Mas até 3.0

Vai Fazer Falta

Publicado em América Latina, História, Música por Sérgio Henrique Ribeiro da Silva em Outubro 7, 2009

Ultimamente ando escrevendo menos que nunca, meus compromissos outros todos só pedem presença de corpo, mais nada e que se diga o rei do Bitching About dessa vez tá cercado de gente muito querida. Um ano com isso aqui no ar e esse foi o máximo da minha vida pessoal que eu entreguei, calculado… mas na verdade sim me vem na cabeça um assunto, o de todo mundo desde domingo.

A Negra se foi. Judiaria, por mais esperado que já fosse, Mercedes Sosa vinha mal de saúde há tempos a derrubada final se deu quando começaram os inéditos problemas hepáticos. Sofria de depressão pesada e suas internações anteriores todas tiveram como origem problemas com os pulmões.

Os lugares comuns todos cabem… cantou o que viveu e viveu o que cantou, foi além de ser só uma cantora pra enquanto artista ser uma entidade honesta e brigadora pelos então afogados direitos civis, pouca gente mistura sem fazer pis e caca sua vida com sua obra. Foi presa, por horas, mas que se imagine que troço do caralho… foi presa ela junto com a platéia toda no meio de um show! Era em La Plata, 1979.

Cantou desde Alta Fidelidad, um senhor disco com músicas só do Charly Garcia no qual ela bota pra fuder num rockãozão com tudo aquilo de voz ( Cerca de la Revolucion a música ) indo até a Beth Carvalho, com quem cantou mais de uma vez. Muita gente acredita cegamente que foi uma cantora Folk e mais nada, nunca, foi uma cantora e de tudo.

Além de ter feito um discão com um dos grandes músicos populares desse lado de cá do mundo, existia entre Mercedes e Charly uma relação de amizade muito forte, maternal quase. Por mais de uma vez quando vivia duro e feito um mendigo de tão mal cuidado, quase morrendo literalmente, Mercedes pegava Charly no colo e lhe salvava o rabo.

Nunca teve uma ostensividade insuportável e babona que é típica de artistas metidos com política e geralmente são despolitizados. Imbecis que querem o Tibete livrem mas tampouco sabem o por que querem.

A Negra sabia, era defensora das liberdades plenas e sabia da grandeza que existia em pleitear isso e na verdade outra grandeza é fazer do envolvimento com a liberdade uma extensão dela.

Nasceu num 9 de julho, dia da pátria e morreu num 4 de outubro quando Violeta Parra nasceu. Essa foi uma mulher do cacete, em tempos de repressão deu a cara a tapa e metendo dedo na cara dessa gente de farda que matava sem discriminar ( aliás matar civis era o lado mais democrático dos regimes da Operação Condor na América Latina, não que fosse poupado quem estivesse por cima, mas corria os seus riscos).

Mercedes cantava feito doida, aquele vozeirão dava uma imposição imperial pra ela. Além disso e pra completar como se já não bastasse, sempre foi um papo de primeira, era interessante escutar o que tinha pra dizer sem música também.

Vai fazer falta.

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Rangers 0×3 Celtic; Campeonato Escocês, 29/04/01

Publicado em Clássico, Ficha Técnica, Futebol, História, Política, Religião, Vídeo de gols por Sérgio Henrique Ribeiro da Silva em Setembro 27, 2009

Quando tem Rangers e Celtic é uma briga, não é um jogo o Old Firm como é chamado leva diferenças que vão muito além do campo, são diferenças sociais, de classe e religiosas.

O Rangers time da elite protestante que infla o lado mais nojento do clássico, fomentando uma espécie de ” superioridade protestante ” contra os Mics de verde. O Celtic católico com muita influência irlandesa e sempre com iniciativas institucionais de amenizar o clima de segregação.

Fazendo uma abertura de mercado, o Rangers com mais condições financeiras leva pro mercado local uma série de jogadores estrangeiros muitos já veteranos, mas com bom nome, Basile Boli é o primeiro exemplo que me vem, diziam que não era uma busca de mão de obra estrangeira mas uma abertura político-religiosa, já que muitos dos contratados eram católicos. Mais pra frente Caniggia jogou no Rangers ( e muito ).

Caía no Celtic desta vez a pecha de fomentador do segregacionismo, na verdade faltava grana pra trazer gente de fora, mas igualmente, nos anos 90 e nessa década foi uma dificuldade derrubada, Henrik Larsson, sueco, viveu a grande fase da carreira por lá.

Abaixo uma vitória do Celtic no campo do Rangers, Estádio de Ibrox, e por 3-0. Tinha um timaço o Celtic treinado pelo Martin O´Neill, que depois foi do 8 ao 80 pra ir parar  no zero com o Leeds.

Rangers: Klos; Moore, Konterman, Amoruso; Ricksen, Ferguson,Albertz,Numan;Wallace; Dodds e Tore Andre Flo. Técnico: Dick Advocaat

Celtic: Douglas; Mjallby, Vega, Valgaeren; Agathe, Lennon, Lambert, Thompson e Moravcik; Johnson e Larsson. Técnico: Martin O´Neill


Cinco Motivos Pra Evitar O 5/9; Argentina 0×5 Colômbia

Publicado em Clássico, Copa Do Mundo, Escalações, Ficha Técnica, Futebol, História, Vídeo de gols por Sérgio Henrique Ribeiro da Silva em Setembro 8, 2009

Se no dia cinco que passou se viu o que se viu em Rosário, as memórias menos atentas com essa santa coisa que se chama futebol não atentaram pra um fato.

No mesmo cinco de setembro, mas de 1993, a Colômbia foi a Nuñez e fez 5 na Argentina, com direito a Maradona no meio da massa. Que inventem um feriado pro 5/9 proibindo futebol.

Os cinco motivos, colombianos todos, abaixo. Antes as escalações.

Argentina: ( 4-2-2-2/4-3-3/4-2-4 ) Sérgio Goycochea ( que foi a um programa de tv a noite com os 5 bem quentes na cabeça e um comentarista, ex jogador culpou ele ridiculamente pelos 5 gols. O comentarista era Jose Sanfilippo, El Nene, ídolo do Boca e mais ainda do San Lorenzo jogou no Bahia por 1 ano, pra evitar coisa pior Carlos Bilardo, surgiu do nada nos estúdios  insultando Sanfilippo e esfriando o Goyco ) os outros 10 eram Saldaña, Borreli, Ruggeri, Altamirano; Redondo ( Acosta ), Simeone, Leo Rodriguez ( Turco Garcia ), Ramon Ismael Medina Bello e Gabriel Omar Batistuta. Técnico: Alfio Basile.

Colombia: Mondragon, Herrera, Perea, Mendoza, Perez; Alvarez, Gomez, Valderrama e Rincon; Asprilla e Valencia. Técnico: Francisco Maturana.

Gols; Rincón 41, 62 depois Asprilla 49,69 e o trem Valencia aos 84

Cagando Na Cabeça Da História

Publicado em Brasil, História, Política por Sérgio Henrique Ribeiro da Silva em Agosto 24, 2009

re_governo_vargas_2Hoje, 24 de agosto, fazem  55 anos que o brasileiro mais importante da história se matou dentro do palácio do governo.

O que garantiu direitos básicos, hora extra, carga horária, décimo terceiro, direito a greve pra quem trabalhava, trucidou o último resquíco escravocrata oficialista brasileiro. Investiu na educação e tirou o país do destino ao qual tava fadado, virar uma Colômbia gigante.

Getúlio Dornelles Vargas, industrializou, modernizou e inventou o país, até sua primeira queda em 45 o Brasil tinha a 6ª econômia do mundo.

O legado é extenso e mete medo nas elites mais sabidas, sorte deles que o trabalhismo morreu ali com aquela bala. Jango e Brizola foram dois fenômenos a parte, de uma mesma árvore, compartilhavam o mesmo dna mas eram muito diferentes entre si.

O gênio da raça, Golbery, concedeu ao PT paulista a USP as pastorais católicas de São Paulo e o movimento sindical paulista as honras ( e a petulância de acreditar nessa cascata ) que eles são os próceres na esquerda brasileira e com uma proposta a princípio interessante o PT foi sim capaz de meter medo nos setores cagalhões da classe média e da elite como os comunas que vão trazer o socialismo pro Brasil e foram até além dos estereótipos os governos municipais do PT no final dos anos 80, começo dos 90 foram interessantes, depois se notou que o teto do partido era aquele.

Porém, existiam figuras que sozinhas e descoladas da limitação do partido do maior valor até hoje pro país. Dirceu na surdina, Palocci, muitos foram minados com os  escândalos do primeiro governo, mas sobrou e que sobra o presidente com aprovação popular de rei.

A única herança da Era Vargas, a sigla do PTB foi caçada pelo Golbery e dada a uma das filhas do Getúlio. Essa bagaceirice que é hoje onde o PTB atual começa, é homonimia pura daí pra frente o que esse partido gângster e o PTB velho tem em comum, é zero o mesmo vale pro PDT pré e pós loucura do Brizola. O pós é uma tristeza…

Lula fez e faz, é um representante do povo não simplesmente por que veio dele mas por que percebe e sabe prôpor no plano de ações políticas concretas as demandas populares. Como Getúlio.

A oposição grossa do Lula infelizmente não se encontra só na direita, o PT é uma bela de uma arma contra, ora twittando em caráter irrevogável uma renúncia, outra cantando uma música do Bob Dylan em plenário e outra com dois palhaços que só agora se sentem lesados moralmente por um governo do qual fazem parte e tiveram tempo pra sair fora há 7 anos e meio. Quem fundou o PSOL não saiu logo de cara?

Deixam o barco só agora? Ah, tá perto da eleição e tem gente querendo atenção. A senadora criacionista e o colono que era do PSDB e lá nunca se elegia pra nada importante até se dar conta que só iria pra Brasília se fosse pro PT, saíram só agora simplesmente por que a já surrada retórica do pau na política não grudou neles ( por agora ). Aproveitaram essa desculpa, independente de qual fosse a desculpa, se aproveitariam de alguma e vazariam.

Getúlio teve de mais célebre opositor Carlos Lacerda, um canalha de cima abaixo, mas um gênio ( dos macabros ) baita orador, devia dar gosto ter um inimigo desse. Um sujeito bom de odiar. Fez de gato e sapato pra enrabar quem quer que fosse pra chegar a presidência, por que quis foi enrabado pelo jardineiro da sua casa e mais tarde o azar de ser enrabado quando não queria, pelo regime militar que acabou com a vida política dele, simplesmente o forçando a ficar quieto ou alguém faria isso.

Passados 55 anos não falta gente ignorante que dói pra achar que Getúlio é aquilo escrito no jornaleco em qualquer meio de comunicação que alimentam a parte imbecil das massas. De ditador por ditador em si mesmo a nazi fascista as barbaridades se acumularam de tal modo que pra quem é menos esclarecido, virou verdade.

Hoje era dia pra ser feriado, Getúlio fez mulheres votarem em 1933! Fez todas as ” brás ” Petrobrás, Eletrobrás ( mesmo fundada nos idos dos anos 60 o projeto original dele ), fez a siderúrgica de Madureira, refez toda a ordem do país pra ser tratado na memória popular como nota de rodapé?

Killboard Ensina… Motivos Pra Se Odiar Sarney

Publicado em Brasil, História, Killboard, Mídia, Política, Reflexão por Sérgio Henrique Ribeiro da Silva em Agosto 15, 2009

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Quer coisa mais repelente quando a gente fica achando uma coisa sem sequer ter a mínima idéia do que se trata. De verdade, quer gargantear contra o Sarney? Garganteia, ele merece, mas pelos motivos elencados abaixo que são escondidos de tanta gente, na verdade esses são alguns levantar a ficha de um criminoso desse é tarefa pra fazer o primeiro post que duraria dias, não letras ou frases e parágrafos.

Tem gente demais cuja opinião é concebida pelo meio de comunicação que acompanha, meninada quando forem bater em quem merece como no caso, batam com a mão de vocês, não a do Jornal Nacional, ZH, Folha, Estado, Globo… é horrível quando alguém abre a boca e já sabe qual noticiário vai ouvir da boca do interlocutor, pior, pra falar de nepotismo como quem fala em nazismo.

Fazendo assim, o plano de defesa do ex presidente funciona, ele tá sendo atacando com chumbo minímo, muitos dos que pedem a saída dele sendo usados pela mídia e não usando seu direito de pensar e aí sim enfiando chumbo grosso, estão jogando ( sem saber ) merda no ventilador virado pro lado errado.

Esse tio é bandido profissional e se cria uma comoção desproporcional nele por fundação, e o cacete? Vocês tem idéia da ficha desse sujeito?

E o Arthur Virgílio? Que vendeu bens da mulher pra um funcionário fantasma? E se a gente resolvesse abrir a Caixa de Pingola? Sim, Pingola, dos últimos 14 anos de administração do Senado não escapava nem formiga, não ia sobrar um pra contar história do outro. Nada de absurdo seria abrir essa caixa se trata de um dever até, mas vamos aos motivos mais notórios pra se ter bronca dele, vamos.

José Sarney foi participante ativo da ditadura e em especial de seu período mais troglodita, assassino e destruidor do Estado, o período Medici pra começar e dar um motivo que já deveria servir pra esse odiozinho agarrado a clichês tontos dar uma engordada e com um argumento justo.

Desde antes de lá é amigo da cadeira, não das idéias de quem senta nela, ou alguém lembra de algum grosso arranca rabo do Sarney com o governo? Tal promiscuidade é recíproca, que se diga, Sarney tem uma tara correspondente por mandantes do executivo. Pulou feito um rato da Arena da ditadura pro PMDB de Tancredo Neves ( quem ajudou ao Rato Sarney e de fato o queria na vice ).

Tal forma ardilosa, hábil pra negociar e oportunista de se mover de um extremo a outro, essa capacidade muito bem dotada de sempre ser amigo do poder é marca registrada. Ele era da Arena, foi Governador/Interventor do Maranhão durante a ditadura e então o primeiro civil presidente da república depois do período militar-ditatorial, pelo partido que ele passou mais de 25 anos da vida dele enfrentando como uma espécie de nêmesis.

Esse talento pra negociar e oferecer possibilidades, que se diga, é uma síntese do que é ser brasileiro. Se negocia sempre qualquer situação sempre evitando o conflito, é a natureza do brasileiro, negociar até além da exaustão e evitar o confronto. Sarney representa essa característica brasileira como poucos, se constituiu assim.

Obviamente, essa característica não é um indicativo ou medidor de tramóias, nem uma tendência de um povo a tanto, esse assunto ( característiscas do povo brasileiro ) sobre o qual eu se ainda não escrevi, um dia escrevo.

Outro motivo, é um cerceador de liberdades no Maranhão do qual é dono e inventou o Amapá já que não podia mais se eleger pelo seu brinquedinho número 1, o Maranhão. O que se passa no Maranhão e no Amapá é grave demais, quem não segue a lei deles – Família Sarney, cujo capo é o ex presidente – o sujeito é dono de um lugar e mantém sua propriedade mediante todo sorte de coisas muito piores que o namorado da neta.

Tá afim de berrar Fora Sarney? Que lindo, de verdade, mas não se esqueçam por favor: Gritem pelos motivos certos.

Essa chinelagem denuncista feita pela imprensa, que conseguiu parir cyber imbecis aos montes pra irem dar uma voadora no peito do presidente do legislativo nos remeteria a pegar gente como Sarney pelos atos secretos? Porra, esse cara foi parte de uma das maiores tragédias da vida desse país que foi a ditadura, ele é um opressor, honestamente pegando uma desgraça que ele nos impôs… o Plano Cruzado foi mera falta de talento lotado de boas intenções?

Por favor… estamos cara a cara com um bandido e fazendo um escândalo em cima de uma cagada que faz a rotina de corrupção desse sujeito, que devia ser posta a vista, uma brincadeira de criança.

Agora… por que será que a rádio não toca, tv não fala e o jornal não escreve? Por que eles são cúmplices, assim como hoje batem no Marimbondo de Fogo, amanhã esquecem de tudo já que são financiados por gente como ele.

Como muitos tantos outros, Sarney e a imprensa já sentaram na mesa com Geisel, Medici, Figueiredo, Collor, FH, Itamar, Lula e com a mesma cabecinha baixa de sempre. A imprensa esconde o que fede e eles, mandantes, dividem o dinheiro da propaganda entre aquilo que ainda tem a cara dura de se chamar imprensa. Ela só manipula e propagandeia não existe mais atividade midiatica de massa.

E o mais triste, lá vai o coro de quem como diz Fora Sarney, poderia estar dizendo Fora… Dentro ou mesmo se fossem instruídos pelos interesses já citados,Viva Sarney…  Sarney é uma página muito da podre na história brasileira, um Coroné que age como se vivesse no Século 19 que foi um dos demolidores do Brasil no 20 de 64 pra cá.

Resistiu e vive no século 21…  é pelo namorado da neta, parentada empregada que ele deve ser reconhecido como figura de quinta? E o Maranhão, esse homem vilependia o Maranhão até hoje. Ser parte de governos assassinos e opressores? Ter tido o seu próprio governo e um governo de merda que atrasou o país mais que o governo Collor por exemplo.

Isso tudo tava aí, ele já merece esse bafo na nuca desde uns 30,35 anos no mínimo, por que só agora? Por que os mesmos que reclamam da maneira mais histérica são sempre os mais mal informados?

Tudo isso antes do Agaciel cair, aliás sabem os novos moralistas quem é o Agaciel de primeira?

É muita gente manipulada, muita mesmo.

Juan José ” Yaya ” Sebrelli

Publicado em História, Política, Reflexão, Sociologia por Sérgio Henrique Ribeiro da Silva em Agosto 7, 2009

Juan José Sebrelli andou por Porto Alegre. Figura interessante, já foi um intelectual de respeito na Argentina, fez o exatíssimo caminho que tantos sujeitos com tanto a prôpor fizeram. Virou a casaca.

Guarda uma diferença entre toda esse gente que mudou da água pro vinho, a mudança de Sebrelli é genuína, não mudou de idéia por nenhum desvio de caráter. Não se vendeu, se tornou incompreensível é verdade, suas convicções sempre foram fortes como sua personalidade e gente de personalidade forte, opinião forte via de regra é mais afeita a estes tipos de mudanças. Yaya Sebrelli hoje é tão direitista quanto qualquer quadro anti-Kirchner ou ainda pra nacionalizar a coisa quanto qualquer pepista tucano, demo.

Yaya Sebrelli

Yaya Sebrelli

Hoje é um conhecido símbolo da direita, coisa que não lhe impede de demonstrar talento. Aliás esse é um fato duro de engolir entre gente da esquerda, reconhecer refinamento intelectual na direita. Impôr a pecha de burro e troglodita na direita e seu pensamento é das grandes vitórias que a esquerda logrou sobre o outro lado.

Mas trocando em miúdos, do Sebrelli que se via com a UCR mais que com o Peronismo na luta contra a Opressão Militar que com todos seus problemas internos começo em 1930 ( 76 houve uma totalização do aparelho do Estado pelo exército ), até culminar na corajosa atitude de 1971 que organizou a primeira liga que visava os direitos civis plenos e a inserção dos homossexuais na Argentina, que escreveu a maior ode contra o futebol em muito tempo, talvez a maior e mais bem justificada perante si mesmo.

Pois, hoje esté é um  senhor tão Gorilla quanto aqueles que antes se opunha. Não é demais dizer que sim e traidor da própria biografia. Hoje mais se preocupa em pisar e cuspir no que já creu com teorias de uma fúria digna de uma velha lavadeira. Piorou tudo mais ainda quando defendeu as idéias privatizantes da abertura do Estado pro capital estrangeiro, gostava do Menem, cuspiu nos Montoneros quando o mínimo de respaldo precisavam. Não falo das contra ofensivas desvairadas boladas por Mario Firmenich no final dos anos 70.

Sugiro um livro dele chamado ” Critica de las ideas políticas argentinas “. No qual já faz uso da mesmíssima proposta de seu último livro, quando se propõe a ” derrubar ” enquanto mitos, e o próprio conceito de mito O Che, Gardel, Maradona e Evita.

Agora, um  texto de primeira categoria com uma idéia, um argumento bem e muito bem defendido, reduzindo um camarada talentoso… é Sebrelli, mas como ele faz pra construir essas idéias, como elas mudaram de uma maneira tão drástica o tornam um pouco circense.

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Populismo

Publicado em História, Política por Sérgio Henrique Ribeiro da Silva em Junho 11, 2009

Com o tempo, tem palavras ou atos que ganham um caráter definitivo, depreciativo e atrasado. O Marxismo virou uma seita, discordar da opinião da maioria é um jeito de aparecer ou ser burro, ou ainda dos dois. O Populismo virou uma forma de dominação de cima pra baixo feita por figuras pitorescas e caricatas que querem dar pão de menos e circo demais pro povo.

Esses conceitos pipocam em publicações midiáticas conceituadas e gigantesca circulação, maior devia ser a falta de vergonha na cara, seja o meio de comunicação que for, a idéia é deturpar um conceito com o mínimo de caráter estimulante a qualquer debate possível. Com o poder corrente dos meios de comunicação, no qual se chega ao ponto em que qualquer coisa pra existir deve ser anunciado em um destes, o que dizer no caso deste conceito repetido 90 mil vezes da forma mais equivocada possível? Já tomado como verdade tão verdadeira que nem se dão ao trabalho de conferirem a base histórica da idéia, o conceito, o que propõe com qual força/interesse se relaciona?

O populismo, lá da década de 1870 de origem rural tanto na Rússia como nos EUA era uma delegação de poder aos agricultores, era uma busca de se fazer uma descentralização do poder também, na época administrar campo e cidade era uma coisa meio do tipo administrar dois mundos, desgastante. Essa delegação de poder conforme o funcionamento do regime era dada ao povo do campo devido a sua demanda. Também, era onde o governo menos chegava e conhecia. Havia uma pedida que se dava de maneira incessante, nos dois polos, o governo não chegava até as zonas rurais e tanto em um país como outro (  EUA e Rússia ) buscavam as camadas populares seus respectivos governos, o mais importante é notar que nos dois países o grupo de camponeses buscava ação direta na sua vida.

O que houve de proposta se tratava do setor rural pedindo capacidade de ação perante e de acordo suas responsabilidades, todas reportadas ao Estado, claro. A expressão surge aqui. Se vê e lê Populismo pela primeira vez aqui.

Este regime tras consigo duas novidades, resultados da experiência direta entre povo e governo. O bimentalismo americano, que uniu crédito aliada a base monetária ao trabalhador do campo surgem nessa época. Do mesmo jeito que na Rússia surge a Partilha Negra.

Um país do tamanho da Rússia com o tamanho continental, atrasado economicamente e totalmente desindustrializado consegue dar os primeiros passos da reforma agrária, graças a esse binômio que é o eixo do populismo a tomada de iniciativa de um setor da sociedade, no caso o setor rural com subsídio do governo.  

O que se encontra aqui é o fundamental pra que se saiba, populismo não se trata de tapinha nas costas de um líder ultra carismático. Populismo, sem o mal uso cometido hoje com a palavra é quando o povo se une em torno de uma demanda, que se cumpre através de seus representantes. São verdadeiros progressos para a vida política os acontecimentos desse período do séc XIX, garante e mostra uma capacidade de organização popular em busca de seus interesses e organizar estes perante seus mandantes.

Termina por gerar entre os membros do executivo e o os membros das organizações que representam a sociedade civil inegável compromisso político, de muita força.

As relações de demandas populares-poder executivo vão muito além de meros postezinhos cravados no chão e ruelas asfaltadas, são relacões que redundam em situações que são de uma grandeza tanto político quanto econômicos bastante mais complexos e causadoras de fatos políticos bastante maiores que isso.

Um líder populista de verdade, como qualquer outro é tão cercado de gente competente e com capacidade de lhe aconselhar como todos os demais que tenham um cargo contundente em qualquer regime democrático. Essa figura do sujeito que é unitário, não ouve ninguém é antes de mais nada um pouco um ato de menosprezo ao próprio conhecimento equivocado que já tem e acreditam nele com toda força.

Se fala em Populismo como se o que fosse falado seria o atraso, como se fosse um truque de um indivíduo muito filho da puta pra sacanear um povo inteiro, doido por ele. É doido por ele por que conseguiu ser enganado por uma manobrinha simplória mas ilusória… essa é das maiores bobagens que a terra cobre, demonstra falta de conhecimento sobre o que se fala.

Ainda me preocupam os meios de comunicação, a maneira única de transmissão de conhecimento hoje esta nas mãos deles, dos donos. Hoje tal é a força dos meios de comunicação que se reconhece um imbecil pelo canal que ele assiste.

No final se trata de…

Ação vinda do povo, que é dirigida a um líder específico, esse líder pode ser o representante máximo de um governo, ser pra efeito externo o símbolo dele, mas nunca nada nem ninguém está dizendo que A,B ou C são o governo, ninguém é o governo. O governo pode se catalizar na figura dele, mas não nas suas decisões.

PS: Ernesto Laclau, leiam ele se o assunto interessar. É um autor de primeira grandeza.

Fala Que Te Escuto Se Der Respondo; Fidel Castro E A Crise

Publicado em América Latina, Brasil, Capitalismo, Crime, EUA, Economia, Fala que eu te escuto... se der respondo, História, Internet, Marx, Política, Socialismo, Índios por Sérgio Henrique Ribeiro da Silva em Abril 5, 2009

Vale uma lida, de verdade que vale.

Fidel vai bem afundo das consequências concretas, imediatas ou esperando um pouco mais pra acontecer sobre a crise. Junto a ele estava o jornalista argentino, Atilio Borón, cujo link tá devidamente indicado no final do texto, assim como a direção original pra ir ler na Página.

Original da Página 12 Argentina, http://www.pagina12.com.ar/diario/elmundo/4-121232-2009-03-10.html

Por Fidel Castro

Finalizado el evento sobre Globalización y Desarrollo con la presencia de más de 1500 economistas, destacadas personalidades científicas y representantes de organismos internacionales reunidos en La Habana, recibí una carta y un documento de Atilio Boron, doctor en Ciencias Políticas, profesor titular de Teoría Política y Social, director del Programa Latinoamericano de Educación a Distancia en Ciencias Sociales (PLED), aparte de otras importantes responsabilidades científicas y políticas.

Atilio, firme y leal amigo, había participado el jueves 6 en el programa de la Mesa Redonda de la Televisión Cubana, junto a otras eminencias internacionales que asistieron a la Conferencia sobre Globalización y Desarrollo.

Supe que se marcharía el domingo y decidí invitarlo a un encuentro a las 5 de la tarde del día anterior, sábado 7 de marzo. Había decidido escribir una reflexión sobre las ideas contenidas en su documento. Utilizaré en la síntesis sus propias palabras:

“Nos hallamos ante una crisis general capitalista, la primera de una magnitud comparable a la que estallara en 1929 y a la llamada ‘Larga Depresión’ de 1873-1896. Una crisis integral, civilizacional, multidimensional, cuya duración, profundidad y alcances geográficos seguramente habrán de ser de mayor envergadura que las que le precedieron.

Se trata de una crisis que trasciende con creces lo financiero o bancario y afecta a la economía real en todos sus departamentos. Afecta a la economía global y que va mucho más allá de las fronteras estadounidenses.

Sus causas estructurales: es una crisis de superproducción y a la vez de subconsumo. No por casualidad estalló en EE.UU., porque este país hace más de treinta años que vive artificialmente del ahorro externo, del crédito externo, y estas dos cosas no son infinitas: las empresas se endeudaron por encima de sus posibilidades; el Estado se endeudó también por encima de sus posibilidades para hacer frente no a una sino a dos guerras no sólo sin aumentar los impuestos sino que reduciéndolos, los ciudadanos son sistemáticamente impulsados, por vía de la publicidad comercial, a endeudarse para sostener un consumismo desorbitado, irracional y despilfarrador.

Pero a estas causas estructurales hay que agregar otras: la acelerada financiarización de la economía, la irresistible tendencia hacia la incursión en operaciones especulativas cada vez más arriesgadas. Descubierta la ‘fuente de juvencia’ del capital gracias a la cual el dinero genera más dinero prescindiendo de la valorización que le aporta la explotación de la fuerza de trabajo y, teniendo en cuenta que enormes masas de capital ficticio se pueden lograr en cuestión de días, o semanas a lo máximo, la adicción del capital lo lleva a dejar de lado cualquier cálculo o cualquier escrúpulo.

Otras circunstancias favorecieron el estallido de la crisis. Las políticas neoliberales de desregulación y liberalización hicieron posible que los actores más poderosos que pululan en los mercados impusieran la ley de la selva.

Una enorme destrucción de capitales a escala mundial, caracterizándolo como una ‘destrucción creadora’. En Wall Street esta ‘destrucción creadora’ hizo que la desvalorización de las empresas que cotizan en esa Bolsa llega casi al 50 por ciento; una empresa que antes cotizaba en Bolsa un capital de 100 millones, ¡ahora tiene 50 millones!. Caída de la producción, de los precios, de los salarios, del poder de compra. ‘El sistema financiero en su totalidad está a punto de estallar. Ya tenemos más de U$S 500.000 millones en pérdidas bancarias, hay un billón más que está por llegar. Más de una docena de bancos están en bancarrota, y hay cientos más esperando correr la misma suerte. A estas alturas más de un billón de dólares han sido transferidos desde la FED al cartel bancario, pero un billón y medio más será necesario para mantener la liquidez de los bancos en los próximos años.’ Lo que estamos viviendo es la fase inicial de una larga depresión, y la palabra recesión, tan utilizada recientemente, no captura en todo su dramatismo lo que el futuro depara para el capitalismo.

La acción ordinaria de Citicorp perdió el 90 por ciento de su valor en 2008. ¡La última semana de febrero cotizaba en Wall Street a U$S 1,95 por acción!

Este proceso no es neutro pues favorecerá a los mayores y mejor organizados oligopolios, que desplazarán a sus rivales de los mercados. La ‘selección darwiniana de los más aptos’ despejará el camino para nuevas fusiones y alianzas empresariales, enviando a los más débiles a la quiebra.

Acelerado aumento del desempleo. El número de desempleados en el mundo (unos 190 millones en 2008) podría incrementarse en 51 millones más a lo largo de 2009. Los trabajadores pobres (que ganan apenas dos euros diarios) serán 1400 millones, o sea el 45 por ciento de la población económicamente activa del planeta. En Estados Unidos la recesión ya destruyó 3,6 millones de puestos de trabajo. La mitad durante los últimos tres meses. En la UE, el número de desempleados es de 17,5 millones, 1,6 millón más que hace un año. Para 2009 se prevé la pérdida de 3,5 millones de empleos. Varios Estados centroamericanos así como México y Perú, por sus estrechos lazos con la economía estadounidense, serán fuertemente golpeados por la crisis.

Una crisis que afecta a todos los sectores de la economía: la banca, la industria, los seguros, la construcción, etcétera, y se disemina por todo el conjunto del sistema capitalista internacional.

Decisiones que se toman en los centros mundiales y que afectan a las subsidiarias de la periferia generando despidos masivos, interrupciones en las cadenas de pagos, caída en la demanda de insumos, etcétera. EE.UU. ha decidido apoyar a las Big Three (Chrysler, Ford, General Motors) de Detroit, pero sólo para que salven sus plantas en el país. Francia y Suecia han anunciado que condicionarán las ayudas a sus industrias automotoras: sólo podrán beneficiarse los centros ubicados en sus respectivos países. La ministra francesa de Economía, Christine Lagarde, declaró que el proteccionismo podía ser ‘un mal necesario en tiempos de crisis’. El ministro español de Industria, Miguel Sebastián, insta a ‘consumir productos españoles’. Barack Obama, agregamos nosotros, promueve el ‘buy American!’.

Otras fuentes de propagación de la crisis en la periferia son la caída en los precios de las commodities que exportan los países latinoamericanos y caribeños, con sus secuelas recesivas y el aumento de la desocupación.

Drástica disminución de las remesas de los emigrantes latinoamericanos y caribeños a los países desarrollados. (En algunos casos las remesas son el más importante ítem en el ingreso internacional de divisas, por encima de las exportaciones.)

Retorno de los emigrantes, deprimiendo aún más el mercado de trabajo.

Se conjuga con una profunda crisis energética que exige reemplazar al actual, basado en el uso irracional y predatorio del combustible fósil.

Esta crisis coincide con la creciente toma de conciencia de los catastróficos alcances del cambio climático.

Agréguese la crisis alimentaria, agudizada por la pretensión del capitalismo de mantener un irracional patrón de consumo que ha llevado a reconvertir tierras aptas para la producción de alimentos para ser destinadas a la elaboración de agrocombustibles.

Obama reconoció que no hemos tocado fondo todavía, y Michael Klare escribió en días pasados que ‘si el actual desastre económico se convierte en lo que el presidente Obama ha denominado década perdida, el resultado podría consistir en un paisaje global lleno de convulsiones motivadas por la economía’.

En 1929 la desocupación en EE.UU. llegó al 25 por ciento, al paso que caían los precios agrícolas y de las materias primas. Diez años después, y pese a las radicales políticas puestas en marcha por Franklin D. Roosevelt (el New Deal), la desocupación seguía siendo muy elevada (17 por ciento) y la economía no lograba salir de la depresión. Sólo la Segunda Guerra Mundial puso fin a esa etapa. ¿Y ahora por qué habría de ser más breve? Si la depresión de 1873-1896, como expliqué, duró ¡23 años!

Dados estos antecedentes, ¿por qué ahora saldríamos de la actual crisis en cuestión de meses, como vaticinan algunos publicistas y ‘gurúes’ de Wall Street.

No se saldrá de esta crisis con un par de reuniones del G-20 o del G-7. Si una prueba hay de su radical incapacidad para resolver la crisis es la respuesta de las principales bolsas de valores del mundo luego de cada anuncio o cada sanción de una ley aprobatoria de un nuevo rescate: invariablemente la respuesta de ‘los mercados’ es negativa.

Ya no está la URSS, cuya sola presencia y la amenaza de la extensión hacia Occidente de su ejemplo inclinaba la balanza de la negociación a favor de la izquierda, sectores populares, sindicatos, etcétera.

En la actualidad, China ocupa un papel incomparablemente más importante en la economía mundial, pero sin alcanzar una importancia paralela en la política mundial. La URSS, en cambio, pese a su debilidad económica, era una formidable potencia militar y política. China es una potencia económica, pero con escasa presencia militar y política en los asuntos mundiales, si bien está comenzando un muy cauteloso y paulatino proceso de reafirmación en la política mundial.

China puede llegar a jugar un papel positivo para la estrategia de recomposición de los países de la periferia. Beijing está gradualmente reorientando sus enormes energías nacionales hacia el mercado interno. Por múltiples razones que serían imposibles discutir aquí es un país que necesita que su economía crezca al 8 por ciento anual, sea como respuesta a los estímulos de los mercados mundiales o a los que se originen en su inmenso –sólo parcialmente explotado– mercado interno. De confirmarse ese viraje es posible predecir que China seguirá necesitando muchos productos originarios de los países del Tercer Mundo, como petróleo, níquel, cobre, aluminio, acero, soja y otras materias primas y alimentos.

En la Gran Depresión de los años 30, en cambio, la URSS tenía una muy débil inserción en los mercados mundiales. China es distinto: podrá seguir jugando un papel muy importante y, al igual que Rusia e India (aunque éstas en menor medida), comprar en el exterior las materias primas y alimentos que necesite, a diferencia de lo que ocurría con la URSS en los tiempos de la Gran Depresión.

En los 30 la ‘solución’ de la crisis se encontró en el proteccionismo y la Guerra Mundial. Hoy, el proteccionismo encontrará muchos obstáculos debido a la interpenetración de los grandes oligopolios nacionales en los distintos espacios del capitalismo mundial. La conformación de una burguesía mundial, arraigada en gigantescas empresas que, pese a su base nacional, operan en un sinnúmero de países, hace que la opción proteccionista en el mundo desarrollado sea de escasa efectividad en el comercio Norte/Norte y las políticas tenderán –al menos por ahora y no sin tensiones– a respetar los parámetros establecidos por la OMC. La carta proteccionista aparece como mucho más probable cuando se la aplique, como seguramente se hará, en contra del Sur global. Una guerra mundial motorizada por ‘burguesías nacionales’ del mundo desarrollado dispuestas a luchar entre sí por la supremacía en los mercados es prácticamente imposible, porque tales ‘burguesías’ han sido desplazadas por el ascenso y consolidación de una burguesía imperial que periódicamente se reúne en Davos y para la cual la opción de un enfrentamiento militar constituye un fenomenal despropósito. No quiere decir que esa burguesía mundial no apoye, como lo ha hecho hasta ahora con las aventuras militares de Estados Unidos en Irak y Afganistán, la realización de numerosas operaciones militares en la periferia del sistema, necesarias para la preservación de la rentabilidad del complejo militar-industrial norteamericano e, indirectamente, para los grandes oligopolios de los demás países.

La situación actual no es igual a la de los años treinta. Lenin ‘el capitalismo no se cae si no hay una fuerza social que lo haga caer’. Esa fuerza social hoy no está presente en las sociedades del capitalismo metropolitano, incluido Estados Unidos.

EE.UU., Gran Bretaña, Alemania, Francia y Japón dirimían en el terreno militar su pugna por la hegemonía imperial.

Hoy, la hegemonía y la dominación están claramente en manos de EE.UU. Es el único garante del sistema capitalista a escala mundial. Si EE.UU. cayera se produciría un efecto dominó que provocaría el derrumbe de casi todos los capitalismos metropolitanos, sin mencionar las consecuencias en la periferia del sistema. En caso de que Washington se vea amenazado por una insurgencia popular todos acudirán a socorrerlo, porque es el sostén último del sistema y el único que, en caso de necesidad, puede socorrer a los demás.

EE.UU. es un actor irreemplazable y centro indiscutido del sistema imperialista mundial: sólo él dispone de más de 700 misiones y bases militares en unos 120 países que constituyen la reserva final del sistema. Si las demás opciones fracasan, la fuerza aparecerá en todo su esplendor. Sólo EE.UU. puede desplegar sus tropas y su arsenal de guerra para mantener el orden a escala planetaria. Es, como dijera Samuel Huntington, ‘el sheriff solitario’.

Este ‘apuntalamiento’ del centro imperialista cuenta con la invalorable colaboración de los demás socios imperiales, o con sus competidores en el área económica e inclusive con la mayoría de los países del Tercer Mundo, que acumulan sus reservas en dólares estadounidenses. Ni China, Japón, Corea o Rusia, para hablar de los mayores tenedores de dólares del planeta, pueden liquidar su stock en esa moneda porque sería una movida suicida. Claro está, que ésta también es una consideración que debe ser tomada con mucha cautela.

Estamos en presencia de una crisis que es mucho más que una crisis económica o financiera.

Se trata de una crisis integral de un modelo civilizatorio que es insostenible económicamente; políticamente, sin apelar cada vez más a la violencia en contra de los pueblos; insustentable también ecológicamente, dada la destrucción, en algunos casos irreversible, del medio ambiente; e insostenible socialmente, porque degrada la condición humana hasta límites inimaginables y destruye la trama misma de la vida social.

La respuesta a esta crisis, por lo tanto, no puede ser sólo económica o financiera. Las clases dominantes harán exactamente eso: utilizar un vasto arsenal de recursos públicos para socializar las pérdidas y reflotar a los grandes oligopolios. Encerrados en la defensa de sus intereses más inmediatos carecen siquiera de la visión para concebir una estrategia más integral”.

Si alguien toma esta síntesis y la lleva en el bolsillo, la lee de vez en cuando o se la aprende de memoria como una pequeña Biblia, estará mejor informado de lo que ocurre en el mundo que el 99 por ciento de la población, donde el ciudadano vive asediado por cientos de anuncios publicitarios y saturado con miles de horas de noticias, novelas y películas de ficción reales o falsas.

* Publicado en Granma. El documento completo de Boron puede leerse en www.atilioboron.com

CENTENÁRIO, CAMPEÃO DE TUDO, CLUBE DO POVO E SEMPRE NA PRIMEIRA DIVISÃO.

Publicado em Foto, Futebol, História por Sérgio Henrique Ribeiro da Silva em Abril 4, 2009

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Publicado em América Latina, Brasil, Crime, Foto, História, Política, Socialismo por Sérgio Henrique Ribeiro da Silva em Março 26, 2009

Atrasado e sem desculpas qualquer tipo de desculpas, tinha que na data ter manifestado, de maneira curta como agora, mas devia ter sido no dia.  A Argentina foi atacada e desde aí até 1984, governada por uma curumilhagem das Forças Armadas no qual a regra quando branda era matar pra depois jogar no Rio da Prata, fosse mulher grávida, sem problemas. Muitas dondocas argentinas, entre elas a antiga sócia majoritária do Diário Clarín tem filhos que foram roubados de presas políticas, que pariam e depois eram torturadas e mortas. Era um 24 de março quando o país é tomado por gente da ESMA ( Escola Superior Militar Argentina ) que a Igreja Católica, eterna inimiga dos interesses populares na Argentina, começa a notadamente tomar o lado da direita e entrega pra morte, tortura ou desaparição dezenas de milhares de pessoas que muitas vezes não tinham nada com nada em relação ao confronto político. Todos esses agentes, nada novos na vida política local, em 1976 acabam fazendo do Estado aí um ente assassino, torturador e cerceador de liberdade, espero ( mas só espero infelizmente ) pelos lamentos, projeções coerentes de futuro com mais humanidade e reflexões profundas acerca os acontecimentos anteriores, e posteriores do dia 1º de abril/1964, a vez que no Brasil houve tomada ilegal e por parte de criminosos da pior estirpe pra comandarem um processo ditatorial e igualmente carniceiro no poder.

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