Espera
Arrancaram a semana falando que o gre-nal do último domingo foi o pior jogo do clássico em anos, depois caí em mim, nem na Província de São Pedro o futebol que é mais pensado, físico na sepção da palavra e de muita aplicação aos sistemas pra não fazer o outro jogar é apreciado por torcida, imprensa ou seja lá o que mais for.
Negar o jogo mais intenso, remete ao exército do tal do Futebol Alegre, que nada mais é do que a alegria do adversário e expõe além de exigir de quem se propõe a executar um jogo assim a um esforço e abertura pro jogo do adversário desumanas, desse jeito se dá a bola pro adversário toda santa hora. O time vira um alvo, parece velório de pai de famílias, tem um filho de cada pelo pra tudo que é lado.
O tal do futebol bonito é feio que dói, na verdade, considerado bonito pela mesma turma que vê beleza na bunda da mulher melância, tem uma grosseria estética de quinta categoria mas cai no gosto da tigrada. É decantado como lindo, lírico e lúdico. É na verdade horrendo e de uma falta de percepção do que se passa no jogo violenta.
O Inter desde que chegou o Mário Sérgio e ano passado fez com o Tite, soube prôpor o jogo devido, primeiro se anula o adversário pra depois jogar. Jogar atrás tranquilo que é uma invenção Confuciana, aprimorada por Maquiavel, é uma dissimulação das tuas pretensões dentro do jogo, pede esforço pra uma hora na qual só quem conhece o jogo percebe que existe esforço ( o mais decisivo deles ) em se defender, uma parte do jogo muito mal percebida e menosprezada por quase todo mundo. Pra atacar tu chega em 3,4 toques e pega o adversário a feição, morto, já que quem se fecha dá a bola pro adversário jogar e se atirar em cima deixando tudo aberto.
Que hoje o Inter vai jogar assim de novo é uma certeza, as convicções de futebol do Mário Sérgio todas sempre passaram por reforçar atrás e saber que na frente as coisas também dependem do sistema de defesa. Os gols, quase todos, começam no fundo do campo e são consequência desse esforço defensivo.
Gratidão, Coisa De Ídolo…
Julio César Enciso não pegou a fase vencedora de hoje do Inter. Foi campeão gaúcho de 97 e no Brasileirão fez parte do ótimo time que enfiou 5 garganta abaixo do Selecionado dos Amigos do Hélio dos Anjos.
Vestia a camiseta, jogava demais, marcava bem e com uma categoria raríssima jogava, domínio de craque passava a bola feito um louco. Em 97 em poucos meses na lateral direita se mostrou um dos maiores laterais por ali na história do clube.
Enciso também se dizia Colorado, de verdade, que nunca jogaria do outro lado, jamais. Em uma partida pela Copa Libertadores fez um gol durante uma disputa de pênaltis neles, com o campo alheio lotado levantou uma camiseta que tinha um símbolo do Internacional por baixo. Sempre se disse muito grato em relação ao Inter que poderia ter sido mais grato com ele, levando em conta a leniência das direções anteriores com jogadores que iam além do simplesmente desprezível.
No Paraguai se viu no meio de uma polêmica, sempre foi figura ligada ao Cerro Porteño que quando Enciso ficou livre não quis ele. O Olímpia, rival de morte do Cerro resgatou Enciso, gordo e desacreditado pra capitão do time campeão da américa em 2002, contra o São Caetano no Pacaembu. Nesse ano o Olímpia comemorou os 7 anos da conquista com Enciso reerguendo a Copa. Ali disse uma coisa MUITO INTERESSANTE sobre gratidão.
Con un pasado cerrista y una rica historia con la casaca olimpista, Enciso recordó que llegó a Para Uno porque en la Olla no aceptaron su propuesta, pero no por eso deja de agradecer al club en el que fue “criado”.
“Cuando vine de Brasil me presenté a Cerro porque ahí fui criado y soy un agradecido porque ellos me dieron las primeras armas. Pero uno piensa que a los 26 años no puede jugar gratis, entonces ahí surgió la posibilidad de ir al club Olimpia”, comentó.
” Le agradezco al señor Osvaldo Domínguez Dibb, que tuvo la gentileza de abrirme las puertas del club. Soy un agradecido del fútbol y más todavía del Olimpia, que me dio la fuerza que necesitaba para volver. Cerro está ahí y quiero que la gente sepa esto… Soy un agradecido del fútbol y, más todavía, del fútbol paraguayo. Hoy estoy disfrutando de todo lo que me dio y mi familia está agradecida”, sentenció el jugador que no solo levantó la Libertadores como capitán de Olimpia, sino que en el 2003 también recibió la Recopa en representación de todo el plantel franjeado”.
Esporro e Problema Pessoal Não Desculpam Meia Cancha Capenga
De quase filho legítimo do Rolo Compressor, enfiando garganta adentro do rival 3 vitórias seguidas em clássicos e quando este ainda tinha um treinador, até virarmos um time confuso, esculhambado e que tá jogando no lixo a chance de disparar em um campeonato nacional que nos ofereceu umas quantas partidas não vencidas bem fáceis.
Não perdemos pro bom treinador, hoje líder do brasileiro que pegou seu time mais desacreditado que… que qualquer exemplo pra alguém em descrédito já levou nas costas. Perdemos pra um faceirista caricato um clássico, até isso… há 2,3 meses o Internacional vivia no céu e brigando cheio de razão com deus pra ver quem era o galo cinza lá em cima.
Nos surge uma derrota patética pro 4-2-4 Autuoriano, delivery pro São Paulo um 2×0 se permite o empate até certo ponto injusto.
Sendo uma equipe com a qualidade coletiva e individual do primeiro semestre é mesmo justo o surgimento de pilhas e mais pilhas de dúvidas sobre o desempenho atual. Pior que perder pro Botafogo é ser parte da várzea vista contra o Botafogo, ajudar o Botafogo rebaixando-se a ele e construir aquela pelada de sábado.
Honestamente, falam em problema ( se é que existe problema nisso ) de noitadas… a noitada é 15 minutos antes do jogo? Não.
Eventualmente jogadores brigados? Suponho que deve ser mais prazeroso ao ambiente todos de bem, mas seguramente ambientes atritados nunca tiraram campeonato de ninguém.
Uma partida desse time assistida em 2008 comparando com 2009, o time de 2008, com o mesmo treinador e quase os mesmos jogadores quando se via com 2 volantes imediatamente formava uma linha de 4 no meio. Solidez defensiva era uma obsessão no Tite de 2008, sejamos justos do início do brasileiro também. Esse time ficava com um volante menos devido a deficiência defensiva apresentada pelo Magrão, que com a bola no pé chega bem na frente, por ali no lado direito do losango se via o único ponto fraco realmente comprometedor do time.
Em 2009 já na semi final com o Coritiba onde fem um gol, Andrezinho, que não tem culpa de ser posto de volante, torna o time vulnerável não defende e por tabela e também pelo axioma mais óbvio do futebol: Quem perde meia cancha não faz nada, nem ataca nem defende. Verdade em defesa do volantismo do Andrezinho, ali jogou contra ninguém mais que o Estudiantes na finalíssima da Sul Americana no Beira Rio cobrindo a expulsão do Guiñazu em La Plata e foi muito bem.
A questão da queda de produtividade não passa nem perto de temas anímicos, se tratam de furos na sua meia cancha, vazia, que fazem do Internacional de hoje um time manco e sem nenhuma consistência defensiva, não precisa chutar a porta do vestiário como fez Fernando Carvalho, muito menos buscar o aparelho de choque. Desde quando começaram os resultados e partidas ruins vieram a culminar os jogos nos quais se jogou só com 2 volantes, time desarticulado.
O problema é de sistema, imaginemos o sistema apropriado com todos os boatos que nada nem ninguém pode garantir a veracidade, mas tá imaginado? Certo, deixe eu dizer isso então, jogando assim com 3 volantes mais 4 no fundo ou o contrário não estariam esses assuntos ganhando essa dramaticidade tão desnecessária.
O problema nunca deve ser ganhar, jogar bem vem antes e o time joga mal não por que Zezinho tem manias horripilantes e Dudézinho Paraibano odeia Nego Manguarape, muito menos por que o treinador tem um problema em casa.
Esses problemas afetam e a ponto de muita gente com toda justiça pedir o boné e do problema ir tratar, mas isso é outra coisa.Caso o problema do Tite seja grave, deveria então caber a um superior pedir nem sua demissão, mas um afastamento com o Cleber Xavier treinando o time de maneira inteira que fosse.
Sabendo que o primeiro problema a ser cuidado vinha ali, na falta de volantes o Inter não fez nada. Pela direita era o Magrão as vezes Rosinei e Maycon. O Internacional trouxe o Glaydson, mas ele jogou até na função do Sandro. Pela direita me lembro dele contra o Palmeiras, 2×0 no Beira Rio nesse mesmo Campeonato Nacional e uma atuação com suporte defensivo do time inteiro no qual ele colaborou intensamente e propiciou aos jogadores de frente espaço pra jogarem.
Vi no Final Sports hoje um esboço de escalação pra amanhã contra o Barueri e me borrei perna abaixo. 4-2-4… Michel Alves ( um equívoco de avaliação ), Bolivar, Índio, Sorondo, Kleber e agora vem a barbaridade Sandro e Guiñazu aliás os 6 últimos citados já tem suas atuações comprometidas caso se jogue com Giuliano, bela revelação e Andrezinho que jogando mais pra frente se torna aceitável, depois jogam Taison e Bolaños. Os nomes tirando Michel Alves são de primeira linha, o problema é como estão arrumados ou desarrumados.
Repito, problemas pessoais trazem outras reações bastante mais óbvias, escalar um time aberto é outra coisa. Mais, parte do jogo do Fluminense e inteiro com o Coritiba com 3 atrás e uma linha de 4, o time funcionou… custaria insistir com o sistema que deu certo? Lá estavam os problemas do mesmo jeito.
Tite tem chefe, Fernando Carvalho que sempre encheu a boca ( pro meu gosto ) que gostava duma retranquinha. Em 2006 até a derrota no campeonato gaúcho o Internacional jogava tão aberto como de junho pra cá, era um 4-2-1-3. Perdido o regional até o final da Libertadores o time passa a jogar num 3-5-2, puro e campeão, ninguém me tira da cabeça, o conceito do time campeão é do Fernando Carvalho. No Japão e no vice do Brasileiro de 2006, inédito pra uma equipe que ia ao Mundial, 4-3-1-2 o Magrão da vez era o Alex, que depois achou sua função e como. Jogou só um tempo tanto no Al Ahly quanto no Barcelona, deu lugar a Fabian Vargas um dos responsáveis pelo título, fechou a meia cancha com Wellington Monteiro pela direita, Edinho no meio e ele Vargas na esquerda.
Carvalho sabe disso tanto quanto qualquer um, primeiro se defende depois se ataca. Se por um lado dar esporro, alegar a má perfomance do treinador em aspectos mais do que básicos devido a seus problemas pessoais, basta?
Nada é mais simples do que perceber os erros no time, os erros são simples não requerem truque nenhum pra consertar.
Agora se tem algo que é verdade sim e aí os problemas de convívio, desorganização de ambiente e problemas pessoais ganham influência e também ganham relevo quando ocorrem coisas dentro de um vestiário que a nossa vã filosofia…
Oitodobom? Bicampeão Gaúcho 2008/2009

Depois de um Bicampeonato que a soma dos resultados nos jogos decisivos dão 16×2, com o jeito que se jogou e ganhou, a euforia é inevitável, essa vitória de hoje na verdade é mais uma das tantas que começaram lá em 2002. Em 2009 a conquista invicta com 3 vitórias em gre nais. Querem que diga o que?
Não, não é o melhor time do mundo, gosto do Argel, é exagerado mas sincero. Pelo que representou durante uma época tão doída no Inter e tão novo, quando surgiu com uma valentia, qualidade e dignidade que me fizeram aplaudir ele hoje quando apareceu a foto dele no telão, ele aplaudo sempre.
Essencialmente dois pontos me parecem devem ser mudados, indo contra aquilo que a maioria pensa, time que ganha é justamente aquele no qual se mexe.
Ninguém precisa vir, salvo um acréscimo óbvio de qualidade. Se precisar alguma reposição pra um perda significante, mas boa parte de muitas soluções já estão em casa ( outro sinal da grande fase, hoje se vive uma da excelência do nosso futebol no Colorado ). Danny e depois que estiver pronto o melhor zagueiro do continente pronto pra virar tão ídolo quanto os que já são, Gonzalo Sorondo pro lugar do Álvaro, baixo demais pra função. No gol onde eu não sinto no Lauro a confiança que um goleiro devia me dar. A questão do Lauro talvez seja perfeccionismo, é bom goleiro, sem dúvida.
A exuberância do resto do time é chover no molhado, todos, Guina fez gol, D´alessandro, Taison, Sandro ( revelação do ano na defensiva, como o Taison na frente ) Nilmar, Magrão, Índio, Kleber, Bolivar, vindos do banco Giuliano, Danilo, Alecsandro, Walter o próprio Guiñazu o referente moral do time, da torcida, até da minha casa e não é um leão na verdade ele é uns 80 leões.
No quintal de casa a supremacia é óbvia, até demais, o primeiro tempo foi um dos maiores massacres que já vi na minha vida. Acabou em 7×0.
A convicção de futebol uniforme, vem da direção e flui até a comissão técnica por natureza de pensamento. Jogando, primeiro se especula, depois se adianta caso a natureza de jogo é claro for essa, sendo oferecidos espaços se especula e espera menos, apertando mais o adversário. Tite é uma benção disfarçado de treinador, não só tem o grupo na mão. Todo treinador que enxerga futebol se deixar ele pega o jogo na mão, poucos fazem, esse faz.
Ainda, isso não é fruto de hoje, se ganhou uma Libertadores, um Mundial, Recopa, Copa Sul Americana, enfim… se ganhou TUDO e não foi de graça.
Pela frente tem os dois torneios nacionais, A Copa do Brasil e o Brasileirão ( o Moby Dick do Inter, devido a obsessão justa por se ganhar mais um nacional, pela sacanagem de 2005 ). Se alguém tá com memória curta tem a Recopa contra a LDU, Copa Suruga no Japão, mais a Sulamericana.
As perspectivas são animadoras em sistema de jogo, filosofia de futebol muito bem definida e qualidade de quem tá jogando, gente com qualidade das equipes de baixo sobem mais e mais, as contratações andam sendo certeiras seja as do porte de alguém como o D´alessandro como uma promessa de muito futuro feito o Giuliano. Esse ambiente ordenado e acostumado com ganhar, e ganha por que primeiro tem a mais perfeita noção de como quer jogar, faz com que se desenvolvem de maneira mais segura, revelações e contratados.
O fundamental é isso, uma filosofia de futebol determinada e estabelecida na qual todos estão conforme, por que a compreendem não por mera imposição. É sintomático quando o Magrão se refere como se referiu a liderança do Tite com o grupo, isso é indicativo de muitas coisas e boas.
PS: Santín e Cristian Borja, Wagner também, levaram 8 e conseguiram aparecer. Borja lembrando que já teve no Inter, tomara que exista ainda vínculo com ele, seria de uma utilidade tremenda no grupo.
Campeonato Brasileiro 1994; Internacional 3×1 Paysandu

Camisa de 94
Nem vaca pra ficar magra tinha, era o ano em que o Inter que foi treinado pelo Falcão, não durou muito e contra o Paysandu já era o Claudio Duarte o técnico. Tão feia tava a situação que nesse jogo o zagueiro pela esquerda do Inter foi o Adílson, que quebrou ou quebraria a perna no mesmo período, é hoje técnico do Cruzeiro. Tinha o Leto, do Carrossel Capira do Mogi Mirim também que entrou durante o jogo. Aliás o único desse time que não passou pelo Colorado foi justamente o melhor, Rivaldo. Valber em 96 também passou. Ainda nessas, o Dinei do Inter é o mesmo que se formou no Corinthians, a escaçalação abaixo dessa bem claro.
Inter ( 4-1-3-2 )
Sérgio; Winck, Argel, Adílson ( Alex Bach ), Robson Martins; Anderson; Luiz Fernando Souza ( Leto ), Caíco, Luiz Fernando; Mazinho Loyola e Dinei. Técnico: Cláudio Duarte.
Paysandu ( 4-2-2-2 )
Ferreira ( expulso ); Biro Biro, Edson Santos, Augusto, Cláudio; Oberdan, Chiquinho, Rogério Lage, Flávio Goiano; Mirandinha ( Mauricio, goleiro ) e Antônio Carlos. Técnico: Tata
gremio 1 x 2 SC Internacional; Campeonato Gaúcho 8/2/2009
Outra vez… agora já são 21 vitórias a mais em um clássico, se Milan e Ancona fosse clássico talvez tivesse aí um jogo com histórico pra pegar parelho.
O único clássico do mundo no qual existe essa diferença. Em quase 400 jogados, este passado foi o 374, existe um abismo de 21 vitórias a mais pro Internacional.
Depois de um primeiro tempo com sorte pelo gol de começo porém horrendo e desguarnecido na sua defensiva, o Internacional se arrumou na etapa final e tomou um golinho criminoso numa cagada mais que perdoável do Índio. Tem crédito pra entregar mais uns 45 bilhões de gols assim. A contundência no fim venceu, aproveitando suas chances em um contra ataque que Taison puxou voando pra dar o gol pro Nilmar. O Internacional seguiu a rotina de vitórias em clássicos.
Só o que desandou foi o comportamento juvenil da direção e comissão técnica do gremio depois do jogo, uma coisa é se indignar, outra não aguentar mais perder do rival sistematicamente, já Celso Roth mandando bater não é novidade mas é repulsivo. Alguém esqueceu do episódio dos microfones? Agora, isso não dá motivo pra ataques baixos, de uma vileza de gente despreparada e pouco madura que só valem a resposta do Assessor de Futebol e ex-Presidente do Internacional, Fernando Carvalho sobre o assunto: ” No gremio se ganha, se empata e se é roubado pela arbitragem “.
Grande jogo do Marcão, Indio apesar da falha, Alvaro, Taison, D´Alessandro e decisivo como sempre Nilmar. Danilo Silva também boa surpresa, contra a Ulbra quinta feira tinha entrado bem, Kleber já deu boas mostras mesmo em tão pouco tempo, não ter arrebentado o chanchito no meio não preocupa ele ainda vai fazer isso e bastante.
Internacional (4-2-3-1/4-2-4/4-3-3): Lauro; Danilo, Índio, Álvaro e Marcão; Magrão, Guiñazu, D´Alessandro (Kléber) e Alex (Andrezinho); Taison e Nilmar (Danny Morais). Técnico: Tite.
Grêmio (3-4-2-1/3-3-2-2): Vitor; Léo, Rever e Rafael Marques; Ruy, William Magrão (Adilson), Diogo (Jonas), Souza, Tcheco e Fábio Santos; Alex Mineiro. Técnico: Celso Roth.
Inter 6×1 Goiás; Campeonato Brasileiro 1998, 1ª fase
Esse jogo foi dos mais estranhos que me vem na memória. Me pareceu mais estranho quando vi os gols agora, incrível como em jogo com pouca gente no campo minha cabeça enche o estádio de gente.
Talvez seja hábito da década tão sofrida e que até na quantidade de público tentava se tirar uma fumaça pra contabilizar alguma coisa positiva que fosse. Nunca vou me esquecer que na época eles jogavam uma eliminatória decisiva de Libertadores e nós metíamos num jogo só mais gente, no geral e na proporção. De exemplo claro e cristalino lembro duma vitória nossa 2×0 no Corinthians, volta do Neto no Corinthians e ainda em 96 o retorno do Nelsinho no Beira Rio.
Quanto a esse jogo, me lembro que foi o único 6×1 da história no qual o time goleado jogou melhor, essa impressão tive no que acabou o jogo, indo pra casa e tenho até hoje. É um sentimento que se guarda depois de alguns jogos, lembro depois da derrota pro Cruzeiro em 2002 da certeza cega e sem racionalidade nenhuma que me veio e me disse pra sossegar, a gente ia ganhar do Paysandu lá e se salvar na última rodada. E ganhamos, só que eu não sosseguei, tranquilamente foi dos dias que eu mais sofri na vida.
A coisa que me faz lembrar esse jogo em detalhes também talvez tenha sido um efeito posterior forte que teve. Era um cara grandão do Goiás. Parecia a Branca de Neve, no meio daquele monte de anãozinho do time de verde e como jogava, era um dos 90 milhões que nos enchiam como adversário e eu virava pro lado e comentava ” pô, esse ainda não deve tá caro dava pra trazer esse, hein? “, resulta que 6 anos depois ele veio, era o Fernandão, também tinha o Aloísio que foi do São Paulo. Aliás, nessas do vamos trazer fulano, beltrano ( pensado durante o jogo, no calor da coisa ) vale um outro texto pra depois.
Também naquele time do Goiás me lembro de ter me chamado atenção o Túlio ( volante ), o zagueiro central deles era o Célio Silva, desse é proibido se esquecer. No Inter lembro do Christian voando e nessa época outros que voavam eram o Enciso o Alemão Anderson ( injustiçado eterno ) além do André no gol, que nessa exata época salvo engano já era ou tava em vias de ser o titular da seleção brasileira, até se lesionar feio.
Inter ( 4-3-1-2 ): André; Denílson, Marcão, Régis e Espínola; Anderson ( João Antônio ), Reginaldo ( que quebrou a perna do Celso Vieira em 97, no lugar dele entrou o Enciso ), Marcelo Rosa e Betinho ( !!! ); Narcísio ( Fernando, que era do Juventude, atacante ) e Christian. Técnico: Cassiá.
Goiás : Ricardo Pinto; Luís Paulo ( Alex Dias ), Célio Silva, Richard e Marquinhos; Túlio ( Alex Xavier ), Reidner ( expulso ) e Josué; Fernandão ( Araújo ), Aloísio e Alex Dias. Técnico: Gílson Nunes.

