Mas até 3.0

Cinco Motivos Pra Evitar O 5/9; Argentina 0×5 Colômbia

Publicado em Clássico, Copa Do Mundo, Escalações, Ficha Técnica, Futebol, História, Vídeo de gols por Sérgio Henrique Ribeiro da Silva em Setembro 8, 2009

Se no dia cinco que passou se viu o que se viu em Rosário, as memórias menos atentas com essa santa coisa que se chama futebol não atentaram pra um fato.

No mesmo cinco de setembro, mas de 1993, a Colômbia foi a Nuñez e fez 5 na Argentina, com direito a Maradona no meio da massa. Que inventem um feriado pro 5/9 proibindo futebol.

Os cinco motivos, colombianos todos, abaixo. Antes as escalações.

Argentina: ( 4-2-2-2/4-3-3/4-2-4 ) Sérgio Goycochea ( que foi a um programa de tv a noite com os 5 bem quentes na cabeça e um comentarista, ex jogador culpou ele ridiculamente pelos 5 gols. O comentarista era Jose Sanfilippo, El Nene, ídolo do Boca e mais ainda do San Lorenzo jogou no Bahia por 1 ano, pra evitar coisa pior Carlos Bilardo, surgiu do nada nos estúdios  insultando Sanfilippo e esfriando o Goyco ) os outros 10 eram Saldaña, Borreli, Ruggeri, Altamirano; Redondo ( Acosta ), Simeone, Leo Rodriguez ( Turco Garcia ), Ramon Ismael Medina Bello e Gabriel Omar Batistuta. Técnico: Alfio Basile.

Colombia: Mondragon, Herrera, Perea, Mendoza, Perez; Alvarez, Gomez, Valderrama e Rincon; Asprilla e Valencia. Técnico: Francisco Maturana.

Gols; Rincón 41, 62 depois Asprilla 49,69 e o trem Valencia aos 84

Ataque Preventivo No Pesquisão: River Plate

Publicado em Campeonato Argentino, Copa Libertadores, Escalações, Futebol, Vídeo de gols por Sérgio Henrique Ribeiro da Silva em Agosto 28, 2009

O Pesquisão de público foi um sucesso, tem quase 20 page views por dia sozinho. Mas a idéia em si foi um fracasso. Além de mim, só dois participaram, quase por que eu interroguei um ( Ricardo Cardoso de Lisboa que mandou do Benfica ) e o mais visitado do Fernando Gomes, fez do Corinthians. Ainda, além dos dois que eu já disse teve um do Boca Jrs, me falta o nome de quem mandou mas foi uma baita colaboração igual.

Por isso, parei pra pensar que eu mesmo poderia fazer o mesmo procedimento… http://sergiohrds.wordpress.com/2009/01/11/pesquisao-corinthians/

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Pra começar então decidi ir de River Plate. Por que sim, não tem nenhuma grossa razão. Melhor time histórico, maior jogo da história, derrota histórica do rival e ainda de novidade um jogo daqueles lá do fundo do baú.

As seleções históricas com Pedernera, Ferreyra, Carrizo, Losteau, Nestor Rossi eu quero deixar de fora. O que não tira nada deles e menos ainda  tira de mim, pra poder ser justo e chegar em um ponto de escolha honesto valorizar uns bons 30 minutos de video tape da antiga somada a história.

Di Stéfano que é tão antigo quanto os que eu citei como não sendo parte do time, faz. Do pouco que eu pude ver me deu a impressão de ser um sujeito que no futebol em slow motion dos anos 40 a 60 que jogou voava em campo, era inquieto e direto com uma capacidade impensada pra época, era um episódio a parte no jogo. Em um estágio mais avançado pra Daniel Passarella vale o mesmo, dele já pude ver mais de um jogo inteiro, entra e sem discussão.

Os melhores 11 – Angel David Comizzo; Gustavo Lombardi, Roberto Fabían Ayala, Daniel Alberto Passarella, Juan Pablo Sorín; Esteban Cambiasso, Lucho Gonzalez, Beto Alonso; Francescoli, Salas e Di Stéfano. Técnico: Ramón Angel Diaz.

Melhor partida: 2×0 contra o América de Cali em Nuñez, decisão da Libertadores de 1996 dois gols do Crespo, repara que no segundo ele ainda guri põe as mãos na cabeça como quem não acredita no que acabou de fazer.

Fiasqueira própria e recente, eliminação pro Caracas na primeira fase da Libertadores de 2007, 3×1.

A entregada do Boca do campeonato nacional de 2006 junto com todo tumulto contra o Chivas na Libertadores no ano anterior, empataram. Decidi colocar a vez do Estudiantes, foram 4 derrotas seguidas. Era só ganhar uma.

Boca 0×2 River Plate, River dá a volta olímpica na Bombonera. Jogo conhecido também como jogo do Beto Alonso e a bola laranja.

Zdenek Zeman

Publicado em Campeonato Italiano, Escalações, Ficha Técnica, Futebol, Historinha, Vídeo de gols por Sérgio Henrique Ribeiro da Silva em Agosto 3, 2009

Zdenek Zeman, tcheco mas que segundo ele é tão ou mais italiano quanto os prórpios, é um senhor personagem. Nada que ver com patifaria, fatos bizarróides colorindo a biografia, nada disso. É um sujeito interessante.

Como ele mesmo gosta de dizer, divertiu o público com suas equipes ( o Foggia de 1991 a 1994 em especial e depois com a Lazio e a Roma no final dos anos 90 ), pra ele o resultado era só um detalhe lhe dava mais gosto uma boa performance.

Desde sempre o 4-3-3 foi uma obsessão, tatuado na alma. Similaríssimo a César Luis Menotti nesta maneira de ver o futebol, com a feliz mania de nunca reduzir o futebol só a resultados, igualmente e infelizmente tem a mania de achar que todos aqueles que não seguem seus mandamentos são uns chatos, que não sabem nem que a bola é redonda, são os assassinos do jogo os reféns da questão econômica que sodomiza o futebol. Grossa bobajada.

No Foggia de Zeman, o espírito quase amador se fazia presente pro bem mas igualmente pro mal. Giuseppe Signori, ídolo no Foggia depois ídolo e emblema na Lazio, no Foggia jogava gordo. As equipes de Zeman até ele chegar ao futebol da capital, sempre foram de um preparo físico risível. Os métodos de preparação física eram os mesmos usados em esportes de quadra como o handebol.

Agora, quem quisesse ver partidas repletas de gols, linhas de impedimento muito bem ou mal executadas, um jogo plasticamente bem jogado ( os jogadores de Zeman tinham isso, sabiam jogar e muito ) marcação incessante sob pressão na saída do adversário, era incrível parece que Zeman levava um universo paralelo pra jogar na Serie A italiana. De fato, era divertido.

Mas as vezes saía pelo cano, o Milan de Fabio Capello em 1991/1992 enfiou 8 no Foggia. Existe outra derrota, essa injusta, um Roma 4×5 Inter. Marco Delvecchio teve um esforço comovente nesse jogo, saiu chorando no fim da partida.

Mas Zeman sempre falava ser um defensor intransigente do futebol e isso parecia uma frase solta, talvez a forma dos seus times jogarem estivessem sendo exaltadas. Mas não, era foi mais muito mais na verdade daí por diante ele vinha pra cutucar numa senhora ferida. Ao fim amarrou uma bomba atômica na cintura de seus destinos profissionais e explodiu. O que sim deixa aqui e o que tem de admirável sobre Zeman, ele é movido pelas suas convicções mesmo sabendo do preço que pode pagar, pouca  gente tem discernimento pra fazer isso, pra sequer entender do que se trata segurar o rojão ao fugir da manada.

Zeman

Zeman

Meteu o dedo na cara da Juventus, dizendo que o clube com mais influências excusas do futebol italiano dopava seus jogadores pra ganharem massa muscular. Deu como exemplo de Del Piero e Vialli surgiram magrinhos e no seu auge na Juve eram fortes pra mais de metro. Estourou um escândalo do dopping, o ( literalmente ) chefão do futebol na Juventus, Luciano Moggi abriu uma caçada a Zeman. Zeman batia pé e Moggi armava seu circo, com a força da Fiat, dona da Juve, usou a mídia buscando difamar a figura de Zeman, falhou.

Moggi ( com uma mão enorme da Fiat, dos Agnelli, Gianni Agnelli era bem vivo em 1998 ainda ) convenceu Vialli, Del Piero e Fabio Capello ( por seu prestígio, já que não tinha na época nenhuma ligação, exceto a de ex-jogador com a Juve ) a cada três palavras que dissessem, onde quer que fosse, uma seria contra Zeman.

Mas não falhou em conseguir que Zeman só treinasse outra vez na Itália seria em clubes de pequena expressão, negociou o boicote ao tcheco com muito esmero junto a todos outros clubes da Serie A.

Zeman ganhou de Moggi, Vialli, Capello e  Del Piero ação na justiça movida por estes.

Em 2006 vieram oficialmente à tona um dos maiores escandâlos da história do futebol italiano, dinheiro sujo em compra e venda de jogadores, compra de juízes, de jogadores pra entregarem partidas. A punição mais justa e que pegou mais pesado jogou a Juventus pra segunda divisão, com Luciano Moggi e seu filho sendo descobertos como artíficies de toda trampa.

Zeman nunca mais treinou um grande nacional, no fôlego final da sua carreira de treinador de primeira linha em 2000 treinou o Fenerbache e Napoli. Aliás na equipe napolitana treinou Edmundo e na sua estréia, quando usava a camisa de número 97. Na Serie A, nos últimos anos, treinou uma equipe do Lecce com Tiribocchi como destaque. A equipe ficou conhecida como a que fez 66 gols na temporada.

Foggia 2 x 8 Milan

Foggia: 1 Mancini, 2 Petrescu, 3 Codispoti, 4 Picasso (16 Kolyvanov), 5 Padalino, 6 Matrecano, 7 Rambaudi, 8 Shalimov, 9 Baiano, 10 Barone, 11 Signori. Técnico: Zeman.

Milan: 1 Rossi, 2 Tassotti, 3 Maldini, 4 Ancelotti (14 Fuser), 5 Costacurta, 6 Baresi, 7 Donadoni, 8 Rijkaard, 9 Van Basten, 10 Gullit (15 Massaro), 11 Simone . Técnico: Capello.

Roma 4×5 Inter

Gols, Roma: Totti, Paulo Sergio, Marco Delvecchio, Di Francesco.

Gols, Inter: Ronaldo e Zamorano duas vezes, Simeone.

Esporro e Problema Pessoal Não Desculpam Meia Cancha Capenga

De quase filho legítimo do Rolo Compressor, enfiando garganta adentro do rival 3 vitórias seguidas em clássicos e quando este ainda tinha um treinador, até virarmos um time confuso, esculhambado e que tá jogando no lixo a chance de disparar em um campeonato nacional que nos ofereceu umas quantas partidas não vencidas bem fáceis.

Não perdemos pro bom treinador, hoje líder do brasileiro que pegou seu time mais desacreditado que… que qualquer exemplo pra alguém em descrédito já levou nas costas. Perdemos pra um faceirista caricato um clássico, até isso… há 2,3 meses o Internacional vivia no céu e brigando cheio de razão com deus pra ver quem era o galo cinza lá em cima.

Nos surge uma derrota patética pro 4-2-4 Autuoriano, delivery pro São Paulo um 2×0 se permite o empate até certo ponto injusto.

Sendo uma equipe com a qualidade coletiva e individual do primeiro semestre é mesmo justo o surgimento de pilhas e mais pilhas de dúvidas  sobre o desempenho atual. Pior que perder pro Botafogo é ser parte da várzea vista contra o Botafogo, ajudar o Botafogo rebaixando-se a ele e construir aquela pelada de sábado.

Honestamente, falam em problema ( se é que existe problema nisso ) de noitadas… a noitada é 15 minutos antes do jogo? Não.

Eventualmente jogadores brigados? Suponho que deve ser mais prazeroso ao ambiente todos de bem, mas seguramente ambientes atritados nunca tiraram campeonato de ninguém.

Uma partida desse time assistida em 2008 comparando com 2009, o time de 2008, com o mesmo treinador e quase os mesmos jogadores quando se via com 2 volantes imediatamente formava uma linha de 4 no meio. Solidez defensiva era uma obsessão no Tite de 2008, sejamos justos do início do brasileiro também. Esse time  ficava com um volante menos devido a deficiência defensiva apresentada pelo Magrão, que com a bola no pé chega bem na frente, por ali no lado direito do losango se via o único ponto fraco realmente comprometedor do time.

Em 2009 já na semi final com o Coritiba onde fem um gol, Andrezinho, que não tem culpa de ser posto de volante, torna o time vulnerável não defende e por tabela e também pelo axioma mais óbvio do futebol: Quem perde meia cancha não faz nada, nem ataca nem defende. Verdade em defesa do volantismo do Andrezinho, ali jogou contra ninguém mais que o Estudiantes na finalíssima da Sul Americana no Beira Rio cobrindo a expulsão do Guiñazu em La Plata e foi muito bem.

A questão da queda de produtividade não passa nem perto de temas anímicos, se tratam de furos na sua meia cancha, vazia, que fazem do Internacional de hoje um time manco e sem nenhuma consistência defensiva, não precisa chutar a porta do vestiário como fez Fernando Carvalho, muito menos buscar o aparelho de choque. Desde quando começaram os resultados e partidas ruins vieram a culminar os jogos nos quais se jogou só com 2 volantes, time desarticulado.

O problema é de sistema, imaginemos o sistema apropriado com todos os boatos que nada nem ninguém pode garantir a veracidade, mas tá imaginado? Certo, deixe eu dizer isso então, jogando assim com 3 volantes mais 4 no fundo ou o contrário não estariam esses assuntos ganhando essa dramaticidade tão desnecessária.

O problema nunca deve ser ganhar, jogar bem vem antes e o time joga mal não por que Zezinho tem manias horripilantes e Dudézinho Paraibano odeia Nego Manguarape, muito menos por que o treinador tem um problema em casa.

Esses problemas afetam e a ponto de muita gente com toda justiça pedir o boné e do problema ir tratar, mas isso é outra coisa.Caso o problema do Tite seja grave, deveria então caber a um superior pedir nem sua demissão, mas um afastamento com o Cleber Xavier treinando o time de maneira inteira que fosse.

Sabendo que o primeiro problema a ser cuidado vinha ali, na falta de volantes o Inter não fez nada. Pela direita era o Magrão as vezes Rosinei e Maycon. O Internacional trouxe o Glaydson, mas ele jogou até na função do Sandro. Pela direita me lembro dele contra o Palmeiras, 2×0 no Beira Rio nesse mesmo Campeonato Nacional e uma atuação com suporte defensivo do time inteiro no qual ele colaborou intensamente e propiciou aos jogadores de frente espaço pra jogarem.

Vi no Final Sports hoje um esboço de escalação pra amanhã contra o Barueri e me borrei perna abaixo. 4-2-4… Michel Alves ( um equívoco de avaliação ), Bolivar, Índio, Sorondo, Kleber e agora vem a barbaridade Sandro e Guiñazu aliás os 6 últimos citados já tem suas atuações comprometidas caso se jogue com Giuliano, bela revelação e Andrezinho que jogando mais pra frente se torna aceitável, depois jogam Taison e Bolaños. Os nomes tirando Michel Alves são de primeira linha, o problema é como estão arrumados ou desarrumados.

Repito, problemas pessoais trazem outras reações bastante mais óbvias, escalar um time aberto é outra coisa. Mais, parte do jogo do Fluminense e inteiro com o Coritiba com 3 atrás e uma linha de 4, o time funcionou… custaria insistir com o sistema que deu certo? Lá estavam os problemas do mesmo jeito.

Tite tem chefe, Fernando Carvalho que sempre encheu a boca ( pro meu gosto ) que gostava duma retranquinha. Em 2006 até a derrota no campeonato gaúcho o Internacional jogava tão aberto como de junho pra cá, era um 4-2-1-3. Perdido o regional até o final da Libertadores o time passa a jogar num 3-5-2, puro e campeão, ninguém me tira da cabeça, o conceito do time campeão é do Fernando Carvalho. No Japão e no vice do Brasileiro de 2006, inédito pra uma equipe que ia ao Mundial, 4-3-1-2 o Magrão da vez era o Alex, que depois achou sua função e como. Jogou só um tempo tanto no Al Ahly quanto no Barcelona, deu lugar a Fabian Vargas um dos responsáveis pelo título, fechou a meia cancha com Wellington Monteiro pela direita, Edinho no meio e ele Vargas na esquerda.

Carvalho sabe disso tanto quanto qualquer um, primeiro se defende depois se ataca. Se por um lado dar esporro, alegar a má perfomance do treinador em aspectos mais do que básicos devido a seus problemas pessoais, basta?

Nada é mais simples do que perceber os erros no time, os erros são simples não requerem truque nenhum pra consertar.

Agora se tem algo que é verdade sim e aí os problemas de convívio, desorganização de ambiente e problemas pessoais ganham influência e também ganham relevo quando ocorrem coisas dentro de um vestiário que a nossa vã filosofia…

Estudiantes 0 x 0 Cruzeiro; 1ª Final Copa Libertadores

Publicado em Copa Libertadores, Escalações, Ficha Técnica, Futebol por Sérgio Henrique Ribeiro da Silva em Julho 9, 2009

Foi como se esperava, disputado mas não se esperava gols de contra ataque perdidos como o Cruzeiro perdeu. Se é verdade que o Estudiantes babou de cansaço nos últimos 15 minutos finais é também verdade que a paciência do Cruzeiro aflorou esse cansaço. Duas coisas sem explicação, a simulação de festa rave antes do jogo e o cano que estourou atrás do gol que prometia encharcar a área.

Se emparelharam os dois, Adílson e Zabella com um 4-4-2 pra cada lado, no primeiro tempo o Estudiantes tinha vitórias coletivas que lhe garantia chances de gol em lances circunstancias, faltas, chutes de longa distância até chegar o tipo de lance que não se joga fora em um jogo desse… a Gata Fernández teve entre o passe pra um companheiro fazer por ele e o gol de autoria própria, não se decidiu no tempo correto e Leonardo Silva apareceu entre qualquer opção útil pro ex River.

Já o Cruzeiro no primeiro tempo não chegou, um chute tímido do jogador que estava pelo setor no qual mais se expunha o time defensivamente, Ramires, por onde jogava se deu a dupla troca do Estudiantes tirando Benitez e Fernandez por Nuñez e Salgueiro pra trocar o gás naquele lado e ali naquele único espacinho seguir tentando alguma coisa. Se o Cruzeiro tinha o defeito do lado direito, genericamente marcava muito bem com muita autoridade, foi um time firme.

O desastre que foi Ramires sem a bola deixando Jancarlos e Anderson expostos, serviu pra anular individualmente Benitez, mas igual, ali ficou um rombo. Mesmo rombo que deixava Ramires por onde passasse com a bola. Braña e Ré foram com quem mais competiu, motivos logísticos, com os que  marcavam pela esquerda, Ré, ex Newell´s e ex dono de uma cabeleira horrenda, lateral que saía pouco assim como Celay pela direita e Braña centro médio incansável fiador de Verón muitas vezes. Contra Ré e Braña Ramires apareceu muito bem, foi por ali que se deu o protagonismo do Cruzeiro no final do jogo.

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Justamente de ter resistido ao Estudiantes no segundo tempo, tendo a atuação do sistema defensivo tomando corpo no partidão que fez o Fábio em lances de escanteio e bolas alçadas na área, entre elas uma pedrada de cabeça do Schiavi que com Desábato fez muito boa partida e ainda no primeiro tempo dois chutes do Verón. Pra lembrar de mais um, grande destaque do time de Sabella, Pérez pelo time de La Plata incansável, movediço, fundamental.

Grandes atuações de sistemas defensivos em jogos decisivos, chegam de mãos dadas com gols e essa atuação só não foi acompanhada de gols por que houve erros atípicos de conclusão. Eram lances de contra ataque o Estudiantes nem nenhum time no mundo tem capacidade pra se livrar de um contra ataque, com a goleira aberta Kleber jogou fora o mesmo que já botou pra dentro antes, quando um bom jogador perde um gol incrível é um erro de convívio mais tranquilo, erro que se não vira desculpa pro próximo  humaniza a regularidade do talento.

Um time maduro, com muita firmeza, experiência, disciplina, maturidade do jeito que o Estudiantes tem não vai se ver perdido no jogo da volta, não que essas qualidades faltem ao Cruzeiro quem chega onde chegou e joga o que tá jogando faz mais de ano tem essas qualidades.

A falta de qualidade dos atacantes do Estudiantes poderá ser atenuada pois é provável que surjam espaços, caso seja esse um jogo de bafo do Cruzeiro terminará deixando o contra ataque a feição do rival aconteça na próxima partida. Mas que se leve em conta isso é um chute de um panorâma pro próximo jogo, nunca se pode esquecer que o treinador do Cruzeiro é um detalhista, conhece futebol e pode também prôpor um jogo de concessão de poucos espaços e anulação do rival o que seria até bastante mais correto.

Justo lembrar, o Estudiantes foi somente ameaçado quando contra atacado, na execução de seu sistema de jogo as falhas são individuais, Fernandez e Boselli destoam um pouco é verdade mas muito menos são dois desgraçados. Quando defende esse time não mostra furos grosseiros é aí que tem pra si uma vantagem. Esse mesmo time cansa de perder toda essa unidade na forma de jogar antes do final das partidas, dos 35 do segundo em diante apagam a luz, e não tem estado anímico que faça o pulmão véio funcionar se ele já tá pedindo arrego aos 35 do segundo tempo de todo jogo, ponto pro Cruzeiro.

Estudiantes ( 4-4-2 ) Andújar; Celay, Schiavi, Desábato, Germán Ré; Peréz, Braña, Verón, Benítez ( Nuñez ); Fernández ( Salgueiro ), Boselli. Técnico: Alejandro Sabella

Cruzeiro ( 4-4-2 ) Fábio; Jancarlos, Anderson, Leonardo Silva, Gérson Magrão ( Fabinho ); Ramires, Henrique, Marquinhos Paraná, Wágner; Kléber, Wellington Paulista. Técnico: Adílson Baptista

Fala Que Eu Te Escuto, Se Der Respondo… Euro 96, 1ª fase, Inglaterra 4×1 Holanda

Publicado em Escalações, Eurocopa, Fala que eu te escuto... se der respondo, Ficha Técnica, Foto, Futebol, Vídeo de gols por Sérgio Henrique Ribeiro da Silva em Julho 7, 2009

Essa Euro de 96, décima da história, aparentava ser uma espécie de redenção no campo dos resultados do futebol inglês. A liga nacional saindo do malditismo, jogadores vindos do time semi finalista no mundial de 90 de muita identificação com o público local: Stuart Pearce, David Platt que era reserva no Euro 96 mas vivia entrando é bem verdade e Paul Gascoigne além de Alan Shearer, da geração de 96 que sempre desandou a meter gol com a seleção no Newcastle mas se afirmou aqui. Mesmo sem título pra Inglaterra que caiu outra vez como em 90 contra a Alemanha e nos pênaltis.

Shearer, Sheringham, Mcmanaman, Ince, especialmente Gascoigne e Anderton mais o fato de ser um time treinado pelo Terry Venables que muitos vieram a conhecer quando treinou o Barcelona bem antes da seleção.

Por sua vez, a Holanda que já era treinada pelo Guus Hiddink não era nem sombra do time que poderia tranquilamente ser campeão do mundo em 98, perdendo no mundial por um motivo que vai além do Sobrenatural de Almeida, a grande figura que nunca existiu. A Holanda ter sido a 4ª colocada em 98 tem uma explicação bem mais simples que qualquer conexão meta futebolisca, o fato de uma Copa do Mundo só permitir um único campeão.

Aqui, nesse jogo, a coisa se deu de uma forma bem simples Venables amarrou a Holanda trancou todo jogo pelos lados e de passe curto dos holandeses, atacou desgastando o rival a partida só foi a 4 depois do segundo tempo.

Flyer entregue no estádio

Flyer entregue no estádio

Inglaterra ( 4-4-2/4-3-1-2 ) Seaman; Gary Neville, Tony Adams ( capitão ), Southgate, Stuart Pearce; Ince ( Platt ), Mcmanaman, Anderton; Gascoigne; Shearer ( Fowler ) e Sheringham ( Barmby ). Técnico: Terry Venables

Holanda ( 3-3-1-3 ) Van der Sar; Reiziger, Blind ( capitão ), Bogarde; Winter, Ronald de Boer ( Kluivert ), Witschge ( de Kock ); Seedorf; Jordi Cruyff, Hoekstra ( Cocu ) e Dennis Bergkamp. Técnico: Guus Hiddink

Gols: Inglaterra, Shearer e Sheringham 2 cada. Holanda: Kluivert

PS: Flyer entregue só com 4 libras a menos no bolso.

Palmeiras 6×1 Borussia Dortmund; Copa Euro América 1996

Publicado em Escalações, Ficha Técnica, Futebol, Vídeo de gols por Sérgio Henrique Ribeiro da Silva em Maio 18, 2009

Esse campeonato com os gols, escalações e uma lembrada das coisas foi em 1996. O Palmeiras foi campeão de um torneio que caiu no esquecimento, a Taça Euro América. Ou Copa Euro América, dá lhe esquecimento.

Palmeiras; Velloso, Gustavo, Sandro (Cláudio), Cléber (Tonhão), Júnior, Galeano, Cafu, Ósio (Elivélton), Rivaldo, Müller, Luizão (Wagner) – Técnico: Vanderlei Luxemburgo

Borussia Dortmund: Debert, Schimdt, Sammer, Krustok, Reuter, Freund, Moller, Reinhardt, Itterlich, Riddle (Herrlinch), Chapuisat Técnico: Ottmar Hitzfeld

Era 1996, o Borussia Dortmund foi filho de um dos últimos anos fenômenos de antes do mundo assistir até 3ª divisão da Itália pela televisão. Era um time de jogadores conhecidos, Moller, Reuter, Julio Cesar, Chapuisat, Sammer ( Julio Cesar foi o primeiro brasileiro a ser chamado de Imperador, quando jogava na Juventus ) mas não era conhecido como por exemplo, pilhas de times europeus hoje são, era um conhecimento menos difundido, causava um assombro maior do que a bola do time, não era o caso.

Esse mesmo time do Dortmund ganhou da Juventus uma Champions League, depois ganhou do Cruzeiro no Japão por 2×0, em 1997 os dois títulos. Nessa ocasião o Cruzeiro cometeu uma barbaridade, desmanchou um time titular e campeão. Não contente, implantou Bebeto, Gonçalves e Donizete Pantera no seu time pra jogar só esse jogo. Nelsinho Baptista era o técnico na Interncontinental, na Libertadores o homem que acabou de abraçar uma bomba atômica, Paulo Autuori, foi o técnico. 

Por sua vez, o amontoado de craques da Seleção do Brasil que tinha o Palmeiras empilhava campeonatos regionais, goleadas no Rio Branco de Americana e por viver em um centro de grande repercussão, amassar o Mogi Mirim lhe garantia status de time histórico. Era um time que não defendia, atacava com força por qualdiade dos seus jogadores muito mais do que qualquer outra coisa. Talvez a imprensa brasileira amasse esse time era isso, craques jogando como se estivessem na rua. Especialmente na fase com Carlos Alberto Silva de técnico. Foi bi campeão nacional (  também Estadual, rompeu a seca de campeonatos ) quando tinha os pés mais no chão, times mais equilibrados em 93/94.

Por mais paradoxal que seja, mas não é, quem lembra das caídas do Palmeiras frente ao Grêmio nessa época entende. Eram ótimos jogadores, mas um time com jogo coletivo de quinta que deitou e rolou pois na época a concorrência no Brasil era muito fraca. Fosse um time, ordenado, organizado como era o Grêmio e que tinha valores individuais bastante discutíveis, o Palmeiras de 95 em diante faria história tranquilamente. Ou por acaso Paulo Nunes que ganhou muito mais coisas importantes no Palmeiras era mais jogador que o Muller, só pra dar um exemplo? Por favor… nem a mãe do Paulo Nunes acha isso. Nem a torcida do Grêmio, mais delirante e histriônica que qualquer amor materno acha isso.

Como todo time de talento na frente, se te pega de jeito, te mata. E foi o que aconteceu com o duzentas mil vezes melhor time do Dortmund, foi pego, veio ao Brasil de má vontade, com gente passando mal devido ao calor… mas honestamente a falta de vontade aliada com o estrago que o clima fez nos alemães não dizia respeito ao Palmeiras que fez 6 e podia ter feito mais.

Campeonato Brasileiro 1994; Internacional 3×1 Paysandu

Publicado em Campeonato Brasileiro, Campeonato Gaúcho, Colorado, Escalações, Ficha Técnica, Futebol, Vídeo de gols por Sérgio Henrique Ribeiro da Silva em Março 4, 2009
Camisa de 94

Camisa de 94

Nem vaca pra ficar magra tinha, era o ano em que o Inter que foi treinado pelo Falcão, não durou muito e contra o Paysandu já era o Claudio Duarte o técnico. Tão feia tava a situação que nesse jogo o zagueiro pela esquerda do Inter foi o Adílson, que quebrou ou quebraria a perna no mesmo período, é hoje técnico do Cruzeiro. Tinha o Leto, do Carrossel Capira do Mogi  Mirim também que entrou durante o jogo. Aliás o único desse time que não passou pelo Colorado foi justamente o melhor, Rivaldo. Valber em 96 também passou. Ainda nessas, o Dinei do Inter é o mesmo que se formou no Corinthians, a escaçalação abaixo dessa bem claro.

Inter ( 4-1-3-2 )

Sérgio; Winck, Argel, Adílson ( Alex Bach ), Robson Martins; Anderson; Luiz Fernando Souza ( Leto ), Caíco, Luiz Fernando; Mazinho Loyola e Dinei. Técnico: Cláudio Duarte.

Paysandu ( 4-2-2-2 )

Ferreira ( expulso );  Biro Biro, Edson Santos, Augusto, Cláudio; Oberdan, Chiquinho, Rogério Lage, Flávio Goiano; Mirandinha ( Mauricio, goleiro ) e Antônio Carlos. Técnico: Tata

Faixa Nobre Do Esporte;Cruzeiro 3 x 0 River Plate; Final Supercopa 1991

Publicado em Bizarro, Escalações, Ficha Técnica, Futebol, Supercopa, Vídeo de gols, Ê TV por Sérgio Henrique Ribeiro da Silva em Fevereiro 23, 2009

supercopa91aTeve um tempo que noite, no caso das 20 em diante, na TV Bandeirantes não tinha merda nada de agiotas da bíblia conversando com Jesus Cristo, transformando airton em FIGUEROA, caso sua pregação/blasfêmia, fosse futebol. Ou ainda, uma grade de programação com rotatividade maior que a de público de motel.

Era a época da Faixa Nobre do Esporte, começava depois das 20, apresentado por Elia Junior e Simone Melo. Elia Júnior o mesmíssimo que narrou uma corrida de autorama certa vez. O programa passava muito futebol mas também contava com momentos bizarésimos, um deles se deu no auge do futebol colombiano. Farid Mondragón, virou mais que fã do programa que assistia pela parabólica, virou fã e ficou com uma queda pela apresentadora Simone Melo. Um dia do nada, Elia Junior comenta no meio do programa, do nada mesmo, ” tem ligação? “, pelo telefone Mondragon se identifica e sai dando tiro pra tudo que é lado. Com insistência digna dos… insistentes… convidava Simone pra sair, perguntando se ela tinha namorado, por que ele tinha se apaixonado por ela pela tv, assim na cara dura: ” Un chantarcinho, dançá un zámbiña nê? ”. Antes de de sair do ar, o goleiro ( era bom goleiro ) avisou que ia deixar o telefone dele com a produção. Sem graça e dando risadas tímidas, Simone contou pra ele que acabava de ter ganho uma emgalagem do café, que patrocinava o programa. E… de graça ( !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! ).

Mas nem só de momentos rídiculos o programa vivia, esse jogo abaixo, era um trâmite pro River Plate, fez 2-0 no Cruzeiro na primeira partida final da Supercopa ( fora do Brasil, conhecida como Supercopa João Havelange também ) em cima do Cruzeiro dentro do Monumental de Nuñez. Bastava não tomar 3 gols na volta dentro do Mineirão, tomou. Depois de ganhar no Monumental por 2-0, com gols de Rivarola ( não, não é aquele que foi do Palmeiras, também zagueiro ) e Higuaín aos 45 do segundo tempo ( pai dos dois Higuaín, do Independiente e do Real Madrid, mas este zagueiro ) com um time de bastante qualidade e que tinha potencial pra fazer um gol e conseguir o título de campeão.

Parando de ensebar.  O Cruzeiro treinado por Enio Andrade num partidaço do Charles e 2 gols do Mario Tilico deu a volta no placar e ganhou a Supercopa de 91.

Cruzeiro ( 4-3-3 )

Paulo César, Nonato, Adilson, Paulão e Célio Gaúcho, Ademir, Boiadeiro e Luiz Fernando (Macalé), Charles e Marquinhos. Técnico: Enio Andrade

River Plate ( 4-1-3-2 )

Comizzo; Gordillo, Higuaín, Rivarola, Carlos Enrique; Hernán Díaz, Astrada, Zapata, Borrelli; Medina Bello y Ramón Díaz. Técnico: Daniel Passarella

Muitos dos que jogaram aqui, seguem no futebol, vou de memória tentar lembrar alguns: Comizzo foi goleiro do River até depois dos 40 ( voltou com 40 depois de um exílio longo no futebol mexicano ). Gonzalo Higuaín é conhecido por Pipita pois seu pai é o Pipa.Hernán Diaz asssistente de Leonardo Astrada também desse time e hoje técnico do Estudiantes. Ramón Diaz e Passarella são os mais exitosos como técnicos, Ramón acabou de ser demitido do América do México e Passarella estuda administração esportiva na europa pra em 2009 ser presidente do River.

Meu desconhecimento do paradeiro correto do Cruzeiro me fazem deixar em branco a parte deles.

gremio 1 x 2 SC Internacional; Campeonato Gaúcho 8/2/2009

Publicado em Campeonato Gaúcho, Clássico, Colorado, Escalações, Ficha Técnica, Futebol, Vídeo de gols por Sérgio Henrique Ribeiro da Silva em Fevereiro 9, 2009

Outra vez… agora já são 21 vitórias a mais em um clássico, se Milan e Ancona fosse clássico talvez tivesse aí um jogo com histórico pra pegar parelho.

O único clássico do mundo no qual existe essa diferença. Em quase 400 jogados, este passado foi o 374, existe um abismo de 21 vitórias a mais pro Internacional.

Depois de um primeiro tempo com sorte pelo gol de começo porém horrendo e desguarnecido na sua defensiva, o Internacional se arrumou na etapa final e tomou um golinho criminoso numa cagada mais que perdoável do Índio. Tem crédito pra entregar mais uns 45 bilhões de gols assim. A contundência no fim venceu, aproveitando suas chances em um contra ataque que Taison puxou voando pra dar o gol pro Nilmar. O Internacional seguiu a rotina de vitórias em clássicos.

Só o que desandou foi o comportamento juvenil da direção e comissão técnica do gremio depois do jogo, uma coisa é se indignar, outra não aguentar mais perder do rival sistematicamente, já Celso Roth mandando bater não é novidade mas é repulsivo. Alguém esqueceu do episódio dos microfones? Agora, isso não dá motivo pra ataques baixos, de uma vileza de gente despreparada e pouco madura que só valem a resposta do Assessor de Futebol e ex-Presidente do Internacional, Fernando Carvalho sobre o assunto: ” No gremio se ganha, se empata e se é roubado pela arbitragem “.

Grande jogo do Marcão, Indio apesar da falha, Alvaro, Taison, D´Alessandro e decisivo como sempre Nilmar. Danilo Silva também boa surpresa, contra a Ulbra quinta feira tinha entrado bem, Kleber já deu boas mostras mesmo em tão pouco tempo, não ter arrebentado o chanchito no meio não preocupa ele ainda vai fazer isso e bastante.

Internacional (4-2-3-1/4-2-4/4-3-3): Lauro; Danilo, Índio, Álvaro e Marcão; Magrão, Guiñazu, D´Alessandro (Kléber) e Alex (Andrezinho); Taison e Nilmar (Danny Morais). Técnico: Tite.

Grêmio (3-4-2-1/3-3-2-2): Vitor; Léo, Rever e Rafael Marques; Ruy, William Magrão (Adilson), Diogo (Jonas), Souza, Tcheco e Fábio Santos; Alex Mineiro. Técnico: Celso Roth.