Espera
Arrancaram a semana falando que o gre-nal do último domingo foi o pior jogo do clássico em anos, depois caí em mim, nem na Província de São Pedro o futebol que é mais pensado, físico na sepção da palavra e de muita aplicação aos sistemas pra não fazer o outro jogar é apreciado por torcida, imprensa ou seja lá o que mais for.
Negar o jogo mais intenso, remete ao exército do tal do Futebol Alegre, que nada mais é do que a alegria do adversário e expõe além de exigir de quem se propõe a executar um jogo assim a um esforço e abertura pro jogo do adversário desumanas, desse jeito se dá a bola pro adversário toda santa hora. O time vira um alvo, parece velório de pai de famílias, tem um filho de cada pelo pra tudo que é lado.
O tal do futebol bonito é feio que dói, na verdade, considerado bonito pela mesma turma que vê beleza na bunda da mulher melância, tem uma grosseria estética de quinta categoria mas cai no gosto da tigrada. É decantado como lindo, lírico e lúdico. É na verdade horrendo e de uma falta de percepção do que se passa no jogo violenta.
O Inter desde que chegou o Mário Sérgio e ano passado fez com o Tite, soube prôpor o jogo devido, primeiro se anula o adversário pra depois jogar. Jogar atrás tranquilo que é uma invenção Confuciana, aprimorada por Maquiavel, é uma dissimulação das tuas pretensões dentro do jogo, pede esforço pra uma hora na qual só quem conhece o jogo percebe que existe esforço ( o mais decisivo deles ) em se defender, uma parte do jogo muito mal percebida e menosprezada por quase todo mundo. Pra atacar tu chega em 3,4 toques e pega o adversário a feição, morto, já que quem se fecha dá a bola pro adversário jogar e se atirar em cima deixando tudo aberto.
Que hoje o Inter vai jogar assim de novo é uma certeza, as convicções de futebol do Mário Sérgio todas sempre passaram por reforçar atrás e saber que na frente as coisas também dependem do sistema de defesa. Os gols, quase todos, começam no fundo do campo e são consequência desse esforço defensivo.
Rangers 0×3 Celtic; Campeonato Escocês, 29/04/01
Quando tem Rangers e Celtic é uma briga, não é um jogo o Old Firm como é chamado leva diferenças que vão muito além do campo, são diferenças sociais, de classe e religiosas.
O Rangers time da elite protestante que infla o lado mais nojento do clássico, fomentando uma espécie de ” superioridade protestante ” contra os Mics de verde. O Celtic católico com muita influência irlandesa e sempre com iniciativas institucionais de amenizar o clima de segregação.
Fazendo uma abertura de mercado, o Rangers com mais condições financeiras leva pro mercado local uma série de jogadores estrangeiros muitos já veteranos, mas com bom nome, Basile Boli é o primeiro exemplo que me vem, diziam que não era uma busca de mão de obra estrangeira mas uma abertura político-religiosa, já que muitos dos contratados eram católicos. Mais pra frente Caniggia jogou no Rangers ( e muito ).
Caía no Celtic desta vez a pecha de fomentador do segregacionismo, na verdade faltava grana pra trazer gente de fora, mas igualmente, nos anos 90 e nessa década foi uma dificuldade derrubada, Henrik Larsson, sueco, viveu a grande fase da carreira por lá.
Abaixo uma vitória do Celtic no campo do Rangers, Estádio de Ibrox, e por 3-0. Tinha um timaço o Celtic treinado pelo Martin O´Neill, que depois foi do 8 ao 80 pra ir parar no zero com o Leeds.
Rangers: Klos; Moore, Konterman, Amoruso; Ricksen, Ferguson,Albertz,Numan;Wallace; Dodds e Tore Andre Flo. Técnico: Dick Advocaat
Celtic: Douglas; Mjallby, Vega, Valgaeren; Agathe, Lennon, Lambert, Thompson e Moravcik; Johnson e Larsson. Técnico: Martin O´Neill
A Unanimidade Não É Humana
Conhecida como Obrinha Rodriguiana a gloriosa frase: ” Toda unanimidade é burra “… é aplicada totalmente fora do contexto original. Meia dúzia de gatos pingados já buscaram saber de onde e qual o contexto em que a frase se pariu, levando em conta que todo o resto do reino animal somente a usa como um lugar comum vazio mais que qualquer outra coisa.
Começa aqui. Brasil e Inglaterra, Maracanã cheio, não pôde jogar de última hora o Garrincha e jogou no lugar Julio Botelho. Julinho foi vaiado do começo ao fim. Jogou pra caralho, comeu a bola e pediu pra casar isso era 1956/1957. Um cara vaiado por todos foi o melhor em campo, Nelson no dia segunte ao jogo tinha essa frase solta, não sabe como foram usar como quem transformou, toda unanimidade é burra, em uma frase tão fora de lugar.
Depois, com mais calma, tem mais de pilhas de textos na obra solta sobre a unanimidade, na qual se aprofunda nela de maneiras bem interessantes e dignas de alguém com o talento e capacidade de abordagem sobre o assunto que ele tinha, não se pode esquecer que Nelson era quase cego e não via futebol. Descrevia um jogo melhor que qualquer outro, muitas vezes um jogo que não acontecia mas era brilhante e muito melhor que o que tinha acontecido.
Agora digo eu, se trata da unanimidade um comportamento desumano, não é possível que um fato posto a frente de diversas pessoas com pensamentos, realidades e vivências distintas seja visto em uma única forma da mesma maneira.
Ao contrário da gigantesca bobagem, essa inventada por algum imbecil que eu desconheço: Somos iguais em tudo que somos diferentes. A verdade é que a diferença se trata de um construtor, um elemento conflitivo que legitima opiniões de maneira que só ela pode fazer. Uma decisão, uma opinião jamais é a mesma depois de ser questionada, ela precisa ser questionada caso contrário o único parâmetro de validade que tem é ela mesmo.
Quando há convergência plena, se torna unanime uma idéia em torno de qualquer coisa me bate um cagaço, sensação de que alguma coisa está errada, não é possível muita gente com tantas outras que tem tanta coisa diferente entre si tenham uma opinião matematicamente igual sobre qualquer assunto.
Também me incomoda já que uma concordância plena sobre seja lá o que for remete a uma relação muito promíscua com o acomodamento.
Sendo tão absoluta, a unanimidade paralisa o diálogo não permite nem a miníma possibilidade de contraditório, de confronto, idéias que se chocam e só assim tem como conseguir autonomia, com a aceitação da unanimidade acabam deixando um rastro de conformismo e cegueira dignas de um Reich, visto a concordância integral como uma concordância sobre suas idéia e convicções dadas de mão beijada a uma corrente de expressão totalitária.
Sem conflito nada se constrói, não existe idéia sem exposição ao conflito que por fim mostra acertos e erros em sua construção, tudo que é minimamente humano não guarda nada de absoluto.
A plenitude nas relações humanas são impossíveis ou doentias. Convívio com possibilidades absolutas podem acabar acontecendo gerando coisa grave, uma matriz de pensamento, uma decisão imposta e metida garganta abaixo.
Somos vítimas dessa violência já, o medo do conflito saudável cresce cada vez mais, há um consenso que divergência é soco na cara, pessoas de gostos e posicionamentos diferentes dizem muitos que não devem andar juntas, justo por isso não são iguais. Bonitinho é concordar sem pensar e nunca deixar a tropa. O processo de Bundamolização anda, manda e como.
Cinco Motivos Pra Evitar O 5/9; Argentina 0×5 Colômbia
Se no dia cinco que passou se viu o que se viu em Rosário, as memórias menos atentas com essa santa coisa que se chama futebol não atentaram pra um fato.
No mesmo cinco de setembro, mas de 1993, a Colômbia foi a Nuñez e fez 5 na Argentina, com direito a Maradona no meio da massa. Que inventem um feriado pro 5/9 proibindo futebol.
Os cinco motivos, colombianos todos, abaixo. Antes as escalações.
Argentina: ( 4-2-2-2/4-3-3/4-2-4 ) Sérgio Goycochea ( que foi a um programa de tv a noite com os 5 bem quentes na cabeça e um comentarista, ex jogador culpou ele ridiculamente pelos 5 gols. O comentarista era Jose Sanfilippo, El Nene, ídolo do Boca e mais ainda do San Lorenzo jogou no Bahia por 1 ano, pra evitar coisa pior Carlos Bilardo, surgiu do nada nos estúdios insultando Sanfilippo e esfriando o Goyco ) os outros 10 eram Saldaña, Borreli, Ruggeri, Altamirano; Redondo ( Acosta ), Simeone, Leo Rodriguez ( Turco Garcia ), Ramon Ismael Medina Bello e Gabriel Omar Batistuta. Técnico: Alfio Basile.
Colombia: Mondragon, Herrera, Perea, Mendoza, Perez; Alvarez, Gomez, Valderrama e Rincon; Asprilla e Valencia. Técnico: Francisco Maturana.
Gols; Rincón 41, 62 depois Asprilla 49,69 e o trem Valencia aos 84
Ataque Preventivo No Pesquisão: River Plate
O Pesquisão de público foi um sucesso, tem quase 20 page views por dia sozinho. Mas a idéia em si foi um fracasso. Além de mim, só dois participaram, quase por que eu interroguei um ( Ricardo Cardoso de Lisboa que mandou do Benfica ) e o mais visitado do Fernando Gomes, fez do Corinthians. Ainda, além dos dois que eu já disse teve um do Boca Jrs, me falta o nome de quem mandou mas foi uma baita colaboração igual.
Por isso, parei pra pensar que eu mesmo poderia fazer o mesmo procedimento… http://sergiohrds.wordpress.com/2009/01/11/pesquisao-corinthians/

Pra começar então decidi ir de River Plate. Por que sim, não tem nenhuma grossa razão. Melhor time histórico, maior jogo da história, derrota histórica do rival e ainda de novidade um jogo daqueles lá do fundo do baú.
As seleções históricas com Pedernera, Ferreyra, Carrizo, Losteau, Nestor Rossi eu quero deixar de fora. O que não tira nada deles e menos ainda tira de mim, pra poder ser justo e chegar em um ponto de escolha honesto valorizar uns bons 30 minutos de video tape da antiga somada a história.
Di Stéfano que é tão antigo quanto os que eu citei como não sendo parte do time, faz. Do pouco que eu pude ver me deu a impressão de ser um sujeito que no futebol em slow motion dos anos 40 a 60 que jogou voava em campo, era inquieto e direto com uma capacidade impensada pra época, era um episódio a parte no jogo. Em um estágio mais avançado pra Daniel Passarella vale o mesmo, dele já pude ver mais de um jogo inteiro, entra e sem discussão.
Os melhores 11 – Angel David Comizzo; Gustavo Lombardi, Roberto Fabían Ayala, Daniel Alberto Passarella, Juan Pablo Sorín; Esteban Cambiasso, Lucho Gonzalez, Beto Alonso; Francescoli, Salas e Di Stéfano. Técnico: Ramón Angel Diaz.
Melhor partida: 2×0 contra o América de Cali em Nuñez, decisão da Libertadores de 1996 dois gols do Crespo, repara que no segundo ele ainda guri põe as mãos na cabeça como quem não acredita no que acabou de fazer.
Fiasqueira própria e recente, eliminação pro Caracas na primeira fase da Libertadores de 2007, 3×1.
A entregada do Boca do campeonato nacional de 2006 junto com todo tumulto contra o Chivas na Libertadores no ano anterior, empataram. Decidi colocar a vez do Estudiantes, foram 4 derrotas seguidas. Era só ganhar uma.
Boca 0×2 River Plate, River dá a volta olímpica na Bombonera. Jogo conhecido também como jogo do Beto Alonso e a bola laranja.
Mente Tudo, Não Pela Metade
Já ouvi em rádios e li na Internet que o Maradona teria provocado de maneira aviltante o Scratch Caralhinho. Aliás, pra imprensa que não sabe escrever uma frase e abstrair sempre foi um esforço mais que hercúleo, meio pensamento com melodia de baixaria vira notícia, Diego quando fala do Brasil é só pra esculhambar, na imprensa vulgarizam a coisa toda assim, as coisas são pelo fato de serem nada cria nada.
São desinformados, não sabem que o ídolo dele no futebol, palavras dele, o sujeito que queria ser e imitava quando jogava bola e era guri, não era nenhum Mastrangelo, Zanabria é Rivelino.
Mas a provocação ( ? ) teria sido a seguinte… ” Quero Kaká no meu time “. Os argumentos mais patéticos pra criar um clima de ódio Brasil-Argentina que existe só no Brasil, até dia 5 de setembro vão se gastar e desgastar. Desde distorcer uma frase solta dando sentidos sempre maldosos: ” Quer dizer que só o Kaká te serve? ” até ” Ninguém te serve, só falou no Kaká pra provocar mesmo? “.
O problema é que faltou mentir tudo e contar a outra parte, não foi uma provocação era uma pergunta do Olé. Quem do Brasil ele gostaria no time dele e quem da Argentina ele acha que o Brasil escolheria. Sendo que a frase inteira basicamente foi… ” Kaká pra nós ele é um pesadelo, Messi pra eles ficariam, bem felizes”. Quem ler na imprensa brasileira perde a parte na qual ele diz: ” Uma final de Champions é o que será “.
Incrível disso tudo é que o Olé ( baita 171 ) esclarece isso tudo, sem sequer saber que existe esse celeuminha criada pelos jornaleiros brasileiros simplesmente publicando a declaração inteira.
http://www.ole.clarin.com/notas/2009/08/26/seleccion/01986062.html
A empolgação do Maradona se dá em cima do jogo em si, que 31 anos depois com essa grandeza se joga longe de Nuñez. Pelo perigo que é pra Argentina e como pode representar o começo de um pesadelo cujo final mais obscuro é sequer ir a África do Sul em 2010.
Como em 78 no Gigante de Arroyito em Rosário, forçou pra levar um jogo desse tamanho pra fora de Buenos Aires é significativo pra tudo que Maradona também sempre pediu e idealizou do futebol, como um evento descentralizado e acessível. Começa com a criação do sindicato mundial de jogadores, que não durou muito no meio dos anos 90 mas foi um movimento interessante e mobilizou a classe em alguns países. No Brasil não. Igualmente como alguém que não se vê alheio as implicações que vão ali de si trazidas pelo jogo.
Conseguiu levar um Argentina-Brasil pro interior, criou uma seleção pra que joguem só jogadores locais. É um sujeito de idéias, ataca Blatter, Platini, Beckenbauer e Pelé. Se mostra favorável a retirada dos direitos de televisionamento da tv paga passando o futebol televisionado pra tv pública, como começou a vigorar nesse mesmo campeonato argentino.
Por tudo isso, se eu que nem chego perto de jornalista sei, fico besta. Um camarada que é pago pra isso nem idéia de um pentelhésimo do que eu que sei, em termos de informação. Pra criar futrica são mestres fazem, se omitem de si mesmos pra criar animosidades babacas seja lá quais forem.
Raridade; Equador 1 x 2 Internacional
Preparando-se pra Copa do Mundo de 2002, onde foi eliminada pela finalista Alemanha nas oitavas de final, fez em Quito, um arranca rabo de partida pro Mundial com o Internacional.
Como outra seleção em preparação pra uma Copa do Mundo, 4-0 na Nigéria, sensação do futebol mundial da época e toda titular no Festival de 25 anos do Beira Rio deu Colorado.
Gols de Diogo Rincón e Cássio ( ex Flamengo, Santa Cruz ) garantiram a vitória em Quito. Abaixo os gols da vitória no Equador.
Fala Que Eu Te Escuto Se Der Respondo; Maradona no Newell´s Old Boys

Mais de uma pergunta se Maradona jogou no Newell´s Old Boys, de Rosário.
Sim, jogou e fez gol até. Foi em 1993, durou meses, passagem curtinha.
Abaixo, um gol dele com a camisa da Lepra.
Zdenek Zeman
Zdenek Zeman, tcheco mas que segundo ele é tão ou mais italiano quanto os prórpios, é um senhor personagem. Nada que ver com patifaria, fatos bizarróides colorindo a biografia, nada disso. É um sujeito interessante.
Como ele mesmo gosta de dizer, divertiu o público com suas equipes ( o Foggia de 1991 a 1994 em especial e depois com a Lazio e a Roma no final dos anos 90 ), pra ele o resultado era só um detalhe lhe dava mais gosto uma boa performance.
Desde sempre o 4-3-3 foi uma obsessão, tatuado na alma. Similaríssimo a César Luis Menotti nesta maneira de ver o futebol, com a feliz mania de nunca reduzir o futebol só a resultados, igualmente e infelizmente tem a mania de achar que todos aqueles que não seguem seus mandamentos são uns chatos, que não sabem nem que a bola é redonda, são os assassinos do jogo os reféns da questão econômica que sodomiza o futebol. Grossa bobajada.
No Foggia de Zeman, o espírito quase amador se fazia presente pro bem mas igualmente pro mal. Giuseppe Signori, ídolo no Foggia depois ídolo e emblema na Lazio, no Foggia jogava gordo. As equipes de Zeman até ele chegar ao futebol da capital, sempre foram de um preparo físico risível. Os métodos de preparação física eram os mesmos usados em esportes de quadra como o handebol.
Agora, quem quisesse ver partidas repletas de gols, linhas de impedimento muito bem ou mal executadas, um jogo plasticamente bem jogado ( os jogadores de Zeman tinham isso, sabiam jogar e muito ) marcação incessante sob pressão na saída do adversário, era incrível parece que Zeman levava um universo paralelo pra jogar na Serie A italiana. De fato, era divertido.
Mas as vezes saía pelo cano, o Milan de Fabio Capello em 1991/1992 enfiou 8 no Foggia. Existe outra derrota, essa injusta, um Roma 4×5 Inter. Marco Delvecchio teve um esforço comovente nesse jogo, saiu chorando no fim da partida.
Mas Zeman sempre falava ser um defensor intransigente do futebol e isso parecia uma frase solta, talvez a forma dos seus times jogarem estivessem sendo exaltadas. Mas não, era foi mais muito mais na verdade daí por diante ele vinha pra cutucar numa senhora ferida. Ao fim amarrou uma bomba atômica na cintura de seus destinos profissionais e explodiu. O que sim deixa aqui e o que tem de admirável sobre Zeman, ele é movido pelas suas convicções mesmo sabendo do preço que pode pagar, pouca gente tem discernimento pra fazer isso, pra sequer entender do que se trata segurar o rojão ao fugir da manada.

Zeman
Meteu o dedo na cara da Juventus, dizendo que o clube com mais influências excusas do futebol italiano dopava seus jogadores pra ganharem massa muscular. Deu como exemplo de Del Piero e Vialli surgiram magrinhos e no seu auge na Juve eram fortes pra mais de metro. Estourou um escândalo do dopping, o ( literalmente ) chefão do futebol na Juventus, Luciano Moggi abriu uma caçada a Zeman. Zeman batia pé e Moggi armava seu circo, com a força da Fiat, dona da Juve, usou a mídia buscando difamar a figura de Zeman, falhou.
Moggi ( com uma mão enorme da Fiat, dos Agnelli, Gianni Agnelli era bem vivo em 1998 ainda ) convenceu Vialli, Del Piero e Fabio Capello ( por seu prestígio, já que não tinha na época nenhuma ligação, exceto a de ex-jogador com a Juve ) a cada três palavras que dissessem, onde quer que fosse, uma seria contra Zeman.
Mas não falhou em conseguir que Zeman só treinasse outra vez na Itália seria em clubes de pequena expressão, negociou o boicote ao tcheco com muito esmero junto a todos outros clubes da Serie A.
Zeman ganhou de Moggi, Vialli, Capello e Del Piero ação na justiça movida por estes.
Em 2006 vieram oficialmente à tona um dos maiores escandâlos da história do futebol italiano, dinheiro sujo em compra e venda de jogadores, compra de juízes, de jogadores pra entregarem partidas. A punição mais justa e que pegou mais pesado jogou a Juventus pra segunda divisão, com Luciano Moggi e seu filho sendo descobertos como artíficies de toda trampa.
Zeman nunca mais treinou um grande nacional, no fôlego final da sua carreira de treinador de primeira linha em 2000 treinou o Fenerbache e Napoli. Aliás na equipe napolitana treinou Edmundo e na sua estréia, quando usava a camisa de número 97. Na Serie A, nos últimos anos, treinou uma equipe do Lecce com Tiribocchi como destaque. A equipe ficou conhecida como a que fez 66 gols na temporada.
Foggia 2 x 8 Milan
Foggia: 1 Mancini, 2 Petrescu, 3 Codispoti, 4 Picasso (16 Kolyvanov), 5 Padalino, 6 Matrecano, 7 Rambaudi, 8 Shalimov, 9 Baiano, 10 Barone, 11 Signori. Técnico: Zeman.
Milan: 1 Rossi, 2 Tassotti, 3 Maldini, 4 Ancelotti (14 Fuser), 5 Costacurta, 6 Baresi, 7 Donadoni, 8 Rijkaard, 9 Van Basten, 10 Gullit (15 Massaro), 11 Simone . Técnico: Capello.
Roma 4×5 Inter
Gols, Roma: Totti, Paulo Sergio, Marco Delvecchio, Di Francesco.
Gols, Inter: Ronaldo e Zamorano duas vezes, Simeone.
Esporro e Problema Pessoal Não Desculpam Meia Cancha Capenga
De quase filho legítimo do Rolo Compressor, enfiando garganta adentro do rival 3 vitórias seguidas em clássicos e quando este ainda tinha um treinador, até virarmos um time confuso, esculhambado e que tá jogando no lixo a chance de disparar em um campeonato nacional que nos ofereceu umas quantas partidas não vencidas bem fáceis.
Não perdemos pro bom treinador, hoje líder do brasileiro que pegou seu time mais desacreditado que… que qualquer exemplo pra alguém em descrédito já levou nas costas. Perdemos pra um faceirista caricato um clássico, até isso… há 2,3 meses o Internacional vivia no céu e brigando cheio de razão com deus pra ver quem era o galo cinza lá em cima.
Nos surge uma derrota patética pro 4-2-4 Autuoriano, delivery pro São Paulo um 2×0 se permite o empate até certo ponto injusto.
Sendo uma equipe com a qualidade coletiva e individual do primeiro semestre é mesmo justo o surgimento de pilhas e mais pilhas de dúvidas sobre o desempenho atual. Pior que perder pro Botafogo é ser parte da várzea vista contra o Botafogo, ajudar o Botafogo rebaixando-se a ele e construir aquela pelada de sábado.
Honestamente, falam em problema ( se é que existe problema nisso ) de noitadas… a noitada é 15 minutos antes do jogo? Não.
Eventualmente jogadores brigados? Suponho que deve ser mais prazeroso ao ambiente todos de bem, mas seguramente ambientes atritados nunca tiraram campeonato de ninguém.
Uma partida desse time assistida em 2008 comparando com 2009, o time de 2008, com o mesmo treinador e quase os mesmos jogadores quando se via com 2 volantes imediatamente formava uma linha de 4 no meio. Solidez defensiva era uma obsessão no Tite de 2008, sejamos justos do início do brasileiro também. Esse time ficava com um volante menos devido a deficiência defensiva apresentada pelo Magrão, que com a bola no pé chega bem na frente, por ali no lado direito do losango se via o único ponto fraco realmente comprometedor do time.
Em 2009 já na semi final com o Coritiba onde fem um gol, Andrezinho, que não tem culpa de ser posto de volante, torna o time vulnerável não defende e por tabela e também pelo axioma mais óbvio do futebol: Quem perde meia cancha não faz nada, nem ataca nem defende. Verdade em defesa do volantismo do Andrezinho, ali jogou contra ninguém mais que o Estudiantes na finalíssima da Sul Americana no Beira Rio cobrindo a expulsão do Guiñazu em La Plata e foi muito bem.
A questão da queda de produtividade não passa nem perto de temas anímicos, se tratam de furos na sua meia cancha, vazia, que fazem do Internacional de hoje um time manco e sem nenhuma consistência defensiva, não precisa chutar a porta do vestiário como fez Fernando Carvalho, muito menos buscar o aparelho de choque. Desde quando começaram os resultados e partidas ruins vieram a culminar os jogos nos quais se jogou só com 2 volantes, time desarticulado.
O problema é de sistema, imaginemos o sistema apropriado com todos os boatos que nada nem ninguém pode garantir a veracidade, mas tá imaginado? Certo, deixe eu dizer isso então, jogando assim com 3 volantes mais 4 no fundo ou o contrário não estariam esses assuntos ganhando essa dramaticidade tão desnecessária.
O problema nunca deve ser ganhar, jogar bem vem antes e o time joga mal não por que Zezinho tem manias horripilantes e Dudézinho Paraibano odeia Nego Manguarape, muito menos por que o treinador tem um problema em casa.
Esses problemas afetam e a ponto de muita gente com toda justiça pedir o boné e do problema ir tratar, mas isso é outra coisa.Caso o problema do Tite seja grave, deveria então caber a um superior pedir nem sua demissão, mas um afastamento com o Cleber Xavier treinando o time de maneira inteira que fosse.
Sabendo que o primeiro problema a ser cuidado vinha ali, na falta de volantes o Inter não fez nada. Pela direita era o Magrão as vezes Rosinei e Maycon. O Internacional trouxe o Glaydson, mas ele jogou até na função do Sandro. Pela direita me lembro dele contra o Palmeiras, 2×0 no Beira Rio nesse mesmo Campeonato Nacional e uma atuação com suporte defensivo do time inteiro no qual ele colaborou intensamente e propiciou aos jogadores de frente espaço pra jogarem.
Vi no Final Sports hoje um esboço de escalação pra amanhã contra o Barueri e me borrei perna abaixo. 4-2-4… Michel Alves ( um equívoco de avaliação ), Bolivar, Índio, Sorondo, Kleber e agora vem a barbaridade Sandro e Guiñazu aliás os 6 últimos citados já tem suas atuações comprometidas caso se jogue com Giuliano, bela revelação e Andrezinho que jogando mais pra frente se torna aceitável, depois jogam Taison e Bolaños. Os nomes tirando Michel Alves são de primeira linha, o problema é como estão arrumados ou desarrumados.
Repito, problemas pessoais trazem outras reações bastante mais óbvias, escalar um time aberto é outra coisa. Mais, parte do jogo do Fluminense e inteiro com o Coritiba com 3 atrás e uma linha de 4, o time funcionou… custaria insistir com o sistema que deu certo? Lá estavam os problemas do mesmo jeito.
Tite tem chefe, Fernando Carvalho que sempre encheu a boca ( pro meu gosto ) que gostava duma retranquinha. Em 2006 até a derrota no campeonato gaúcho o Internacional jogava tão aberto como de junho pra cá, era um 4-2-1-3. Perdido o regional até o final da Libertadores o time passa a jogar num 3-5-2, puro e campeão, ninguém me tira da cabeça, o conceito do time campeão é do Fernando Carvalho. No Japão e no vice do Brasileiro de 2006, inédito pra uma equipe que ia ao Mundial, 4-3-1-2 o Magrão da vez era o Alex, que depois achou sua função e como. Jogou só um tempo tanto no Al Ahly quanto no Barcelona, deu lugar a Fabian Vargas um dos responsáveis pelo título, fechou a meia cancha com Wellington Monteiro pela direita, Edinho no meio e ele Vargas na esquerda.
Carvalho sabe disso tanto quanto qualquer um, primeiro se defende depois se ataca. Se por um lado dar esporro, alegar a má perfomance do treinador em aspectos mais do que básicos devido a seus problemas pessoais, basta?
Nada é mais simples do que perceber os erros no time, os erros são simples não requerem truque nenhum pra consertar.
Agora se tem algo que é verdade sim e aí os problemas de convívio, desorganização de ambiente e problemas pessoais ganham influência e também ganham relevo quando ocorrem coisas dentro de um vestiário que a nossa vã filosofia…