1° de Abril, 1964
Atrasei um dia e nem vale dizer que é sacanagem só por que era o primeiro de abril. Sacanagem foi o que fizeram os conluíos do capital estrangeiro, de braço dado a política exterior dos EUA como uma criança pequena anda com o pai na rua. As vezes o papel se inverte, mas não é comum. Os financiadores se travestem de seguranças e garantidores do processo de dominação seja política ou economica.
Os militares viabilizavam isso pelo continente latino americano todo, seja Strossner, Banzer, Pinochet, Massera- Viola- Videla. Dessa vez, pelo menos agora é oportuno que se lembre de Golbery que nunca foi chefe mandante mas fez seu estrago.
O Gênio da Raça como na época disse o Gláuber Rocha e ganhou pecha de maldito pela enésima vez na vida e dessa muita injustamente. Pra ganhar dignidade pública, pra recuperar moral público só depois daquilo que todo homem com a vida pública relevante termina fazendo. Morreu, as pessoas amam um corpo morto, o morto é um bicho muito do sábio.
A única grade herança da primeira e única matriz política brasileira, o Trabalhismo, com formação de bases eleitorais, porém não quadros, a inexistência dentro da Sociedade Civil Brasileira organismos que dessem respaldo a uma continuidade do regime democrático se fez ser vista.
Chegando na época em que foi presidente, Jango. Houve a construção de Brasília, cara, talvez até demais. Também não é menos verdade que a economia, pós Legalidade, em 61 ia mal. Mas se prometia uma cura com as reformas de base postas em ação. Era viável, plenamente.
Isso é muito bom de se notar, eleitores em base eleitoral sim, ptbistas de origem, mas não gente que vinha de organizações da sociedade civil, mas não sindicatos, o eleitor-civil se esgota em si, o problema todo fica sendo é quando as idéias mudam com o contexto e aí são sobrepostas, surgem novas formas de pensar, ou estas mesmo ainda se desgastaram esse é o lugar onde o partido deveria ter força, a forças que aglutinou nas mais distintas cearas da sociedade. Uma força política simplesmente as vezes não tem capacidade de penetreção em algum lugar, se for por si só.
Durante muito o finado PTB ( nada que vez com esse do Roberto Jefferson ) pode sim pegar seus panos podres e apontar o dedo pra 64, mas quem era o herdeiro político do Getúlio no nordeste? No norte?.
No Rio Grande do Sul existem famílias que dizem ” Eu votei no Getúlio eu no Jango e eu no Brizola “. Particularmente já ouvi e muito isso, me parece interessante. Mas a urna discorda, pra ela é muito pouco. O fenômeno do trabalhismo que construíu o país deixou tudo prontinho, assim como não deixou herdeiros relevantes.
No que diz respeito a ao fato que deu notoriedade mítica pro Brizola de quando aconteceu até a eternidade, A Cadeia da Legalidade. Reação armada a uma circunstância, “ Vão Nos Jogar Bomba “. O pensamento tem que ser posto na sua circunstancia, o mundo vinha da Argélia sobrevivendo a França, o Vietnam sobrevivendo a esta mesma França e depois os Estados Unidos. A Baía dos Porcos, a resistência no Equador em 54, ainda mais o Bogotazo no final dos anos 40.
1955 Pedro Eugenio Aramburu manda matar um número incontável de pessoas, no Massacre da Praça De Maio. No Rio Grande do Sul debaixo da liderança de Lionel Brizola se aguentou um golpe no qual o presidente, Jânio Quadros, que já tinha renunciado, tinha tudo armado, Jango na China não chegava no Rio a tempo, além do mais no Rio todos os aeroportos tinham pilhas de milicos esperando pra prender ele.
Pois veio e veio pelo Sul, primeiro no Uruguay depois Porto Alegre até que o Presidente João Goulart volta da China, e a solução pro impasse político criado. Jango tinha garantida a presidência, mas como? A direita propunha, PDS mais PTB = República Parlamentarista, Jango segue presidente e Tancredo de Primeiro Ministro. Proposta aceita, mas teve uma resistência.
Era sabido e ressabido que mantendo a volta do presidente que setores conservadores e que não aguentavam mais o tal do povo se dando bem, Jango vira inimigo. Era um período no qual a ação belicosa, na sua grossa maioria das vezes, não era belicosa por si, visava atingir um propósito político, de domínio de poder.
Sabendo que era impossível perguntar 1 a 1 das mais altas patentes do exercito, quem era traíra e quem não, quem conspirou pra derrubar o presidente e quem não. Diz se que Brizolaa queria eliminar, com perda da patente, todos envolvidos na conspiração. Pro Jango pareceu exagerado e nunca se pode esquecer, era um conciliador. Brizola não, queria até em momento de maior exaltação a execução dos traidores, pena capital, via em 61 o governador gaúcho a única chance de se impedir qualquer golpe posterior, ele tava coberto de razão. Mas o presidente era o Jango, não ele.
Do 1º de Abril de 1964 em diante, apagam a luz. Golpe e suas consequências mais latentes: AI-5, Médici, Rede Globo crescendo com aporte financeiro da Time Warner, falta de sofisticação e apoio popular pra ir pro conflito direto, armado contra o exército daqui. De 64 em diante são gestadas muitas piores chagas da história recente brasileira.
Um sistema economico que cresceu só pra a torcida ver, o Milagre Brasileiro, pra falar a grosso modo pegava alguém com hipotermia e atirava em fogo ardendo. A educação, legado trabalhista, começa a ser sucateada. Grandes obras inúteis, como campos de futebol, os Elefantes Brancos até além do Raio Que O Parta, estradas que eram grandes, feias e mal acabadas ( como a filha do…. ). No governo Médici, o Brasil se agarra de vez na mão da miséria, descuido com tudo aquilo que deve ter de básico cuidar de gente, é pra isso que se vai gerir um estado, certo? De um Estado e o pior, aqui que a violência de Estado sem sentido, criminosa, cuja primeira lição que deixa a um policial, findo regime é: ” Puta merda, acabou bater em comuna, viado e negrão e sair livre? Posso facilitar pro dono dessa boca trabalhar e fazer em um dia o que faço num mês “.
Mas seria de uma estupidez do tamanho do mundo achar que simplesmente por ser militar alguém não vá prestar. Saindo Médici e a muito contragosto da Junta Militar, vindo Ernesto Geisel, ao contrário do Pinochet, dos 3 patetas na Argentina ( Viola, Videla, Massera ) era nacionalista, pra economia também. Fernando Henrique Cardoso, analisando unicamente o aspecto economico do seu governo, foi bastante mais desumano que Geisel.
Sejamos justos, ele não é menos assassino nem menos desprezível que os outros. O fato de não ficar pensando em matança 24 horas por dia, não abona ele. Na política externa, existem feitos interessantes de Geisel, que já percebia como era impossível sustentar o Regime.
Entre os feitos estão, o reconhecimento de Angola como um país, abrir relações diplomáticas com a China e revogou o AI-5, essa última obvio implicando no tema da Anistia, que eu acho, vou encher tela demais falando nos dois.
A figura do sucessor do Geisel, Figueiredo ( era torcedor do San Lorenzo de Almagro ) é a perfeita imagem de uma instituição que tá doida pra ir embora. Um sujeito que diz que prefere sentir cheiro de merda no lugar de sentir cheiro do povo, deixa bem clara a escolha de um grosso contingente de militares é justamente pra que passem a voltar a lidar com temas militares, não de todo Estado.
Mas quando digo isso, digo por que se desgastaram, se não houvesse desgaste, e tudo como no auge do Milagre, fato que faz muita gente justificar um suposto gosto pela ditadura. ” Minha carteira tinha mais dinheiro, comprei um carro, isso é o mundo perfeito. ” Não houvesse desgaste, político de grana mesmo, o negócio agora os Contras, o Irã e fechar o caixão da União Soviética, vindo de todas as partes a operação condor começava a cair e não era nem de perto uma das grandes prioridades do Governo Reagan.
A volta pra democracia, ao cabo se dá mediante circunstancias conciliadoras, e com concessões feitas por parte de torturadores e torturados, como é de hábito histórico brasileiro. As costuras e acordos feitas de 83 a 85 no qual Tancredo desmonta a Arena e deixa Paulo Maluf e Mario Andreazza lá sozinhos, mais Maluf que em 83 se candidata prefeito de Santos e faz 1% mísero dos votos.
Tancredo, com mais protagonismo sobre seus pares, faz os bichos mais espertos lá de dentro saírem correndo. Sarney, Marco Maciel, ACM, foram os primeiros de acordo com seus desacordos a vazarem, Sarney indo pro PMDB, Maciel esperando o PSDB nascer e ACM junto com Bornahausen lembrando assim, dois nomes fizeram o PFL, atual DEM.
A Anistia foi ampla geral e irrestrita, ela não diferencia torturador de torturado. A reconstrução democrática do país, terminou ( literalmente ) com Mário Andreazza, que foi o candidato contra Tancredo na eleição colegial e colocou um eterno lacaio da ditadura, José Sarney como vice. Vice que nunca foi, o primeiro mandante do executivo democrata é um sujeito que não está conforme com ele. Mas honestamente, esse tio, como tantos outros tão cagando pilha pro regime, dá um caneta e dá uma poltrona e tudo que se assina ali se transforma em poder, assim tu tem um Marimbondo de Fogo feliz pra sempre.
Ah, o Golbery era o Gênio da Raça mesmo. Mas não era nem mãe nem puta, ele não pariu isso tudo sozinho
Se Fudeu! Bem Feito

A carniça feita pelo Estado de Israel rendeu dividendos eleitorais aos Sionistas. Tzipi Livni, da situação, tinha uma eleição complicada. É herdeira política do Mais Que Corrputo Ehud Olmert. Até os eventos do final do ano passado e começo desse, em Gaza. A barbaridade em Gaza deu votos e como, pra todos os partidos historicamente racistóides e beligerantes. O Kadima, partido de Livni, ganhou a eleição parlamentar com uma cadeira a mais que o Likud do Ex Premiê Benjamin Netanyahu.
Mas quando se diz que uma situação como a de Gaza, quando exposta até o último nervo, abriu flanco pra toda sorte de gente ganhar um pouco de refletor é toda sorte de gente mesmo que se fala.
Gente como Avigdor Lieberman, líder do partido de ultra direita Israel Beiteinou. Não fosse dotado de uma maldade repelente, não metesse a mão no erário como um porco que deixa a unha do dedinho crescer pra coçar a orelha e ainda por cima fosse desprovido de qualquer tipo de humanidade seria um sujeito eminentemente cômico, nada além disso. O problema é que o partido de Avigdor Lieberman ficou em terceiro na eleição pro parlamento isarealense, acabou sendo o fiel da balança entre o Kadima e o Likud. Essa gente, como Lieberman, tem muita graça até ficar importante e com representatividade na política real, se atirados pro ostracismo que merecem viver e suas aparições fossem dependentes da vontade de humoristas, melhor, aí sim seriam toleráveis.
Faltando o apoio de Lieberman concedendo duas cadeiras de vantagem para o Kadima ou empatando tudo caso apoiasse o Likud e lhe desse uma garantia igualdade ( só matemática, nos empates, a cadeira a mais do Israel Beiteinou de Lieberman pesaria ) entre Kadima e Likud. O Primeiro Ministro seria nomeado pelo presidente Shimon Peres o Likud desperta mais simpatia em gente como Lieberman do que o Kadima. Peres só ratificaria a decisão de Lieberman, já que essa igualdade teria no componente que a criou um elemento de favorecimento natural a escolha do Israel Beiteinou.
Lieberman e Peres, do Partido Trabalhista, tem um passado nebuloso juntos. Shimon Peres foi acusado de receber 3 milhões de dólares em troca de influência política da mão emporcalhada de Lieberman.
Netanyahu, ex Primeiro Ministro de 96 a 99, nunca queimou nenhum contato com Lieberman. O Likud, nisso sim sempre foi mais hábil pra negociar acordos com partidos da extrema direita ( EXTREMA, já que Likud e Kadima são ambos de direita ) que o Kadima.
Livni, que é criticada ( aqui injustamente ) pelos meios de comunicação como alguém pouco hábil pra conseguir costurar os devidos acordos na eleição. Encarou uma maratona do massacre antes e durante a eleição, a acusação de falta de capacidade de conjecturar politicamente é equivocada. Foi ela quem conseguiu acobertar a lama que cercava ( ainda cerca, mas agora não cabe mais a ela ser escudo ) Ehud Olmert, ex Premiê metido em escândalos de toda sorte que o levaram a renunciar do cargo. Depois, como Ministra dos Assuntos Exteriores, chefiou a situação de Israel em Gaza e nesse meio tempo alegou que Israel estava lá para lidar com assuntos humanitários. Ainda, teve que cuidar da eleição e dos assuntos internos da vida política local, por mais que estes se encontrassem em segundo plano desta vez, tendo tudo em vista, os temas de ordem interna ainda assim tinham de ser debatidos. Do mesmo jeito sobrecarregada, ganhou a eleição.
A chefe da mais recente matança em Gaza ganhou no voto e perdeu a cadeira de Premiê na falta de apoio político sua chance de ser Primeira Ministra de Israel. Foi uma eleição atípica, uma cadeira de diferença numa eleição parlamentar sempre é atípico. Entre ela e Netanyahu não existe nenhuma diferença gigante, nenhuma mesmo. Na política, macro e na econômica? Zero, Benjamin Netanyahu é mais belicoso e doentio em suas declarações, atos e ameaças contra os vizinhos da região ( não me caiam na bobagem de chamar o Irã de árabe, é persa contra quem ele já mais de uma vez já sugeriu ataques com armamento nuclear ). Por sua vez, Livni teve a cara dura de dizer que os foguetes do Hamas justificavam o ataque ” humanitário “ a Gaza ( os mesmos que nem potência tinham pra atingir território israelense ). Seguramente o maior ato de covardia desse século até agora.
Sobra o que então? Rir da cara de uma palhaça genocida como Tzipi Livni? Sim, claro, ver gente insuportável tomando no rabo é lindo sempre. O irônico da coisa, ela acertou quando se fez valer da máxima número 1 que ganha eleição em Israel quem tem mais cabeça de vizinho sangrando na mão, que isso vale voto. Se fazendo valer da escrotérrima máxima, um cadáver = um voto, se elegeu mas não poderá exercer o cargo de Primeira Ministra.
E não, nem de perto cabe uma comparação com o sistema eleitoral da matriz mais bem sucedida de Israel, os Estados Unidos da América. Israel é uma república parlamentarista, a matriz é a República mais Federativa que a Mãezinha Terra já pariu.
Tzipi Livni + Benjamin Netanyahu + Avigdor Lieberman = Segue O Genocídio ( Bonus Track: Ehud Olmert )

Não se esperava novidades positivas das eleições legislativas israelenses. Agora, que não se espere sentimentos de simpatia a nenhum dos vencedores. Foram três. Tranquilamente não é todo dia em uma eleição que três forças distintas, porém parecidísimas entre si, comemoram vitória. A esquerda Livni e depois Netanyahu.
O Kadima, partido da genocida número um ( primeiro as damas ) Tzipi Livni, a mesma que alegava estar se defendendo o Estado de Israel dos terríveis e ultra perigosos ataque do Hamas, agora mesmo no final do ano passado, começo desse. Ainda é a Ministra dos Assuntos Exteriores do Estado de Israel. Cargo que acumula com o de Primeira Ministra desde que Ehud Olmert renunciou ao mesmo. Antes das eleições, fardada de militar disse pro mundo todo no auge do massacre Sionista e do próprio descontrole de seu senso do rídiculo, sobre o que se passava em Gaza: “ Não há crise humanitária nenhuma em Gaza, fomos violentamente atacados e agora temos que nos defender”. Pois, o partido dessa tia, ganhou a eleição legislativa, uma cadeirinha de vantagem. E de quem?
Um carniceiro mais, Benjamin Netanyahu, líder da oposição ao Kadima, Netanyahu é do Likud. Me trucida por dentro isso, que caralho de oposição? Ele se opõe ao fato do Kadima poder sentar na cadeirinha e dar as ordens, é impossível existir oposição ideológica quando há convergência na natureza política entre forças que propõem antagonismo. A única política no Estado de Israel hoje diz respeito ao genocídio de arabes, persas e quem mais discordar ou se meter no caminho. Nisso se encontra a única agenda de ambos pra governar Israel, Livni e Netanyahu fecham 100%. São assassinos e pretender trabalhar fundo nisso.
Talvez o nome dele não lhes seja estranho pois foi Primeiro Ministro de Israel de 96 a 99, talvez também não lhe seja estranho por que alguns de vocês são bem informados. Os últimos, seguramente se lembrarão de seus repetidos e recentes comentários no qual compara o Governo Iraniano ao Regime Nazi. Uma pessoa com essa capacidade de elocubração por uma cadeira não colocou seu partido o Likud na cabeça do Parlamento e ele novamente de primeiro ministro. Mas com uma distância tão curta e uma cadeira pendente, ser amigo e contar com a simpatia do dono da cadeira pendente é algo.
Avigdor Lieberman, do partido ultra-chauvinista Israel Beitenou é o dono da cadeira que sobrou. Um homem que fez fama e faz questão em manter essa fama como exterminador de arabes. Com Ehud Olmert de Primeiro Ministro ( já explico por que ele teve que renunciar ) sua popularidade atingiu níveis tão altos que colocar ele em papel de destaque e representatividade pareceu importante para Olmert.

Lieberman virou vice Primeiro Ministro. Isso era 2006. O fato que impulsionou nas nuvens a popularidade deste animal foi um plano que levava seu sobrenome. De uma simpleza aterradora, O Plano Lieberman, como era conhecido, consistia em expulsar a todos os arabes, pouco importa se judeu-arabe, se tivesse arabe no sangue deveria ser expulso do Estado de Israel, isso era 2004. Até Ariel Sharon, Premiê na época e outro notório carniceiro, achou um exagero.
Lieberman foi além com declarações, isso já em 2006 armado do seu cargo de vice Primeiro Ministro, como: ” Temos que jogar uma bomba na Palestina no meio do dia, pra pegar eles de surpresa “. Ou ainda incitar em seus discursos que sua asponagem incitasse a massa a cantar ” Morte aos arabes ” pra quando ele entrar e discursar, colocar os pés no palco com esse cantinho ao fundo.
O massacre em Gaza foi celebrado por Avigdor Lieberman, deu uma declaração casada com uma de Netanyahu sobre ataque com armamento nuclear. Enquanto Netanyahu insinuava que se Israel tivesse vontade o Irã poderia ser vítima de um ataque nuclear, Lieberman no mesmo dia lamentava Gaza estar muito perto de terras pertecentes a Israel, caso contrário, dizia, já estava mais que passado da hora de um ataque nuclear por ali.
Muita gente sempre se perguntou, sendo Lieberman um sujeito que veio duro pra Israel, sem um centavo no bolso e como imigrante ilegal vindo da Rússia onde nasceu, como bancava e financiava suas campanhas, espaços em tv e rádio. Até que se descobriu em 2008, o fim, a já obra prima da sofisticação de seu enriquecimento ilícito. Um cassino em Jericó o Oasis Casino, administrado por ele e pela filha. O local além de cassino, é um ponto de venda de drogas e um bordel. Também era uma espécie de Propinódromo, ali buscava subornar a membros influentes da opinião pública e do meio político. Ehud Olmert do Kadima e Shimon Peres, este do Partido Trabalhista ambos tem acusações em seus lombos de que cada um já recebeu 3 milhões de dolares em suborno no cassino.
Ah antes que eu me esqueça, as acusações todas já bem encaminhadas e devidamente investigadas pela polícial de Israel e só esperando por um juiz bater o martelo e dizer culpado contra Ehud Olmert, o procer polítoco de Tzipi Livni, nova Premiê Israeli. As acusações:
Aliciamento sexual de funcionários e funcionárias/ Aliciamento sexual de menores/ Financiamento e favorecimento de assuntos sigilosos para salvar o Banco Lemuni de Frank Lowy, milionário local influente / Captação ilegal de fundos para sua campanha de prefeito de Jerusalem em 2008/ As acusações de apropriação indébita e uso indevido do erário são MUITAS, a vida desse homem é subornar, ou até que passe a sentença em trânsito julgado… a vida dele é ser acusado de subornar, violar, traficar influência…
Ehud Olmert.
Fiscal de cu não…
Nunca pensei na vida que fosse sob hipótese alguma, ainda mais em período de eleição, emitir qualquer opinião que viesse em defesa a um filhotinho da ditadura, mas a Dona Marta de quem eu tanto gosto foi justamente cuspir no prato que comeu cometendo um ato de baixeza digno dos quais justamente o partido dela sempre foi vítma. A busca do tratamento equânime e direitos civis plenos aos homossexuais sempre foi bandeira da candidata do PT a prefeitura de São Paulo.
Batendo como a direita mais canalha e reacionária, o PT conseguiu se igualar e baixar o nível como só essa gente DEM, PP, PSDB consegue sem esforço nenhum. Aliás em 1988 nem o pai de tudo que é asqueroso e desprovido de qualquer escrúpulo, Paulo Maluf, perguntou se a Erundina era casada ou tinha filhos.
Pra piorar e mostrar que é desespero mesmo, no primeiro turno Marta, numa atitude mais do que louvável, mandou mais de uma igreja pentescostal evangélica, a mais solene puta que os pariu justamente pela posição troglodita e imbecil que tem em relação aos gays. Com essa jogada lá no chão do nível, que foi claramente um ato do mais puro desespero derrotado, a campanha conseguiu trazer pra roda uma figura insuportável: A do fiscal de cu. Gente chata e mal resolvida, obcecada com tudo que pra eles possa parecer ” coisa de viado “ e daí em diante essa gente começa e não termina mais. Podia passar sem essa a Marta, que é qualquer coisa, menos alguém que compactua com esse tipo de sujeira. Mas a fez, nem sempre quem comete um determinado erro é fechado com ele, aqui isso não importa, aqui tá se falando de uma eleição. Exposição pura de todo santo aspecto da vida pública de quem se candidata. A troco de quê jogar fogo no armário do Kassab? Se ele não quer assumir deixa. Quem não sabia, não vai deixar de votar nele por isso…. 17 pontos de diferença ninguém nunca tirou, ia ter que tirar um ponto por dia e isso nunca aconteceu. Eleição antes perdida, agora perdida com fiasco e papelão.
Ainda pior, é o cúmulo da ironia gente como Alberto Goldman, Kassab, enfim a cúpula Demo-Tucana ganhou pra sua defesa tudo que nunca tiveram, foram vítimas de um ataque desprovido de qualquer nesga de civilidade. Se tem gente que sem nenhuma culpa e com o maior gosto é afeita a esse tipo de baixaria é justamente a turma do DEM mais especialmente. Se bem que o artigo do Alberto Goldman na Folha de São Paulo no dia seguinte a veiculação da sujeirada, no qual ele não nega, sua condição de quadro clássico da direita brasileira. Dessa vez deve ter tido um orgasmo antes de responder, agora tinha um mote pra poder desfilar todo ódio e raiva que sente de qualquer um que não pense exatamente como ele.
Outra, grande obviedade, Kassab é viado. E daí? Quércia é viado, e daí? Vão passar a lupa no rabo da direita agora? E depois? Vejam o vídeo e julguem por si.
Diga me com quem andas e eu te direi se vou junto….
O que se apresentava como um golpe eleitoreiro promissor, juntar uma menina bonita, carismática, muito boa oradora, tocadora de votos e ligada com uma idéia de esquerda ( só idéia, o PC do B é tudo menos alternativa de esquerda ) com a gangue do Britto cheia de eleitores fanáticos no armário ( …. ) projetando na E Aí Beleza o disfarce perfeito pra votar no homem e na gangue que vilipendiaram o Estado de 94 a 98, não era má idéia. Sabia o PC do B onde REALMENTE tava colocando o pé? A vaidade e finalmente a chance de largar o eterno papel de coadjuvante do PT, será também que isso não falou alto também? No Rio Grande do Sul alianças estapafúrdias e sem pé nem cabeça em eleições de vulto, que eu me lembre, funcionaram em 1991, Collares eleito governador pelo PDT, que era tão amigo da urna que em carreatas por vilas o povo mandava ele tomar no rabo e ele mandava o povo tomar no rabo de volta, junte-se a isso o fato do Brizola só há dois anos tinha feito 60% dos votos na eleição presidencial aqui no Estado. O vice era João Gilberto Lucas Coelho que era do PSDB.A idéia de juntar Manuela e a Turma do Britto fazia sentido, aliar eleitorado progressita e conservador era a idéia. Uma coisa é juntar os dois num monstrengo eleitoreiro, outra é fazer funcionar. Se o PC do B não sabia onde tava se metendo, Berfran, Odone, Proença e o Chefe Britto sabiam. Pior, o PC do B levava muita fé com os votos que puxaria a Manuela mais os votos dos reaças Brittistas jogariam ela no segundo turno, fato que deixaria o PT sem pai nem mãe, numa crise sem precedentes, levando em conta que Fogaça arrancou a eleição desse ano com a garantia de ser um dos dois no segundo turno.
Uma pesquisa fajuta do Ibope dando sete pontos de diferença a favor da Manuela sobre a Maria do Rosário deram um cagaço no PT, mas a poeira baixou, era uma pesquisa do Ibope, então a verdade não custou muito pra aparecer. Chegam as duas semanas finais da campanha, a candidata do PC do B começa a cair nas pesquisas junto com essa queda, se consolida a ascensão da Rosário nada de muito relevante nessa crescida, não me lembro de candidato do PT fazendo só 22% dos votos em eleição pra prefeito de Porto Alegre depois de 1988. Os sinais dados no debate da RBS foram quase definitivos, Manuela foi ignorada, Rosário e Fogaça se buscavam.
No Domingo da eleição a primeira sacanagem do PPS deu as caras, os Britistas, Odonista, Proencistas, Berfrânicos, seja lá o que for, foram todos de Fogaça é a única explicação que dá 40% dos votos pro atual prefeito. Manuela fez 15% dos votos e esses votos foram todos cota dela e de ninguém mais, se uma mísera parcela dos eleitores da ala bandida do PPS votasse nela as coisas seriam diferentes, mas o pior é que além de ser abandonada na majoritária, a sacanagem se consumou enquanto os votos pra vereador eram contabilizados.
Graças aos 15% na eleição majoritária, sua coligação ficou com belas chances de levar algumas cadeirinhas na câmara de vereadores e levou, todas pro PPS, o PC do B não fez NENHUM VEREADOR. Esse PPS que tinha o nome até o talo nos escândalos do governo Yeda, ou alguém esqueceu do glorioso ocupante da casa civil da Yeda, César Busatto? Aquele mesmo que foi gravado enquanto falava no telefone ao vice-governador Feijó, pedia pro Paulo Afonso que o grampeava…. ” vamos acertar teu preço Paulo ” e ainda ” No Banrisul não se toca Paulo, não dá, é fonte de dinheiro pra campanha do PMDB, assim como a fonte do PP é o Detran, é assim que funciona, não faz de outro jeito Paulo “. Este mesmo PPS de Clênia Maranhão que fez campanha pro Fogaça já que era uma das tantas filiadas ao PPS que se recusaram a largar o carguinho na prefeitura. Também vale a pena lembrar, Fogaça que voltou pro PMDB no meio de seu mandato, se elegeu em 2004 por esse mesmo PPS.
Já ouvi gente de opinião respeitável dizendo que nessa eleição Manuela começou a cavar a própria cova, discordo. É muito cedo, acho que a questão agora é como ela vai lidar com essa mancha criada pela junção com a Turma do Britto, fez a parte dela, elegeu os vereadores do PPS. O ” aliado ” tava lá só pela vitrine e chupar os votos dela na majoritária pra depois lucrar na proporcional. Como ela vai se virar com isso me parece que é a questão. Morta acho que não simplesmente por que além de ser muito cedo pra se tirar esse tipo de conclusão. Manuela é boa de voto, com 27 anos é bom que faça merda da muito grossa pra que seja decretado seu final. Verdade que se ela lidar mal com tudo que aconteceu, encolhe politicamente. Mas agora que deve ser ruim de engolir ver que sozinha, ou numa hipótese mais abrangente, o PC do B fez 15% dos votos, a turma do Britto deixou ela na mão e ainda por cima partido que elege vereador fez só 842 votos na sua legenda, PPS, elege três vereadores e o teu partido nenhum? ……… Claro, o PPS não tinha esse único plano friamente calculado, claro que levava fé que dava pra ir adiante no segundo turno, fizeram a aliança pensando também nisso.
Agora, esse episódio foi e como foi, um episódio de violação das próprias convicções gigantesco.
Manuela construiu sua trajetória na política justamente sendo a antítese das forças políticas com quem se aliou, deu no que deu.





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