedido, minimamente que seja. Esse tipo de racismo busca na verdade isolar os negros pobres e eliminar o sentimento de negritude. O negro bem sucedido como lembra Darcy Ribeiro, também é tomado pelo racismo e é preconceituso com o ” negro-massa “. Desde já existia o repelente conceito de que quem é pobre o é por ser vagabundo e não tem disposição pra trabalhar. 

É também tolhida e sempre se tenta abafar qualquer expressão de afirmação racial. A questão racial no Brasil se encontra intimamente atrelada a social.

Leve-se em conta agora um dado já, conhecido, que é determinante para jogar a maioria dos negros em sabida e notória condição de desigualdade e abandonados pela classe dominante que controla o país, queriam os negros longe e regurgitando na própria miséria. Foram libertos como escravos nem há 120 anos, uma massa negra foi jogada a própria sorte, abandonados, sem chance nem de ter chance e de acordo com quem tem o poder assim devem seguir.

A afirmativa do título do texto pede esse recorrido anterior todo pra que seja bastante claro uma que outra coisa, entre elas: Desde que chegou aqui, a atual classe dominante trata as camadas originais desse povo como laranja, vai usando até chegar no bagaço. Fez assim com os índios e faz assim pra enjaular a grossa maioria do contigente negro nas favelas. Se algum dos ” bagaçáveis ” ascender, lhe é negada sua condição racial imediatamente. Sendo excluído, abandonado e tal exclusão e abandono sendo consequência da natureza e do ideal de sociedade de quem detém o poder e assim, interessados em que isso siga, são postos todos os pobres, depois da abolição da escravatura já há um contigente de pardos e brancos pobres igualmente postos em condição de mais atraso ainda. Nunca esqueçamos ser o contigente negro consideravelmente maior entre a massa pobre. O branco pobre é discriminado e excluído o negro pobre é igualmente discriminado e excluído, mas é vítima de racismo.

Posteriormente vítimas de uma desculpa de instituição educacional, meramente simbólica e pra inglês ver, consequência desse mesmo descaso que os atirou a tal miséria. Na instituição que é a gênese da formação do cidadão, aqui onde deve-se desenvolver é desistimulado. A evasão escolar e tudo o que acarreta tem como consequência, por exemplo, posteriores envolvimentos com a violência, não são dadas opções, muitas vezes a única saída que lhes é oferecida. Muita atenção, MUITAS VEZES, muitas vezes não é sempre. Mas muitas vezes quer dizer, quem vive excluído é convidado de maneira muito canalha e covarde pra tanto.

Como se pode, tendo em visto todo esse histórico pedir igualdade pronta e imediata em oportunidades no sistema educacional? Alguns por cara dura no interesse da defesa e manutenção de seu poder corrupto e outros por ignorância invocam a constituição, ambos com tamanha intimidade que pensam ter com a Carta Magna, que quando a encaram de frente fazem uso de garfo e faca. Cagam boca afora artigos como se fossem parte de uma solução pra um problema aritmético. Se agarram no saco do artigo 5º e seus mais de 70 incisos e enxergam ali a tal da igualdade pra todos, mas como leigos no assunto e em temas constitucionais não sabem a premissa mais básica dessa frase. Tratar os iguais de acordo com sua desigualdade, já que ninguém é rigorosamente igual a ninguém. Grupos de pessoas segregadas e excluídas muito menos. Igualdade, de acordo com aquilo que é vociferado de forma tão raivosa, aqui os ignorantes do assunto e os racistas/usurpadores da grana de quem tem menos pra seguir com mais, babam e cagam boca afora igual. Desconhecem o preceito Tomista-Aristotélico de igualdade, no qual se funda a parte dos Direitos Fundamentais da Constituição Brasileira. Desconhecem e como não estudam Ciência Jurídica e Social tampouco tem obrigação de saber, gritar de maneira ignorante, quando simplesmente se tem ignorância é equivocado materialmente, não moralmente. 

Igualdade não é geometria pelo simples fato que não é possível, não se deve, é desumanizar o trato. Conceder o mesmo tratamento pra quem teve chances e é dono do sistema e equânimemente tratar quem historicamente tem chances negadas contra si desde que nasceu. A falta de tolerância, encontrada também na classe média, que cada vez mais sonha em ser dominante. Repete padrões de comportamento dos seus ídolos, os ricos. Quer ser dominante, mas nunca será ( então segue chupando suas bolas em todo santo canto pro qual o Patrão mandar ). O que essa classe dominante faz me emputece e me dá asco, profundo. 

Por fim, crer em Democracia, sem Democracia Racial é como deixei bem claro que me parece muitíssimo mais que somente um equívoco, é desumano.

 

PS: Tanto a gritaria sobre as cotas raciais tem um notório fundo racista, que não fazem nem 30 anos que a Lei do Boi, que dava A METADE das vagas nas universidades pra filhos de pecuaristas não existe mais e a grossa maioria das pessoas nem sabe que ela existiu. Nem nunca saberá aqui a elite era favorecida.

Nem dá pra dizer que tá simpático

Publicado em Copa Do Mundo, Futebol, Política, Racismo por Sérgio Henrique Ribeiro da Silva em Novembro 17, 2008

chila_san_lorenzo1chilavert_ht

 

 

 

 

 

 

José Luiz Felix Chilavert, o tempo…. temputão maldoso contigo. Ao lado esquerda em 1987, quando foi goleiro do San Lorenzo, primeiro time que defendeu na Argentina. Para chegar no Velez Sarsfield, clube do qual é emblema passou antes pelo Real Zaragoza da Espanha.

Ganhou tudo no Velez, não era o desgraçado que diziam ser debaixo das traves, mas não era nada de genial. Mas pegava na bola feito louco, perna esquerda, muita força, fez fama por muita coisa a força da coisa fez com que virasse o primeiro goleiro de destaque a ir regularmente bater faltas. Forte mais ainda era a personalidade, antes, parecia a personificação daquela coisa mágica de quem vê só um lado do sujeito com gênio ruim, de pessoas com personalidade forte. Existe uma espécie de magicazinha em torno delas, ou viram patetas falastrões e bobos simplesmente ou gente interessante, com alguma coisa pra dizer e fazer, a qualquer momento, de qualquer jeito.

 Por exemplo, quando Oscar Ruggeri durante um San Lorenzo x Velez ( Com Chilavert no Velez já depois de uma discussão de campo, rápida, na qual Ruggeri disse por fim: ” Paraguayo de mierda ” pra Chila. Além do sangue ruim, ele, Chilavert se notabilizou sempre por um nacionalismo exarcebado e muito do imbecil. No meio do jogo, do nada ele sai do gol e vai caçar Ruggeri, com o jogo correndo o Velez tava sem goleiro. Saiu do gol pra dar uma porrada em quem tinha lhe ofendido. O tal nacionalismo é uma marca tão forte na sua personalidade que ele dizia nos jogos do Paraguai com o Brasil, super sério: ” Nos devolvam o Mato Grosso e o Acre que nos roubaram na guerra que os ingleses pagaram pra vocês “. Pra constar, isso é verdade, assim como por decreto a Argentina roubou 1/3 de terreno Uruguaio e uma parte considerável do Chile. 

Outro incidente ligado também com racismo se deu com o então treinador do River Plate, Américo Ruben Gallego. Disse que não aguentava mais alguns ” índios jogando no meu país ”. Antes do jogo sequer começar, no campo do River, Chilavert entrou antes do próprio time e foi pra frente do do banco do River, esperar Gallego. Pequeno detalhe, mostro uma foto de Gallego, primeiro de tudo. Gallego, que como treinador começou lambendo as bolas de Daniel Passarella deveria responder na justiça por isso. Não é nem caso do ofendido entrar contra, é responsabilidade do Ministério Público mesmo, mas enfim.

americo-gallegoGallego meu filho, tu tem FUNAI escrito na testa.

Racismo e contra a própria raça? Graaaaande! 

………………….

…………………….

 

Voltando pra vaca fria, o que tem de se relevar na questão do gênio ruim é que se por um lado, dá essa coisa de bandido aceitável,   cara que nós amamos odiar. Ou amamos amar, fosse eu índio, trogloditismo a parte e ainda mais do jeito que certas questões raciais são manejadas na Argentina me sentiria representado, honestamente, mesmo que por um ato juvenil algum alívio sentiria.

Mas o gênio ruim, o pavio curto também cria cenas como essa, famosa.

sport-17s00chilaver_120239w

Cuspir na cara de alguém? A troco de que santo?

Ainda mais, quando o sujeito vem na boa, queria fazer uma troca de camisas e ir embora pra casa.

Aí que entra o ânus ( não o ônus ) do gênio ruim, te dá momentos de gloriosa estupidez, mas aqui entrou um elemento novo, falta de caráter mesmo, cuspir na cara de alguém? Roberto Carlos foi só trocar uma camisa e dar um abraço. Daí por diante parei de levar a sério o Chilavert. Quem comete uma imbecilidade dessa mostra que o seu gênio ruim só o transforma num pateta mesmo. Pra ser justo, quem comete um ato mau caráter nem por sonho necessariamente é um.

 

 

Veio a Copa 2002 e ele pesando muitos kilos, na casa dos 3 dígitos tranquilo, é um cara alto pra burro de 1m93. Dos maiores papelões que um jogador profissional já submeteu na vida, gordo e mundialista não combinam.

O nacionalismo, nesse meio tempo Chilavert se aposentou em 2004, o nacionalismo fez com que ele cogitasse fortemente uma candidatura a presidência do Paraguaia, coisa que outro ex boleiro também paraguaio cogita. Romerito que jogou no Fluminense nos anos 80. Mas Romerito já teve cargos eletivos nos legislativo paraguaio. Chilavert segue falando e falando e falando. Nesse meio tempo, virou essa bola. Essa prequela de Buda, com um litro de acido sulfúrico jogado em cima. Arre banha. A estética acompanhou a língua, e o temperamento de Santino Corleone que antes dava a graça de sujeito duro, firme já não dá mais. Agora a graça é outra, e de acordo com o freguês não é tão engraçada assim.