Se Fudeu! Bem Feito

A carniça feita pelo Estado de Israel rendeu dividendos eleitorais aos Sionistas. Tzipi Livni, da situação, tinha uma eleição complicada. É herdeira política do Mais Que Corrputo Ehud Olmert. Até os eventos do final do ano passado e começo desse, em Gaza. A barbaridade em Gaza deu votos e como, pra todos os partidos historicamente racistóides e beligerantes. O Kadima, partido de Livni, ganhou a eleição parlamentar com uma cadeira a mais que o Likud do Ex Premiê Benjamin Netanyahu.
Mas quando se diz que uma situação como a de Gaza, quando exposta até o último nervo, abriu flanco pra toda sorte de gente ganhar um pouco de refletor é toda sorte de gente mesmo que se fala.
Gente como Avigdor Lieberman, líder do partido de ultra direita Israel Beiteinou. Não fosse dotado de uma maldade repelente, não metesse a mão no erário como um porco que deixa a unha do dedinho crescer pra coçar a orelha e ainda por cima fosse desprovido de qualquer tipo de humanidade seria um sujeito eminentemente cômico, nada além disso. O problema é que o partido de Avigdor Lieberman ficou em terceiro na eleição pro parlamento isarealense, acabou sendo o fiel da balança entre o Kadima e o Likud. Essa gente, como Lieberman, tem muita graça até ficar importante e com representatividade na política real, se atirados pro ostracismo que merecem viver e suas aparições fossem dependentes da vontade de humoristas, melhor, aí sim seriam toleráveis.
Faltando o apoio de Lieberman concedendo duas cadeiras de vantagem para o Kadima ou empatando tudo caso apoiasse o Likud e lhe desse uma garantia igualdade ( só matemática, nos empates, a cadeira a mais do Israel Beiteinou de Lieberman pesaria ) entre Kadima e Likud. O Primeiro Ministro seria nomeado pelo presidente Shimon Peres o Likud desperta mais simpatia em gente como Lieberman do que o Kadima. Peres só ratificaria a decisão de Lieberman, já que essa igualdade teria no componente que a criou um elemento de favorecimento natural a escolha do Israel Beiteinou.
Lieberman e Peres, do Partido Trabalhista, tem um passado nebuloso juntos. Shimon Peres foi acusado de receber 3 milhões de dólares em troca de influência política da mão emporcalhada de Lieberman.
Netanyahu, ex Primeiro Ministro de 96 a 99, nunca queimou nenhum contato com Lieberman. O Likud, nisso sim sempre foi mais hábil pra negociar acordos com partidos da extrema direita ( EXTREMA, já que Likud e Kadima são ambos de direita ) que o Kadima.
Livni, que é criticada ( aqui injustamente ) pelos meios de comunicação como alguém pouco hábil pra conseguir costurar os devidos acordos na eleição. Encarou uma maratona do massacre antes e durante a eleição, a acusação de falta de capacidade de conjecturar politicamente é equivocada. Foi ela quem conseguiu acobertar a lama que cercava ( ainda cerca, mas agora não cabe mais a ela ser escudo ) Ehud Olmert, ex Premiê metido em escândalos de toda sorte que o levaram a renunciar do cargo. Depois, como Ministra dos Assuntos Exteriores, chefiou a situação de Israel em Gaza e nesse meio tempo alegou que Israel estava lá para lidar com assuntos humanitários. Ainda, teve que cuidar da eleição e dos assuntos internos da vida política local, por mais que estes se encontrassem em segundo plano desta vez, tendo tudo em vista, os temas de ordem interna ainda assim tinham de ser debatidos. Do mesmo jeito sobrecarregada, ganhou a eleição.
A chefe da mais recente matança em Gaza ganhou no voto e perdeu a cadeira de Premiê na falta de apoio político sua chance de ser Primeira Ministra de Israel. Foi uma eleição atípica, uma cadeira de diferença numa eleição parlamentar sempre é atípico. Entre ela e Netanyahu não existe nenhuma diferença gigante, nenhuma mesmo. Na política, macro e na econômica? Zero, Benjamin Netanyahu é mais belicoso e doentio em suas declarações, atos e ameaças contra os vizinhos da região ( não me caiam na bobagem de chamar o Irã de árabe, é persa contra quem ele já mais de uma vez já sugeriu ataques com armamento nuclear ). Por sua vez, Livni teve a cara dura de dizer que os foguetes do Hamas justificavam o ataque ” humanitário “ a Gaza ( os mesmos que nem potência tinham pra atingir território israelense ). Seguramente o maior ato de covardia desse século até agora.
Sobra o que então? Rir da cara de uma palhaça genocida como Tzipi Livni? Sim, claro, ver gente insuportável tomando no rabo é lindo sempre. O irônico da coisa, ela acertou quando se fez valer da máxima número 1 que ganha eleição em Israel quem tem mais cabeça de vizinho sangrando na mão, que isso vale voto. Se fazendo valer da escrotérrima máxima, um cadáver = um voto, se elegeu mas não poderá exercer o cargo de Primeira Ministra.
E não, nem de perto cabe uma comparação com o sistema eleitoral da matriz mais bem sucedida de Israel, os Estados Unidos da América. Israel é uma república parlamentarista, a matriz é a República mais Federativa que a Mãezinha Terra já pariu.
Itália 1( 3 ) x1 ( 4 ) Argentina, Semi-Final Copa do Mundo 1990.

O dia em que Nápoles emudeceu.
Passando na primeira fase graças a repescagem e depois de fazer muita força contra Brasil e Iugoslavia, a Argentina chegou as semis contra uma Itália dona da casa que evoluía junto com o torneio.
Mas era Nápoles, essa terra tinha rei e era Maradona. E com uma declaração pra lá de verdadeira deixou os napolitanos sem saber o que fazer, pra quem torcer. Disse: ” No país todo chamam vocês de africanos, sub-raça, o que for pra fazerem pouco de vocês eles fazem. Esses mesmos que nem gente acham que vocês são querem que vocês torçam pela seleção Deles. Agora que é conveniente vocês são italianos… “.
Campo mudo. Que tentou se desendurecer quando aos 15 minutos do primeiro tempo saía o gol do também sulista, mas não napolitano, Salvatore ”Totó” Schillaci fazia 1×0. A Itália se defendia muito bem, já levava largo tempo, quase 600 minutos que não sofria gols. Até os 28 do segundo tempo, Caniggia sobe em cima de Walter Zenga e empata o jogo. Cruzou Julio Olariticoechea. O jogo seguiu 1×1 até depois da prorrogação. E com o estádio San Paolo de Nápoles mudo.
O intermédio do tempo normal aos pênaltis foi especialmente curiosíssimo. A questão não era torcer pra Argentina, muito menos torcer pelo Maradona. É de fato estranhíssimo lembrar a atmosfera que foi criada pelas declarações sobre o orgulho napolitano. Ainda era muito viva, eles sabiam que Maradona não seria louco de brincar com isso ou usar como algum tipo de artefato pra obter alguma vantagem anímica sobre os italianos, de fato acreditava e ainda acredita nisso. Nem o contagio que gera uma semi-final de Copa do Mundo tirava a cabeça deles aquela verdade dita pelo 10. Era inevitável, agora eram italianos. E depois?
Nos pênaltis, como antes contra a Iugoslávia, Goycochea se sobressaiu, a Argentina foi pra final. Perderia pra Alemanha 1-0, gol de Brehme batendo pênalti ( que não foi ). Mas que se diga, a Alemanha foi mais na Copa e na final. Vinha de uma semi de iguais com a Inglaterra, quase iguais na verdade. Era um time mais maduro o alemão, talvez por isso tenha passado nos pênaltis, talvez não exatamente por isso, eram pênaltis. Os coreanos não tinham mais bagagem que Itália e Espanha em 2002.
A Argentina sem Caniggia e com Maradona no auge do sacríficio simplesmente não pode com um time alemão que era superior. É sim verdade que o trabalho defensivo bem ordenado e hercúleo, vindo de um sistema de marcação muitíssimo bem armado por Carlos Salvador Bilardo também merecem lembrança.
Diego jogou com o tornezelo arrebentado jogou todo o Mundial.
Itália 1 x 1 Argentina. Nos pênaltis Itália 3×4 Argentina
Itália ( 1-4-3-2 ) 1 Zenga; 2 Baresi; 3 Bergomi ( capitão), 4 De Agostini, 6 Ferri, 7 Paolo Maldini; 11, De Napoli, 13 Giuseppe Gianinni ( 15 Roberto Baggio ), 17 Roberto Donadoni; 19 Schillaci e 21 Gianluca Vialli ( 20 Aldo Serena ). Técnico: Azeglio Vicini
Argentina ( 3-5-2-1 ) 12 Goycochea; 18 Serrizuela, 19 Oscar Ruggeri, 20 Simon; 4 Basualdo ( 2 Sérgio Batista ), 6 Calderón ( 21 Pedro Troglio ), 14 Giusti, 16 Olariticoechea; 7 Burruchaga, 10 Diego Armando Maradona ( capitão ); 8 Cláudio Paul Caniggia. Técnico: Carlos Salvador Bilardo.
Einstein, Hannah Arendt e Gaza
O jornal Página 12, da Argentina, hoje publicou uma carta de 1948.
Assinada por grandes expoentes da intelectualidade judaíca, Albert Einstein, Hannah Arendt e o rabino Jessurun Cardozo mais 26 outros proeminentes pensadores judeus assinaram esta carta publicada no New York Times.
A carta foi um protesto contra a visita de Menahem Begin aos Estados Unidos e a calorosa visita que teve. Este, depois fora primeiro ministro do Estado de Israel. Assassino, desprovido de qualquer humanidade, não obstante tanta cólera fascistóide e racista, era conhecido entre quem teve o desgosto de ver-lo na cara, como alguém repelente até de ser enxergado. Devido a sua desfavorecida condição estética, era um sujeito extremamente feio.
Abaixo em espanhol, uma transcrição da carta hoje publicada na Página 12 ( 4 de janeiro de 2009 ) carta assinada por Einstein, Arendt, Cardozo e os outros 26. O original foi publicado no New York Times em 4 de dezembro de 1948.
“Entre los fenómenos políticos más inquietantes de nuestra época figura la aparición, en el recién creado Estado de Israel, del ‘Partido de la Libertad’ (Tnuat Herut), un partido político estrechamente emparentado con los partidos nazifacistas por su organización, sus métodos, su filosofía política y su demanda social. Fue creado por los miembros y partidarios de la ex Irgun Zvai Lemi, una organización terrorista de extrema derecha y chauvinista en Palestina. La visita actual a EE.UU. de Menahem Begin, jefe de ese partido, ha sido evidentemente calculada para dar la impresión de un sostén estadounidense a su partido y para cimentar los lazos políticos con los elementos sionistas conservadores de EE.UU.”.
“Muchos norteamericanos de reputación nacional han prestado su nombre para acoger esa visita. Es inconcebible que quienes se oponen al fascismo en el mundo entero, muy correctamente informados sobre el pasado y las perspectivas políticas de M. Begin, puedan sumar sus nombres y apoyar al movimiento que él representa”. Señala que es preciso informar a la opinión pública del país sobre el pasado y los objetivos de Begin –“uno de los que han predicado abiertamente la doctrina del Estado fascista”– para no dar la impresión en Palestina de “que una mayoría de EE.UU. respalda a elementos fascistas en Israel”. A continuación menciona la matanza que las fuerzas israelíes provocaron en la aldea árabe de Deir Yassin, “que no había participado en la guerra y que incluso había combatido a las bandas árabes que querían convertirla en su base de operaciones”. Precisa: “El 9 de abril (de 1948), bandas de terroristas (israelíes) atacaron esa pacífica aldea, que no era un objetivo militar, asesinaron a la mayoría de sus habitantes –240 hombres, mujeres y niños–- y dejaron a algunos con vida para hacerlos desfilar por las calles de Jerusalén. Invitaron a todos los corresponsales extranjeros a ver las montañas de cadáveres y los destrozos causados en Deir Yassin”. El texto acusa a Herut de preconizar en el seno de la comunidad judía una “mezcla de ultranacionalismo, misticismo religioso y superioridad racial”, signo indudable de un partido fascista para el cual el terrorismo “es un medio para alcanzar su objetivo de ser un ‘Estado líder’”. Agrega: “Es más trágico aún que la alta dirección del sionismo estadounidense se haya negado a hacer campaña contra los designios de Begin”. Han pasado 60 años desde que se publicó esta carta que Einstein firmó. ¿Habrá perdido actualidad? Muchas cosas cambiaron en Israel desde entonces. Su objetivo central, no.
Fonte: http://www.pagina12.com.ar/diario/contratapa/13-117680-2009-01-04.html
Asco Ao Massacre Etnocida Sionista
Outro desproporcional ataque promovido pelo Estado de Israel na Faixa de Gaza, com saldo provisório de mais de 300 mortos e mais de 1000 feridos teve início nesse sábado. O que começou com um ataque aéreo numa região embargada pelo exército deste mesmo país, região na qual nem a Cruz Vermelha tem concedido o aval de entrada pelo governo de Israel, essa região a Faixa de Gaza se encontra muito próxima de uma carnificina sem precedentes. Foram chamados 6.500 reservistas pela defesa israelense, todos com treino específico em combates pela via terrestre. Não seria de admirar que esse descalabro de reservistas convocados não estão lá só pela Faixa de Gaza, o Egito e o Irã são alvos em potencial. O Egito bem mais, já que atacar o Irã o buraco é muito embaixo, pelo espaço físico que ocupa aliado ao seu arsenal bélico. Já a fronteira de Gaza com o Egito parece bastante possível que sim, ali haja um ataque.
A única via de escape que sobra aos palestinos vem sendo incessantemente bombardeada, um túnel que liga a Faixa de Gaza ao Egito. Por ali, entrava ajuda humanitária, remédios pra doentes com urgência de uso do contigente medicamentoso, alimento e é esse túnel a desculpa do ataque etnocida Sionista. Alegam que por ali entram armas e que o Hamas, grupo político que governa a região faz, segundo alega o premiê assassino Ehud Olmert: ”Tráfico de negócios terroristas”.
A realidade é uma só, na Faixa de Gaza, ocupada desde 2007 com parcos e escassos recursos econômicos pelos palestinos: Falta dinheiro pra comer se medicar, manter o básico do básico, e alega Israel que por ali são tramados os planos mais macabros e opulentos que a Terra cobre. Uma terra aonde mal se tem o que comer querem tirar o mundo pra besta e dizer sair de lá gente treinada e armada até os dentes? Por favor…
Israel quer o terreno, Israel quer Gaza e parte do Egito pra si, num ato de delírio também quer o Irã ( cobiça, mais território dá mais dinheiro, isso não é novidade, é um aspecto nada afável da natureza humana ). O problema entra nos métodos de dominação, nada dignos que dirá humanos. Ter lado a lado a volúpia de ganho desses territórios atrelada a uma gana etnocida de varrer da vista com todos os arábes, persas e mais qualquer outro que não seja Sionista. Já que, isso muito pouco se sabe então é sempre bom explicar, os judeus não sionistas ( que são maioria ) são igualmente alvo dessa gente. Foram varridos da vista dos Sionistas os judeus progressistas, fazendo estes sim uma verdadeira diáspora. O judeu sionista é partidário do nacionalismo judaíco, reacionário, sectário e carniceiro.
Que fique bem claro e bastante é que este grupo de assassinos e criminosos que dirige o Estado de Israel correspondem a este grupo, se escondem e se fundaram atrás de coitadismos como o Caso Dreyfus ( soldado francês-judeu executado com base em documentos fraudulentos, perseguido por ser judeu era 1894 ) enquanto o povo judeu que sabe que é humano, não mata no peito a premissas estúpidas e ignorantes difundidas pelos Sionistas como ” somos o Povo Escolhido “. Estes judeus que nada tem em comum com os Sionistas, em sua maioria originários do Leste Europeu, vive pelo mundo todo, sem pátria, já que ela não existe e tampouco é necessária, o mundo é de todos.
Aliás, essa história do Povo Escolhido só pra explicar exatamente de onde vem, é de cunho biblíco, a verdade por trás disso tudo está numa citação do apóstolo Paulo, este disse que será do Povo Escolhido todo aquele com fé e temente a Deus, a única vez em qualquer registro histórico que se fala em Povo Escolhido é aí.
Fundados em 1897, mas tendo como seu primeiro referente um livro publicado em 1896 – Der Judenstaat do líder do movimento, Theodor Herzl -os Sionistas jamais levaram em conta o fato de já na época do Império Romano o povo judeu viver culturamente helenziado, fato que afunda a alegação do direito sacro que os Sionistas alegam existir no terreno pertencente aos Palestinos. Ainda assim revindicaram e levaram o território Palestino, conquistado com muito lobby financeiro e muita corrupção, especialmente na compra de agentes internacionais influentes que foram fundamentais para que conseguissem depois o território para o que chamavam Reino de Israel.
Os Sionistas são a elite financeira querem todos a sua volta que não eles mortos, tanto como a elite financeira brasileira quer ver os pobres mortos ( a elite brasileira se baseia no classismo para ter em mente o grupo que quer exterminar ). Seguramente quando falamos de brasileiros não falamos dessa gente, assim como ao falar de judeus peço encarecidamente que não misturem essa de gente de lá com a nossa de cá.
Ao mesmo passo que é impossível não sentir nada de bronca quando se vê, lê, escuta até mesmo nos noticiários manipulados ( quase todos ), mas que por favor se entenda de uma vez por todas, os assassinos, os filhos da puta que reagem a um suspiro de palestinos com toneladas de bombas e tirambaços de metralhadoras de última geração em civis inocentes não tem porra nenhuma que ver com judaísmo. Tampouco, com etnia, raça ou credo algum.
São inclassificáveis, os que acreditam serem superiores simplesmente por existirem e que pra tanto tem o direito de exterminar outro povo. Pela natureza desumana de seus atos este grupelho que usa, suja e merdifica o nome do povo judeu. São todos delinquentes, etnocidas, descerebrados, insanos, irresponsáveis e que devem uma visita eterna a tribunais de guerra.
Que nos deixem fora disso. Desde cerca de 1000 a.c o povo judeu tá no minímo dividido em 12, é injusto demais que todos paguem o pato pelas barbaridades dos Sionistas.
Nem dá pra dizer que tá simpático
José Luiz Felix Chilavert, o tempo…. temputão maldoso contigo. Ao lado esquerda em 1987, quando foi goleiro do San Lorenzo, primeiro time que defendeu na Argentina. Para chegar no Velez Sarsfield, clube do qual é emblema passou antes pelo Real Zaragoza da Espanha.
Ganhou tudo no Velez, não era o desgraçado que diziam ser debaixo das traves, mas não era nada de genial. Mas pegava na bola feito louco, perna esquerda, muita força, fez fama por muita coisa a força da coisa fez com que virasse o primeiro goleiro de destaque a ir regularmente bater faltas. Forte mais ainda era a personalidade, antes, parecia a personificação daquela coisa mágica de quem vê só um lado do sujeito com gênio ruim, de pessoas com personalidade forte. Existe uma espécie de magicazinha em torno delas, ou viram patetas falastrões e bobos simplesmente ou gente interessante, com alguma coisa pra dizer e fazer, a qualquer momento, de qualquer jeito.
Por exemplo, quando Oscar Ruggeri durante um San Lorenzo x Velez ( Com Chilavert no Velez já depois de uma discussão de campo, rápida, na qual Ruggeri disse por fim: ” Paraguayo de mierda ” pra Chila. Além do sangue ruim, ele, Chilavert se notabilizou sempre por um nacionalismo exarcebado e muito do imbecil. No meio do jogo, do nada ele sai do gol e vai caçar Ruggeri, com o jogo correndo o Velez tava sem goleiro. Saiu do gol pra dar uma porrada em quem tinha lhe ofendido. O tal nacionalismo é uma marca tão forte na sua personalidade que ele dizia nos jogos do Paraguai com o Brasil, super sério: ” Nos devolvam o Mato Grosso e o Acre que nos roubaram na guerra que os ingleses pagaram pra vocês “. Pra constar, isso é verdade, assim como por decreto a Argentina roubou 1/3 de terreno Uruguaio e uma parte considerável do Chile.
Outro incidente ligado também com racismo se deu com o então treinador do River Plate, Américo Ruben Gallego. Disse que não aguentava mais alguns ” índios jogando no meu país ”. Antes do jogo sequer começar, no campo do River, Chilavert entrou antes do próprio time e foi pra frente do do banco do River, esperar Gallego. Pequeno detalhe, mostro uma foto de Gallego, primeiro de tudo. Gallego, que como treinador começou lambendo as bolas de Daniel Passarella deveria responder na justiça por isso. Não é nem caso do ofendido entrar contra, é responsabilidade do Ministério Público mesmo, mas enfim.
Gallego meu filho, tu tem FUNAI escrito na testa.
Racismo e contra a própria raça? Graaaaande!
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Voltando pra vaca fria, o que tem de se relevar na questão do gênio ruim é que se por um lado, dá essa coisa de bandido aceitável, cara que nós amamos odiar. Ou amamos amar, fosse eu índio, trogloditismo a parte e ainda mais do jeito que certas questões raciais são manejadas na Argentina me sentiria representado, honestamente, mesmo que por um ato juvenil algum alívio sentiria.
Mas o gênio ruim, o pavio curto também cria cenas como essa, famosa.
Cuspir na cara de alguém? A troco de que santo?
Ainda mais, quando o sujeito vem na boa, queria fazer uma troca de camisas e ir embora pra casa.
Aí que entra o ânus ( não o ônus ) do gênio ruim, te dá momentos de gloriosa estupidez, mas aqui entrou um elemento novo, falta de caráter mesmo, cuspir na cara de alguém? Roberto Carlos foi só trocar uma camisa e dar um abraço. Daí por diante parei de levar a sério o Chilavert. Quem comete uma imbecilidade dessa mostra que o seu gênio ruim só o transforma num pateta mesmo. Pra ser justo, quem comete um ato mau caráter nem por sonho necessariamente é um.
Veio a Copa 2002 e ele pesando muitos kilos, na casa dos 3 dígitos tranquilo, é um cara alto pra burro de 1m93. Dos maiores papelões que um jogador profissional já submeteu na vida, gordo e mundialista não combinam.
O nacionalismo, nesse meio tempo Chilavert se aposentou em 2004, o nacionalismo fez com que ele cogitasse fortemente uma candidatura a presidência do Paraguaia, coisa que outro ex boleiro também paraguaio cogita. Romerito que jogou no Fluminense nos anos 80. Mas Romerito já teve cargos eletivos nos legislativo paraguaio. Chilavert segue falando e falando e falando. Nesse meio tempo, virou essa bola. Essa prequela de Buda, com um litro de acido sulfúrico jogado em cima. Arre banha. A estética acompanhou a língua, e o temperamento de Santino Corleone que antes dava a graça de sujeito duro, firme já não dá mais. Agora a graça é outra, e de acordo com o freguês não é tão engraçada assim.


