Killboard Ensina… Motivos Pra Se Odiar Sarney

Quer coisa mais repelente quando a gente fica achando uma coisa sem sequer ter a mínima idéia do que se trata. De verdade, quer gargantear contra o Sarney? Garganteia, ele merece, mas pelos motivos elencados abaixo que são escondidos de tanta gente, na verdade esses são alguns levantar a ficha de um criminoso desse é tarefa pra fazer o primeiro post que duraria dias, não letras ou frases e parágrafos.
Tem gente demais cuja opinião é concebida pelo meio de comunicação que acompanha, meninada quando forem bater em quem merece como no caso, batam com a mão de vocês, não a do Jornal Nacional, ZH, Folha, Estado, Globo… é horrível quando alguém abre a boca e já sabe qual noticiário vai ouvir da boca do interlocutor, pior, pra falar de nepotismo como quem fala em nazismo.
Fazendo assim, o plano de defesa do ex presidente funciona, ele tá sendo atacando com chumbo minímo, muitos dos que pedem a saída dele sendo usados pela mídia e não usando seu direito de pensar e aí sim enfiando chumbo grosso, estão jogando ( sem saber ) merda no ventilador virado pro lado errado.
Esse tio é bandido profissional e se cria uma comoção desproporcional nele por fundação, e o cacete? Vocês tem idéia da ficha desse sujeito?
E o Arthur Virgílio? Que vendeu bens da mulher pra um funcionário fantasma? E se a gente resolvesse abrir a Caixa de Pingola? Sim, Pingola, dos últimos 14 anos de administração do Senado não escapava nem formiga, não ia sobrar um pra contar história do outro. Nada de absurdo seria abrir essa caixa se trata de um dever até, mas vamos aos motivos mais notórios pra se ter bronca dele, vamos.
José Sarney foi participante ativo da ditadura e em especial de seu período mais troglodita, assassino e destruidor do Estado, o período Medici pra começar e dar um motivo que já deveria servir pra esse odiozinho agarrado a clichês tontos dar uma engordada e com um argumento justo.
Desde antes de lá é amigo da cadeira, não das idéias de quem senta nela, ou alguém lembra de algum grosso arranca rabo do Sarney com o governo? Tal promiscuidade é recíproca, que se diga, Sarney tem uma tara correspondente por mandantes do executivo. Pulou feito um rato da Arena da ditadura pro PMDB de Tancredo Neves ( quem ajudou ao Rato Sarney e de fato o queria na vice ).
Tal forma ardilosa, hábil pra negociar e oportunista de se mover de um extremo a outro, essa capacidade muito bem dotada de sempre ser amigo do poder é marca registrada. Ele era da Arena, foi Governador/Interventor do Maranhão durante a ditadura e então o primeiro civil presidente da república depois do período militar-ditatorial, pelo partido que ele passou mais de 25 anos da vida dele enfrentando como uma espécie de nêmesis.
Esse talento pra negociar e oferecer possibilidades, que se diga, é uma síntese do que é ser brasileiro. Se negocia sempre qualquer situação sempre evitando o conflito, é a natureza do brasileiro, negociar até além da exaustão e evitar o confronto. Sarney representa essa característica brasileira como poucos, se constituiu assim.
Obviamente, essa característica não é um indicativo ou medidor de tramóias, nem uma tendência de um povo a tanto, esse assunto ( característiscas do povo brasileiro ) sobre o qual eu se ainda não escrevi, um dia escrevo.
Outro motivo, é um cerceador de liberdades no Maranhão do qual é dono e inventou o Amapá já que não podia mais se eleger pelo seu brinquedinho número 1, o Maranhão. O que se passa no Maranhão e no Amapá é grave demais, quem não segue a lei deles – Família Sarney, cujo capo é o ex presidente – o sujeito é dono de um lugar e mantém sua propriedade mediante todo sorte de coisas muito piores que o namorado da neta.
Tá afim de berrar Fora Sarney? Que lindo, de verdade, mas não se esqueçam por favor: Gritem pelos motivos certos.
Essa chinelagem denuncista feita pela imprensa, que conseguiu parir cyber imbecis aos montes pra irem dar uma voadora no peito do presidente do legislativo nos remeteria a pegar gente como Sarney pelos atos secretos? Porra, esse cara foi parte de uma das maiores tragédias da vida desse país que foi a ditadura, ele é um opressor, honestamente pegando uma desgraça que ele nos impôs… o Plano Cruzado foi mera falta de talento lotado de boas intenções?
Por favor… estamos cara a cara com um bandido e fazendo um escândalo em cima de uma cagada que faz a rotina de corrupção desse sujeito, que devia ser posta a vista, uma brincadeira de criança.
Agora… por que será que a rádio não toca, tv não fala e o jornal não escreve? Por que eles são cúmplices, assim como hoje batem no Marimbondo de Fogo, amanhã esquecem de tudo já que são financiados por gente como ele.
Como muitos tantos outros, Sarney e a imprensa já sentaram na mesa com Geisel, Medici, Figueiredo, Collor, FH, Itamar, Lula e com a mesma cabecinha baixa de sempre. A imprensa esconde o que fede e eles, mandantes, dividem o dinheiro da propaganda entre aquilo que ainda tem a cara dura de se chamar imprensa. Ela só manipula e propagandeia não existe mais atividade midiatica de massa.
E o mais triste, lá vai o coro de quem como diz Fora Sarney, poderia estar dizendo Fora… Dentro ou mesmo se fossem instruídos pelos interesses já citados,Viva Sarney… Sarney é uma página muito da podre na história brasileira, um Coroné que age como se vivesse no Século 19 que foi um dos demolidores do Brasil no 20 de 64 pra cá.
Resistiu e vive no século 21… é pelo namorado da neta, parentada empregada que ele deve ser reconhecido como figura de quinta? E o Maranhão, esse homem vilependia o Maranhão até hoje. Ser parte de governos assassinos e opressores? Ter tido o seu próprio governo e um governo de merda que atrasou o país mais que o governo Collor por exemplo.
Isso tudo tava aí, ele já merece esse bafo na nuca desde uns 30,35 anos no mínimo, por que só agora? Por que os mesmos que reclamam da maneira mais histérica são sempre os mais mal informados?
Tudo isso antes do Agaciel cair, aliás sabem os novos moralistas quem é o Agaciel de primeira?
É muita gente manipulada, muita mesmo.
Killboard; Enganadores Vol.1
Jogador de futebol enganador, são piores que os ruins já que o ruim se bate o olho a bola bate nele e basta. Quem engana não, as vezes dão uma ciscadinha em jogos importantes fazendo gols decisivos, surgindo em lances decisivos mais por uma conjunção de fatores aleatórios do que condizentes com seu talento. Aparecem em situações nas quais os únicos com capacidade pra lhes prestar tanta bola são as pessoas que não sabem nada de futebol ( a maioria ).
Pior que os que não conhecem o jogo, existem aqueles que nunca viram o sujeito jogar mas como o nome dele corre bem, passa a ser mais incontestável que os jogadoraços de verdade, vistos em muitos casos por ele. Os bons jogadores e os craques são menos gostados que os enganadores.
Antes de listar os 5 vale a pena lembrar que enganadores se dividem em três, os que não jogam merda nenhuma mas dominam um fundamento e os superestimados, irritantemente superestimados mas com algum talento sim. Ainda os que são os refens mais sortudos do mundo, reservas que jogam com frequência em times organizados e com qualidade.
Fernando Carlos Nery Redondo… jogava bonito, quando não tinha gente em cima apertando, ou seja durante o jogo ou carregava a bola de uma maneira enervante ou dava toquezinhos de primeira, os quais errava a maioria.
Era volante mas não sabia marcar, no decorrer do jogo era driblado sempre e no fim do lance cometia faltas na base do pontapé, mas isso se negavam a ver, o príncipe não podia cometer faltas, proibido.
Quando jogou mais adiantado, com Vicente del Bosque no Real saía só na boa, emblema disso é o lance que redunda em um passe pro Raúl contra o Manchester em uma Champions, 2000 se não me engano em Old Trafford. Tinha categoria e recurso mas jogando de volante não dava, lá ganhou uma fama incompreensível.
Oliver Bierhoff, centro avante alemão que fez os gols decisivos na Euro de 96, tinha um cartel e uma média de gols/partidas jogadas impressionantes. Até que chegasse a hora na qual alguém com a biografia deste rapaz na mão o visse jogar. O jeitão de centro avante tosco tudo bem, essa é uma questão estética do jogo não tira nem dá qualidade pra ninguém. Perdia gols incríveis, é o matador que mais perdeu gols na história do futebol mundial.
Se bancava se fizesse um gol por jogo, devido a falta de capacidade tanto em perder gols feitos como em dar continuade a lances de ataque, seja no Milan na Udinese ou na seleção alemã. A seu favor, cabeceava feito um louco tinha um canhão na testa… mais nada, já que era um canhão sem direção.
Ramón, que foi do Vasco, que foi do Atlético PR, hoje no Vitória… devia ser kicker é candidato a mito do Showbol. É um jogador que o futebol no Brasil é pródigo em fazer, uma grande virtude e um desastre nos demais fundamentos. Exímio batedor de faltas e outra, grande passador, sem marcação em cima.
Sempre fora do jogo, fácil de marcar, já gozou de fama de grande 10 mesmo sendo lento, pouco combativo, mas como a maioria dos enganadores o jeito de jogar, sumir das bolas impossíveis acaba passando batido pela maioria, como não viam nunca a fraude do jogo dele seus sumiços era burrice de quem não o procurava pra jogar.
Magrão, goleiro do Sport, outro de bom cartaz e não me cai a ficha por que. Tem recordes no Sport é figura considerada acima de qualquer suspeita, ídolo no clube. Goleiro sem porte físico me causa agonia, ainda mais quando me passa uma impressão de ser lerdo de reflexo. Vi o Bosco no Sport por anos, o Bosco sempre foi subestimado é esse sim um goleirão, o Magrão me dá a impressão que foi contratado de algum time de sindicato dos bancários, da várzea pro profissional.
Elder Granja, autor da gloriosa frase :” Eu si pareço com o Raí”. Era 10 de bom desempenho na Portuguesa, mas jogou pouco por ali no Inter até pela natureza do esquema na época o 3-4-3 do Muricy, acabou migrando pra ala direita. Lá, driblava a si mesmo e nada mais, era improdutivo e comprometia na hora de marcar mas enganava a ponto de ser pedido na seleção.
Esse enganou a massa gostava dele no Inter deixando os torcedores lúcidos com os nervos comprometidos sempre que aparecia atacando ou defendendo, pra provar que é enganador da gema fez o cruzamento pro gol mil do Fernandão em gre-nais e inclusive ele mesmo fez gol em gre nal.
Só cinco enganadores resultam em quase nada, listas mais elaboradas hão de virão.
Killboard; Injustiçados, Parte 5: Humor Negro

O Humor negro é tão fora de lugar e inconveniente quanto um grito de gol no meio duma missa fúnebre.
Tem que juntar a incoveniência do grito em si, mais a surpresa e o espanto dos demais.
Por isso o primeiro dos equívocos sobre o humor negro é aquele que jura de pézinho junto: O humor negro, ácdio, pesado, como queiram… só se alimenta daquilo que é latente, somente das coisas que tão dando sopa. Não. A cara de espanto ou de riso culposo na cara de quem acabou de ouvir uma bobagem pesada é uma consequência, quem quer chocar por chocar os outros usa o caminho da obviedade e diz uma barbaridade qualquer.
Fosse desse jeito meros trocadilhos bobos e escatológicos bastariam. Mas a acidez no humor e toda graça que ela tem, reside justo no inesperado e tirar besteira daí não é e nunca foi fácil, gosto do humor negro por que ele é elaborado, bem desenvolvido, tem coelho saindo da cartola direto e essa imprevisibilidade não respeita regra nenhuma. A senso de humor ácido nunca foi muito amigo do pudor e das coisas ” esperáveis “.
Exemplos rápidos e bobos que me ocorrem em menos de 10 minutos? Haroldo comendo o Calvin. Saber que o cúmulo da confiança reside no fato de dois canibais fazerem um 69. Ou ainda ter certeza sobre a eterna dúvida: Se fosse viva Marilyn Monroe o que estaria fazendo até hoje? Golpeando a tampa do caixão pra sair duma vez por todas.
É uma linha muito tênue pra se caminhar, entre arrancar uma bobagem engraçada e com toques de sordidez, mas não de Sordidez Charles Manson. Existe quem ache que ter uma peça chamada ” Genocídio de Crianças ” engraçado e consegue achar que aí mora uma possibilidade de piada. Aí não mora possibilidade de nada, só a certeza de um imbecil querendo atenção. Quando não querem cagar boca afora alguma besteira racista, outro péssimo exemplo de tentativa de humor negro e de confusão com humor negro.
Aliás, no aspecto racial, as piadas são SOBRE o racismo. Sobre o nosso racismo, sobre o racismo e como os outros lidam com ele, mas especialmente as melhores são as auto-dirigidas e nos abre o olho pra episódios racistas do cotidiano, abrir a caixinha e ver que tem escrotidão dentro de si nunca foi fácil, mas existem maneiras debochadas de fazê-lo. As piadas racistas não são piadas, são crime e são nojentas, tem lei pra isso. Se chama Afonso Arinos.
A graça do humor negro é o absurdo acontecendo com nuvenzinhas de crueldade chovendo em cima. Não é ao contrário do que parece, um humor expansivo e gritão. Não, só por que é inimigo do pudor não quer dizer que seja um senso de humor de circo. Mais do que qualquer tipo de observação, a observação aqui é por natureza carregada, ranzinza, despudorada e sempre pronta pra soltar alguma besteira que se lhe ocorra dizer. Não importa quando muito menos o quê.
A língua solta, mas bem esperta e que não consegue se segurar e também sempre pronta pra falar a última coisa que qualquer um esperava escutar fazem a graça desse negócio. O inesperado e o absurdo. ( Ao contrário do gritão/expansivo/aspirante a alegria da festa, esse diz qualquer coisa e é um sem graça ).
Por que injustiçado o humor negro então? Por que todo mundo acha graça disso, mas tanta gente condena. O mesmo moralismo que condena o palavrão.
Aqui, entrando numa mini reflexão da coisa em si, talvez por ser uma forma mais explícita de se falar uma besteira e de processar o próprio senso de humor, seguramente sempre se terá uma discordância maior entre o que é apropriado ou não. Mas com limites civilizados que se discutem esses limites, o limite se discute mas não se impõe.
A coisa fica incompreensível e igualmente divertida quando se nota que não é pequena a quantidade de dúvidas que pairam sobre a condição mental de um sujeito com senso de humor mais cortante, por favor… é desnecessário, mas fazer o quê? Anistia pro Palavrão e Anistia pro Humor Negro?
Killboard voltará com outra lista besta. Enquanto isso, Sarah Silverman conta uma piadinha manjada do gênero, The Aristocrats.
Killboard; Injustiçados, Parte 4: Palavrões
Existem palavras e maneiras de dizer essas palavras, proibidas de substituir. São transcendentais, só elas podem exprimir e comunicar um específico sentimento e cumprir assim com seu papel de palavra.
Mesmo assim, abrir a boca pra falar nessas palavras dão fama de sujo, impróprio, pro vocabulário e pro dono do mesmo. No fim os palavrões formam um clã maldito na estrutura etmológica do idioma.
Na verdade o problema todo me parece residir no sujeito armado de todas palavras que se expressa mal. ” Ai tipo assim, tipo, ai sabe aquele coisinha? É! De lá saiu o coiso, que coisava ”. Aqui sim encontramos um problemão.
Me sinto insultado por ouvir gente que não tem capacidade de formar uma frase. O palavrão não dificulta a comunicação.
No meio de um desentendimento, mandamos alguém a puta que os pariu ou tomar no cu não só pelo motivo óbvio. Ofender a mãe alheia e desejar que o rabo do outro se arrebente com um porongo dentro. Também a simples morfologia das ofensas, o formato do palavrão é libertário, pelo jeito que é dito. A sonoridade do palavrão é fundamental pra que exista esse sentimento que só um palavrão pode expressar.
Em compensação, ” Vá tomar naquele lugar ” além de vazio, parece mais uma dica de bar do que qualquer outra coisa. Ainda ” Aaaaah tu toma tenência hein? “… Vai te alistar no exército? Chamar alguém de idiota parece duvidar das aptidões mentais da pessoa, não exatamente um insulto.
Não precisa também, só recorrer ao insulto. De novo, analisa a forma que tem a palavra, alguma coisa qualquer, uma coisa corriqueira deu errado… Merda! Caralho! Puta que os pariu! Caramba e puxa vida são inaceitáveis. Puxa vida é um convite a uma relfexão bundamolesca. Caramba, por favor, só existe pra tapar o caralho.
Até pra saudações carinhosas os palavrões servem: ” Seu filha da puta! Sumiu? Dá aqui um abraço! “.
Palavras de um papel único. Só um ” vai a merda ” pode transmitir esse sentimento, não existe substitutivo. Isso é o essencial sobre o palavrão, não pode ficar tão marginalizado como se fossem os palavrões as Palavras Malditas. Não dificultam a comunicação, muito menos a capacidade de alguém se expressar. São mais que mero instrumento na comunicação como as outras palavras todas, é o único jeito de exprimir com palavras uma exclamação.
Por tudo isso, a hipocrisia com a qual se trata o palavrão, coloca ele como o penúltimo da lista dos Injustiçados.
Inspiração do texto: Roberto Fontanarrossa
Killboard; Injustiçados, Parte 3: Mott The Hoople

Não tem muito o que falar. O jeito de se escrever sobre música me dá vontade de não ter vontade, de tanto horror que me causa. Há coisa mais repelente que as expressões, os ” vocais ” o ” batera ” os “ riffs matadores “?
Moral da história é curta e simples, essa é uma injustiça-injustiça, vou explicar. Mott The Hoople é uma banda de rock que ganhou algo de notoriedade mais grossa graças a All The Young Dudes ( David Bowie ). Essa mesma música fez parte da trilha sonora de Juno.
O negócio todo é que tem mais, muito mais, foi uma senhora banda de rock. Ah que tipo de rock? Bom. Rock Bom. Buscando pela internet vi gente chamando de glam rock ( eu entendo o conceito estético, mas não conheço guitarra que soe como maquiagem, laquê ou uma música que vista calça de couro calçando salto 15 ).
Honestamente não faço a menor idéia que tenha feito o Mott The Hoople desconhecido, não mesmo. A grossa maioria das músicas inclusive soam extremamente aceitáveis pra todo tipo de ouvido, não é uma coisa específica. Não é o Ratos De Porão ( excelentes, mas específicos ). Essa é uma injustiça que não tem pra onde mirar e dizer ” é culpa disso! “. Não, ao tanto que eu saiba, sempre foi uma banda muito atada ao sucesso de All The Young Dudes, talvez possa ter existido algum tipo de desconfiança, que fosse mais uma One Hit Wonder e mais nada.
É verdade também que não são os únicos injustiçados da história da música, mas esse caso é especial eu insisto por que me parece um tipo de música pra ser tocada e aceita por público de estádio tranquilamente. A minha incompreensão vem mais do sentido que não só era bom, tinha qualidade mesmo não era brincadeirinha e ao mesmo tempo, de tanta qualidade se fazia comercialmente aceitabilíssimo. Essa injustiça é pra provar que nem toda injustiça é carregada de motivos tacanhos, burrices em massa ou interesses excusos. É uma injustiça mesmo, pura.
A última aparição em público foi no tributo ao Freddie Mercury, tocando a sua Ave Maria, All The Young Dudes, com Bowie e o Queen.
Embaixo o vídeo de Roll Away The Stone. Atenção pra falta de sincronia de todo mundo no vídeo com a música, playbackão véio derrubando a gurizada.
Killboard; Injustiçados, Parte 2: Marechal Cândido Rondon
Cândido Mariano da Silva Rondon; Herói Humanitário Brasileiro

Rondon é, ponto pacífico, o maior brasileiro da história. E dele só se sabe o nome. O que é uma barbaridade e honestamente? É seguramente no que diz respeito a reconhecimentos de conduta de vida e grandeza de realizações o maior injustiçado da história do Brasil sem a menor sombra de dúvida. Como disse Coutinho, ” Rondon é o ideal feito homem “.
Um homem que desbravou mais de 40000 km de território nacional numa incessante busca a um trato mais humano aos índios. Com tanta desbravação terminaram suas andanças por conectar e fazer possível rotas antes conhecidas como ” monte de mato ” ligando, Goiás, São Paulo, Mato Grosso – que foi inventado e desbravado por ele – . Levou aos índios a linha telgráfica, que a chamavam de ” Língua de Mariano “. Tal desbravamento além de facilitar o transporte entre o país, ou melhor, inventá-lo, foi fundamental na posterior industrialização do país.
De tamanha importância foi sua atuação junto aos índios que são suas idéias as motivadoras da Política de Proteção as Minorias Populacionais da Unesco.
Descendente de índios Bororo, desde os primórdios de seus trabalhos junto a comunidade indígena no qual estabelecia de maneira bastante claro que aquele que matasse índios, responderia ao rigor da lei. Outro lema que guardava consigo era: ” Morrer pela causa sim, matar nunca “.
Rondon era um sujeito de hábitos simples, os mitos geralmente o são, de bom trato, justo e leal com os seus. Também era engenheiro. Foi o único brasileiro condecorado Marechal durante tempos de paz. Conduzia expedições que contavam até com presidentes da república, os quais eram tratados de maneira igual a todos os demais, sempre. Nas refeições era sempre o último a comer, argumentava que ele como chefe, deveria sempre deixar aos seus soldados o melhor da comida.
Sempre tendo como maiores conflitos os donos de terra que insistiam em saquear os índios, Rondon conta episódios que qualquer um com vaidade pouco mais afiada transformaria em histórias épicas ( que nunca aconteceram ) com uma simplicidade que chateava repórteres caçadores de historiões sensacionalóides quando iam entrevistar Rondon já velho e cego.
Rondon era um iluminista, guardava em seus diários: “como positivista e membro da Igreja Positivista do Brasil estou convencido de que os nossos indígenas deverão incorporar-se ao Ocidente, sem que se tente forçá-los através do teologismo.”
O que melhor fala sobre ele é o que disse Darcy Ribeiro em 1958 no funeral do Marechal. Antes, vale lembrar até hoje tem seu nome gritado, como Grande Pai, entre os sobreviventes das tribos com quem conviveu.
Pois disse dia 20 de janeiro de 1958, Darcy Ribeiro lembrando primeiro dos princípios de Rondon: ” Morrer se necessário for, matar nunca “.
O segundo princípio: É o do respeito às tribos indígenas como povos independentes que, apesar de sua rusticidade e por motivo dela mesma, têm o direito de ser eles próprios, de viver suas vidas. O terceiro princípio de Rondon é o do garantir aos índios a posse das terras que habitam e são necessárias à sua sobrevivência. O quarto princípio de Rondon é assegurar aos índios a proteção direta do Estado, não como um ato de caridade ou de favor, mas como um direito que lhes assiste por sua incapacidade de competir com a sociedade dotada de tecnologia infinitamente superior que se instalou sobre seu território.
Termina Darcy: “ sejam minhas últimas palavras um compromisso e um chamamento diante do corpo de Rondon. Marechal da Paz. Marechal do Humanismo. Protetor dos Índios. Aqui estamos os que cremos que a obra da vossa vida é a mais alta expressão da dignidade do povo brasileiro”.
“Agora dormes
Um dormir tão sereno que dormimos
Nas pregas de teu sono
Os que restam da glória velhos feiticeiros
Oleiros cantores bailarinos
Extáticos debruçam-se em teu ombro
ron don ron don
repouso de felinos toque lento
de sinos na cidade murmurando
Rondon
Amigo e pai sorrindo na amplidão.”
Fonte da pesquisa: http://www.overmundo.com.br/overblog/quem-se-lembra-do-marechal-candido-rondon
Killboard – Injustiçados, Parte 1: Silvina Ocampo
Pequena mudança em como se apresenta a lista, desta vez mostro um por um, são cinco os injustiçados.
Muitos desses são nos seus meios de atuação devidamente reconhecidos, talvez nem um pouco “justiçados” mas conhecidos são.
A grande verdade é que em alguns casos ocorre o maldito simples esquecimento ou ainda ter nascido na época errada. Não só no que diz respeito a época não lhe ser correspondente em nada e pra nada, não. Em co-existir com tanta gente de talento igual ou maior que o seu. Alguns outros vítimas de conspirações pesadas, por terem uma língua inconveniente. Existem os que simplesmente nunca foram amigos da ” tchurma “, outros até que conseguiram muito boa e grossa fama e mesmo assim não justa e equiparável ao que realmente suas obras merecem de reconhecimento.
Silvina Ocampo; Escritora argentina

Já vi ditas muitas barbaridades dela, as mais moderadas eram as que resumiam a existência dela a ser esposa do igualmente genial Adolfo Bioy Casares. Muitíssimo mais que ser qualquer coisa de alguém ( esposa de Bioy, quem tirou essa foto a esquerda, irmã de Vitctoria ) quem tem no currículo Viaje Olvidado, de 1939 por exemplo é alguém pra ser lembrada pelo que fez de caneta na mão. Antes de começar a escrever, desenhava, e sempre foi uma de suas grandes paixões. Na livraria do senhor Alberto Casares ( Suipacha 521, Buenos Aires ) o próprio guarda desenhos originais de Silvina. Aliás, nesta mesma livraria foi onde se deu o último encontro público de Jorge Luis Borges e Adolfo Bioy Casares.

Desenho de Silvina
Viaje Olvidado, um livro de contos com uma estética totalmente livre e desatada de qualquer amarra que precise responder a alguma questão estrutural de texto. Se existir menção a literatura fantástica, ao realismo fantástico este passa e começa por ela.
Silvina tinha uma ironia ácida, lidava de forma totalmente imprevisível com os destinos daquilo que contava. Com muito humor negro e crueldade no seu texto, sempre totalmente descomprometida com qualquer espécie de estrutura mais tradicional e convencional da escrita.
Com o posterior surgimento da literatura beat e mais posterior ainda da cultura punk, a impressão que ficava era que esses dois eram, sem nunca terem se visto, os filhinhos anglo-saxônicos que a obra de Silvina ajudou a parir. Ainda, produziu com igual brilhantismo obras no campo da poesia como Espacíos Métricos. Em conjunto com Bioy escreveu a novela policial Los que aman odían, em 1946.
Uma maravilha da literatura, faleceu em 1993. Teve em fevereiro de 2008 publicada uma obra póstuma. Era um compilado de escritos soltos, uns contos curtos uns poemas e todos da melhor qualidade, com o título de Ejercitos de la Oscuridad.
Killboard – Contos Pesados ( uns com spoilers )
Killboard – Profissionais Obscuros Do Escândalo Televangélico
Escândalos envolvendo o divino. Na verdade os listados aqui é que meteram o pobre homem no meio. Nada de Igreja Universal ou Bispa Sônia. Os vídeos, são obrinhas de arte. Outra, a competição entre quem agulhou a escrotidão mais fundo não é a intenção. Não é um ranking é uma lista.
Jimmy Swaggart, ganhou visibilidade com o boom televangélico dos anos 80. Pastor americano, a sede da sua igreja ( mundial ) fica em Battom Rouge, Louisiana. Ficou famoso pela velha pregação de valores morais atrasados, já manjados. Celibato e defesa de valores familiares da idade da pedra eram a base do discurso dele, pedindo morte de adúlteros e gays. Até que, em 1986 é acusado de ser amante da mulher de outro pastor, Marvin Gorman. O que depois viria a se confirmar como verdade.
Pois, agora vem a parte genial ou absurda, ou os dois. Gorman contratou um detetive particular ( ! ) para seguir Swaggart durante todo ano de 1987. O detetive descobriu coisas. O mesmo homem que pregava celibato e morte a adúlteros mantinha agora, um caso com uma prostituta e o detetive conseguiu fotografar tudo. Em posse das fotos, Norman tentou chantagear Swaggart que não cedeu, até o dia 21 de fevereiro de 1988. Nesse dia aos prantos ( rídiculos ), pede ” desculpas, por ter pecado ”, em frente a sua igreja lotada de fiéis incrédulos. Norman foi a público com as fotos da prostituta, não cabia mais nenhuma negativa. Esse episódio deu bolinha picando pro Ozzy, que foi chamado de ” incentivador do suicídio juvenil ” no começo dos anos 80 pelo pastor. O vídeo de Miracle Man debocha Swaggart, assim como Frank Zappa fez uma música sobre o assunto. Em 1991, voltou pras páginas policiais, foi flagrado e preso com uma prostituta dentro de seu carro. Swaggart quase faliu de 88 até a metade dos anos 90, mas hoje com 73 anos deu a volta, segue podre de rico, com a igreja financeiramente próspera e igualzinho. Ah, sim, esse Jimmy Swaggart é o mesmo que habitava os finais de semana da TV Bandeirantes no finzinho dos anos 80 e lotou Maracanã e Morumbi quando esteve no Brasil.
Este senhor de 90 anos é Oral Robers. Alega que em 1977 um Jesus Cristo de 1000 metros de altura apareceu na frente dele e lhe deu A Missão. Sua Missão na Terra era construir e manter um hospital, que curaria só através do poder da fé, sem medicina. Ah, esse hospital só seria sagrado se voluntariamente, aqueles dispostos a irem pros céus contribuíssem com seus trocadinhos. Tá, acha que acabou? O mesmo JC voltou em 1983, com seus 1000 metros de altura e lhe extirpou um câncer… conversando, sim, conversando arrancou um câncer. Agora vem a cereja da torta, 1986 janeiro.
Oral Roberts vai a seu programa na TV e ( cara, juro que é verdade ) diz que recebeu um chamado de Deus ( agora não era mais o filho, era o Hômi direito ) ele teria que arrecadar em dinheiro 8 milhões de dólares até março, do mesmo ano de 1986. Caso não conseguisse, ele usou a seguinte expressão ” Deus me chamará para casa “. Durante toda campanha arrecadatória nunca disse morte, apelou pra esse eufemismo. Antes de março já tinha mais de 9 milhões arrecadados. O hospital fechou em 1989, mas existe agora uma Oral Roberts University, e pilhas de igrejas espalhadas pelos EUA. Passou por controles do sistema americano de educação, que aprovaram a universidade, consideram que esteja dentro dos padrões. Uma universidade como todas as outras, quantos senadores e o quanto dinheiro esse cara não gastou pra legalizar a universidade de uma seita? O time de basquete é campeão da NCAA. A liga de basquete americana mais televisionada depois da NBA.
Esse cara era ( ou ainda é ) a eminência parda do televangelismo nas Filipinas. Eliseo Fernando Soriano, ou Brother Eli como gosta de ser chamado. É conhecido por ter a bíblia de trás pra frente e frente pros lados decorada. Assim, refez ela inteira e moldou de acordo com seus interesses. Pessoais, claro. Nesses ajustes que fez da bíblia, ganhava atenção da mídia ao esculhambar com igrejas que buscavam os mesmos fiéis. Passou a ganhar mais atenção quando começou a tripudiar em cima de outras religiões. Comprou briga com Mórmons, Muçulmanos, Cristãos. Sim, Cristão. Soriano prega como se fosse deus, foi batizado na SUA igreja.
Brother Eli é um camarada estranho, com uma coleção de 5000 sapatos e manias pitorescas. Durante eventos multitudinários nas Filipinas, ter por hábito cuspir na platéia. O vídeo posto dele vai ajudar a explicar essa estranheza afetada, existe ali um espécie de homossexualidade que parecia enrustida. Seria interessante saber que um religioso não é homofóbico, já que seria raro. Ainda em seus discursos diz que deus é sossegado com isso ( como se qualquer ser pensante em sã consciência fosse perder tempo se preocupando com isso ). Mas Soriano diz isso pra justificar sua natureza. E em 2006 essa natureza foi manchada com uma acusação grave. Daniel Veridiano, membro da igreja de Eli o acusou de estupro. Junto com essa acusação, outra, de burla ao fisco filipino também surgiu. Teve prisão decretada e sumiu em 2007. Em junho de 2008 foi encontrado e preso pelas autoridades filipinas. Em agosto, sua assistente Belen Talentado, forjou uma série de documentos para que mediante fiança Soriano pudesse ser solto. Conseguiu sair da cadeia e sumiu. A fraude foi descoberta logo depois do sumiço. Agora o motivo que colocou Brother Eli na lista.
Soriano é fugitivo da justiça filipina. Se esperava que ele fosse ou pra três lugares que são difcultadores de extradição: Tailândia, EUA e Brasil. O mundo é um ovo, Eli Soriano hoje trouxe sua parafernália catequisante, minúscula se comparada com a que tem ( ou tinha ) nas Filipinas, pra Porto Alegre! Pode ser visto nas madrugadas da tv local na Ulbra TV e também na TV Pampa, assim como também pode ser ouvido na Rádio Pampa. Ele fala em inglês, com forte sotaque asiático, mas tem uma tradutora. Qualquer pregação dele parece uma transmissão do Oscar.
Agora, videozinho do Brother, Killboard voltará.


Deixe seu recado