Mas até 3.0

Chinelagem Banhada Em Ouro – Post Igualzinho No Diário Gauche

Publicado em Bizarro, Brasil por Sérgio Henrique Ribeiro da Silva em Setembro 29, 2009

Vi no Diário Gauche uma parte da descrição DIFERENCIADA da festa de 15 anos de um fazedor de chinelos, chinalegem vende o cara é podre de rico. A Revista Piauí pega e dá no meio, os momentos de cafonice, atraso da nossa portentosa elite, a matéria na íntegra vai aqui….

http://docs.google.com/Doc?docid=0AblzluCSSXgJZGQ3eDhzcXdfNTNna2t6bWJocQ&hl=pt_BR

Ah Expointer…

Publicado em Bizarro, Brasil, Economia, Política por Sérgio Henrique Ribeiro da Silva em Setembro 2, 2009

Pode exister algo mais incrível que no Rio Grande do Sul não se fala do que se fala no país todo? O Pré-Sal é sim uma refundação do país, vai jorrar petróleo pra tudo que é canto não existem precedentes disso.

Não é questão de opinião nesse caso, é de constatação, os mapas foram mostrados e quem não tem petróleo em abundância pode oferecer matéria prima pra transporte e distribuição de derivados e agregados de petróleo.

Explorar os derivados do petróleo, refinar, usar os recursos que já existem no Rio Grande do Sul tem o porto de Rio Grande parecem boa idéia. Mas até agora lamber o rabo de cavalo e enfiar uma bombacha no pézinho é a grande coisa a ser fazer … eles querem e acreditam, o triste é isso, que vender vaca, tomar grama com água quente tá mais em conta como negócio.

Essa é a época do ano que a merda sobe pro pouco que restou na cabeça, o Rio Grande do Sul volta oficialmente pro século 19, com o Combo: Expointer + Semana Farroupilha.

Que tipo de condução econômica acredita que botar freio de ouro em vaca, porco e cavalo é mais negócio que lidar com petróleo? É muita vontade de regojizar e com tremendo orgulho no seu próprio atraso e jequice.

O Rio Grande do Sul vai fundo na Expointer, o Woodstock do Arigó Moderno e vai com gosto, enquanto o resto da federação vai forrar o rabo com petróleo e dar um salto econômico inimaginável até 10 anos atrás.

Caso as coisas não mudarem e rápido o Rio Granddddddddde que já deve tanto quanto o Piauí pra União, se afunda mais ainda isso é coisa séria uma oportunidade dessa de participar da extração e distribução ( e mais tudo que isso acarreta com contratação de mão de obra, criação de novos pólos econômicos pra ficar em dois assuntos bem simples, desenvolvimento econômico vai bastante além disso ) ser jogada no lixo.

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Cagando Na Cabeça Da História

Publicado em Brasil, História, Política por Sérgio Henrique Ribeiro da Silva em Agosto 24, 2009

re_governo_vargas_2Hoje, 24 de agosto, fazem  55 anos que o brasileiro mais importante da história se matou dentro do palácio do governo.

O que garantiu direitos básicos, hora extra, carga horária, décimo terceiro, direito a greve pra quem trabalhava, trucidou o último resquíco escravocrata oficialista brasileiro. Investiu na educação e tirou o país do destino ao qual tava fadado, virar uma Colômbia gigante.

Getúlio Dornelles Vargas, industrializou, modernizou e inventou o país, até sua primeira queda em 45 o Brasil tinha a 6ª econômia do mundo.

O legado é extenso e mete medo nas elites mais sabidas, sorte deles que o trabalhismo morreu ali com aquela bala. Jango e Brizola foram dois fenômenos a parte, de uma mesma árvore, compartilhavam o mesmo dna mas eram muito diferentes entre si.

O gênio da raça, Golbery, concedeu ao PT paulista a USP as pastorais católicas de São Paulo e o movimento sindical paulista as honras ( e a petulância de acreditar nessa cascata ) que eles são os próceres na esquerda brasileira e com uma proposta a princípio interessante o PT foi sim capaz de meter medo nos setores cagalhões da classe média e da elite como os comunas que vão trazer o socialismo pro Brasil e foram até além dos estereótipos os governos municipais do PT no final dos anos 80, começo dos 90 foram interessantes, depois se notou que o teto do partido era aquele.

Porém, existiam figuras que sozinhas e descoladas da limitação do partido do maior valor até hoje pro país. Dirceu na surdina, Palocci, muitos foram minados com os  escândalos do primeiro governo, mas sobrou e que sobra o presidente com aprovação popular de rei.

A única herança da Era Vargas, a sigla do PTB foi caçada pelo Golbery e dada a uma das filhas do Getúlio. Essa bagaceirice que é hoje onde o PTB atual começa, é homonimia pura daí pra frente o que esse partido gângster e o PTB velho tem em comum, é zero o mesmo vale pro PDT pré e pós loucura do Brizola. O pós é uma tristeza…

Lula fez e faz, é um representante do povo não simplesmente por que veio dele mas por que percebe e sabe prôpor no plano de ações políticas concretas as demandas populares. Como Getúlio.

A oposição grossa do Lula infelizmente não se encontra só na direita, o PT é uma bela de uma arma contra, ora twittando em caráter irrevogável uma renúncia, outra cantando uma música do Bob Dylan em plenário e outra com dois palhaços que só agora se sentem lesados moralmente por um governo do qual fazem parte e tiveram tempo pra sair fora há 7 anos e meio. Quem fundou o PSOL não saiu logo de cara?

Deixam o barco só agora? Ah, tá perto da eleição e tem gente querendo atenção. A senadora criacionista e o colono que era do PSDB e lá nunca se elegia pra nada importante até se dar conta que só iria pra Brasília se fosse pro PT, saíram só agora simplesmente por que a já surrada retórica do pau na política não grudou neles ( por agora ). Aproveitaram essa desculpa, independente de qual fosse a desculpa, se aproveitariam de alguma e vazariam.

Getúlio teve de mais célebre opositor Carlos Lacerda, um canalha de cima abaixo, mas um gênio ( dos macabros ) baita orador, devia dar gosto ter um inimigo desse. Um sujeito bom de odiar. Fez de gato e sapato pra enrabar quem quer que fosse pra chegar a presidência, por que quis foi enrabado pelo jardineiro da sua casa e mais tarde o azar de ser enrabado quando não queria, pelo regime militar que acabou com a vida política dele, simplesmente o forçando a ficar quieto ou alguém faria isso.

Passados 55 anos não falta gente ignorante que dói pra achar que Getúlio é aquilo escrito no jornaleco em qualquer meio de comunicação que alimentam a parte imbecil das massas. De ditador por ditador em si mesmo a nazi fascista as barbaridades se acumularam de tal modo que pra quem é menos esclarecido, virou verdade.

Hoje era dia pra ser feriado, Getúlio fez mulheres votarem em 1933! Fez todas as ” brás ” Petrobrás, Eletrobrás ( mesmo fundada nos idos dos anos 60 o projeto original dele ), fez a siderúrgica de Madureira, refez toda a ordem do país pra ser tratado na memória popular como nota de rodapé?

Killboard Ensina… Motivos Pra Se Odiar Sarney

Publicado em Brasil, História, Killboard, Mídia, Política, Reflexão por Sérgio Henrique Ribeiro da Silva em Agosto 15, 2009

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Quer coisa mais repelente quando a gente fica achando uma coisa sem sequer ter a mínima idéia do que se trata. De verdade, quer gargantear contra o Sarney? Garganteia, ele merece, mas pelos motivos elencados abaixo que são escondidos de tanta gente, na verdade esses são alguns levantar a ficha de um criminoso desse é tarefa pra fazer o primeiro post que duraria dias, não letras ou frases e parágrafos.

Tem gente demais cuja opinião é concebida pelo meio de comunicação que acompanha, meninada quando forem bater em quem merece como no caso, batam com a mão de vocês, não a do Jornal Nacional, ZH, Folha, Estado, Globo… é horrível quando alguém abre a boca e já sabe qual noticiário vai ouvir da boca do interlocutor, pior, pra falar de nepotismo como quem fala em nazismo.

Fazendo assim, o plano de defesa do ex presidente funciona, ele tá sendo atacando com chumbo minímo, muitos dos que pedem a saída dele sendo usados pela mídia e não usando seu direito de pensar e aí sim enfiando chumbo grosso, estão jogando ( sem saber ) merda no ventilador virado pro lado errado.

Esse tio é bandido profissional e se cria uma comoção desproporcional nele por fundação, e o cacete? Vocês tem idéia da ficha desse sujeito?

E o Arthur Virgílio? Que vendeu bens da mulher pra um funcionário fantasma? E se a gente resolvesse abrir a Caixa de Pingola? Sim, Pingola, dos últimos 14 anos de administração do Senado não escapava nem formiga, não ia sobrar um pra contar história do outro. Nada de absurdo seria abrir essa caixa se trata de um dever até, mas vamos aos motivos mais notórios pra se ter bronca dele, vamos.

José Sarney foi participante ativo da ditadura e em especial de seu período mais troglodita, assassino e destruidor do Estado, o período Medici pra começar e dar um motivo que já deveria servir pra esse odiozinho agarrado a clichês tontos dar uma engordada e com um argumento justo.

Desde antes de lá é amigo da cadeira, não das idéias de quem senta nela, ou alguém lembra de algum grosso arranca rabo do Sarney com o governo? Tal promiscuidade é recíproca, que se diga, Sarney tem uma tara correspondente por mandantes do executivo. Pulou feito um rato da Arena da ditadura pro PMDB de Tancredo Neves ( quem ajudou ao Rato Sarney e de fato o queria na vice ).

Tal forma ardilosa, hábil pra negociar e oportunista de se mover de um extremo a outro, essa capacidade muito bem dotada de sempre ser amigo do poder é marca registrada. Ele era da Arena, foi Governador/Interventor do Maranhão durante a ditadura e então o primeiro civil presidente da república depois do período militar-ditatorial, pelo partido que ele passou mais de 25 anos da vida dele enfrentando como uma espécie de nêmesis.

Esse talento pra negociar e oferecer possibilidades, que se diga, é uma síntese do que é ser brasileiro. Se negocia sempre qualquer situação sempre evitando o conflito, é a natureza do brasileiro, negociar até além da exaustão e evitar o confronto. Sarney representa essa característica brasileira como poucos, se constituiu assim.

Obviamente, essa característica não é um indicativo ou medidor de tramóias, nem uma tendência de um povo a tanto, esse assunto ( característiscas do povo brasileiro ) sobre o qual eu se ainda não escrevi, um dia escrevo.

Outro motivo, é um cerceador de liberdades no Maranhão do qual é dono e inventou o Amapá já que não podia mais se eleger pelo seu brinquedinho número 1, o Maranhão. O que se passa no Maranhão e no Amapá é grave demais, quem não segue a lei deles – Família Sarney, cujo capo é o ex presidente – o sujeito é dono de um lugar e mantém sua propriedade mediante todo sorte de coisas muito piores que o namorado da neta.

Tá afim de berrar Fora Sarney? Que lindo, de verdade, mas não se esqueçam por favor: Gritem pelos motivos certos.

Essa chinelagem denuncista feita pela imprensa, que conseguiu parir cyber imbecis aos montes pra irem dar uma voadora no peito do presidente do legislativo nos remeteria a pegar gente como Sarney pelos atos secretos? Porra, esse cara foi parte de uma das maiores tragédias da vida desse país que foi a ditadura, ele é um opressor, honestamente pegando uma desgraça que ele nos impôs… o Plano Cruzado foi mera falta de talento lotado de boas intenções?

Por favor… estamos cara a cara com um bandido e fazendo um escândalo em cima de uma cagada que faz a rotina de corrupção desse sujeito, que devia ser posta a vista, uma brincadeira de criança.

Agora… por que será que a rádio não toca, tv não fala e o jornal não escreve? Por que eles são cúmplices, assim como hoje batem no Marimbondo de Fogo, amanhã esquecem de tudo já que são financiados por gente como ele.

Como muitos tantos outros, Sarney e a imprensa já sentaram na mesa com Geisel, Medici, Figueiredo, Collor, FH, Itamar, Lula e com a mesma cabecinha baixa de sempre. A imprensa esconde o que fede e eles, mandantes, dividem o dinheiro da propaganda entre aquilo que ainda tem a cara dura de se chamar imprensa. Ela só manipula e propagandeia não existe mais atividade midiatica de massa.

E o mais triste, lá vai o coro de quem como diz Fora Sarney, poderia estar dizendo Fora… Dentro ou mesmo se fossem instruídos pelos interesses já citados,Viva Sarney…  Sarney é uma página muito da podre na história brasileira, um Coroné que age como se vivesse no Século 19 que foi um dos demolidores do Brasil no 20 de 64 pra cá.

Resistiu e vive no século 21…  é pelo namorado da neta, parentada empregada que ele deve ser reconhecido como figura de quinta? E o Maranhão, esse homem vilependia o Maranhão até hoje. Ser parte de governos assassinos e opressores? Ter tido o seu próprio governo e um governo de merda que atrasou o país mais que o governo Collor por exemplo.

Isso tudo tava aí, ele já merece esse bafo na nuca desde uns 30,35 anos no mínimo, por que só agora? Por que os mesmos que reclamam da maneira mais histérica são sempre os mais mal informados?

Tudo isso antes do Agaciel cair, aliás sabem os novos moralistas quem é o Agaciel de primeira?

É muita gente manipulada, muita mesmo.

Overnadora

Publicado em Brasil, Crime, Política por Sérgio Henrique Ribeiro da Silva em Julho 17, 2009

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Se julga Yeda Crusius uma rainha, por outras horas uma estadista. Hoje foi dormir com a plena certeza que soube lidar de maneira perfeita com os manifestantes que foram protestar na frente de sua suspeitérrima mansão. Chamou os que protestavam pacificamente… pra porrada, isso mesmo, um gesto com a mão chamava o pessoal do outro lado da grade.

Yeda fez a pior e mais pastelônica cena cometida por qualquer governador na história. Armada de um par de cartolinas e mandou uma mensagem pra quem tava na rua. Desenhado com canetinhas hidrocor, roubou do netinho? Era quase ilegível, algo do tipo “CPERS terrorista”. Che… ela é governadora! Compreende que isso não bate?

Terrorista é ela, sem nenhuma noção da importância do cargo que ocupa, afundanda em denúncias de corrupção e até assassinato. Terrorista é a meretríssima senhora Overnadora. O senso do rídiculo cruzou todas as linhas que ele conhece, ontem conheceu umas novas e quando pensou que a baixaria da mais grossa tinha acabado com Yeda indo confrontar os manifestantes, fato que inflamou o pessoal que também era grosseiramente xingado pela filha da dona do muquifo mais opulento da  história, Tarcila, e criando aí um clima de hostilidade que partiu sempre dos Roratto Crusius, nunca dos manifestantes. Massa, é insólito a governadora e a sua filha vai te xingar do nada! E sabe quem surge e bem inflada pra parar quem a família Roratto Crusius provocava e tentava humilhar?

Surge um time da brigada militar, batalhão de choque, pra provar que vieram com ordem clara, baixar o sarrafo. A violência do ataque policial foi desproporcional e covarde, até uma vereadora foi agredida e foi pesado o que fizeram com Fernanda Melcchiona, PSOL, foi pisoteada e agredida, quadros dirigentes do CPERS igualmente. Foi algemada e levada ao Palácio da Polícia a presidente do CPERS, sobrou até pra um fotógrafo acabou indo pra polícia assinar um termo. Foram 6 detidos ao todo.

O que mais falta acontecer? Ou melhor, o que de pior e tacanho ainda esta por vir? Guerra de cartolina? Nesse meio tempo José Serra, Sérgio Guerra devem tá cada um com olho mais esbugalhado que o próximo se já queriam Yeda fora da cena pra 2010, e ela quer concorrer outra vez, o que dizer ou pensar de Dona Roratto agora?

Ao passo que isolar a area da sua casa e contar com proteção policial já de madrugada, sabendo do protesto que não foi de surpresa poderia simplesmente isolar as cercanias da sua casa e deu. Não fez isso de pateta e incapaz, aliás como quase todos que o cercam no governo.

O que a irritou profundamente já que lhe acordou no auge do seu sagrado sono matinal e impediu seus netinhos de irem ao colégio.

Deve ter pensado: Como pode, eu, do alto da minha mansão comprada com o dinheiro mais ilegal dos últimos tempos ser importunados pelo… pelo… Povo?

Que força política por si só tem estofo, capacidade de fazer repercussão pra um fato um evento desses igual ao que passo?

Respondo tranquilo que nenhuma das que lá estavam presente teriam essa capacidade, esse alcance. Fariam uma fumacinha com uma semana de repercussão e esquecimento. Esse fato que teve como agente provocador forças políticas agora inexpressivas, o alentador é que é tanta mas tanta denúncia que não haverá esquecimento de toda a baixaria.

Yeda jogou na lata do lixo uma baita chance pra passar por vítima, fazer um gol coisa que ela não faz há muito tempo.

Folha De S. Paulo Desdenha De Pairintins

Publicado em Brasil, Mídia, Política por Sérgio Henrique Ribeiro da Silva em Julho 15, 2009

A Folha de São Paulo de hoje – 15/07, a mesma da Ditamole, da colunista mal resolvida e mais jeca do que o ato de ser jeca em si porém herdeira de grossa grana e que adora do alto da sua arrogância de Dondoca Urbana espezinhar tudo aquilo que não esteja conforme seu tamanho e  julgue ela ser merecedor do seu sangue azul. Claro há  muitos mais outros fatores que desqualificam este meio de distorção de comunicação.

O mesmo jornal cuja a marca são suas opiniões submissas, reacionárias e preconceituosas agora esculhambou como quem trata de uma coisa degradante e inferior a Festa do Boi Bumbá de Parintins no Amazonas.

Uma colocação solta pra vincular o senador João Pedro do PT local e a Festa deixa claro o que pensa a Folha sobre uma festa que é das maiores expressões da cultura nacional.Pra Folha, ter sido diretor do Garantido é um crime.

Essa pose vai além daquilo que se pode enxergar seu pedestalzinho de barro e suas opiniões ocas e com um nojo bundamolizante típico da classe média brasileira, o público do jornaleco em questão.

A manchete que mostra a cara da Folha, esta inserida em um contexto de notícias no qual tudo parece pejorativo, bem parcial, tomando partido contra o senador João Pedro, como faz o jornal da mosca quando quer ser maldoso. Falam do Boi Bumbá de forma completamente desconexa com o texto visando só desdenhar a festa ( já que pro jornal dos publishers moscões, popular = vulgar, evitar contato pra não pegar lepra ) com maior capacidade de mobilização popular no interior do país durante o meio do ano e do “envolvimento” que o o senador João Pedro do PT teria com esta.

A manchete da notícia diz bastante: Petista dirigiu no AM bloco de boi bumbá. Se alguém achar que espezinharam a festa de Parintins pra cair em cima do senador, responsável pela CPI da Petrobrás foi só um jeito pra ir no pescoço dele, é justo.

Isso acaba levando a uma pequena reflexão, serve pra mostrar que existem jornais com tendências políticas bem marcadas sim, o problema todo é ser de uma tendência intolerante, bancar o independente sendo o maior pelego do mundo e ainda por cima trazer consigo os aspectos mais repelentes do conservadorismo, truculência e do ódio segregacionista, julgam tudo aquilo feito ligado a gente pobre, negra, não importa o que for algo digno de ser taxado como inferior.

Transcrição da Folha de hoje, 15 de julho.

O responsável por ditar o ritmo da CPI da Petrobras é agrônomo de formação, amigo do presidente Lula e suplente de senador. João Pedro disse que foi vice-presidente do Garantido (agremiação folclórica de boi-bumbá de Parintins) entre 1999 e 2000 e hoje só torce.

Petista dirigiu no AM bloco de boi-bumbá

Ô Turco… E A Yeda?

Publicado em Brasil, Política por Sérgio Henrique Ribeiro da Silva em Julho 5, 2009

Quando subiu na tribuna pra cagar na cabeça de quem já tava no chão, José Sarney, O Turco Pedro Simon foi de peito estufado, típico de quem sempre se julga cheio demais de moral com um misto de heroísmo barato, disse as coisas com uma coragem incapaz dos outros sequer terem a ousadia de sentir e partir pra cima do molestador do usurpador da ordem da pública da vez. Mandou o presidente do senado correr basicamente.

Antes de qualquer dúvida, Sarney fez merda. Não me intriga essa caçada específica buscando uma cabeça só, quando se tem alguém que já foi rei a vontade da rafuagem a volta é esperar o momento em que a caça já virou presa e então sair pra atacar.

O gozado é que está levando um homem só no rabo por 14 anos de roubalheira de TODO MUNDO, do PT, PSDB, DEM, PMDB, qualquer partido que exista no plano das tomadas de ação, decisão e/ou já teve parte na mesa do senado, em especial a primeira secretária da casa, onde todo mundo tem medo só em meter o olho já que ali o roubo grosso nasce, cresce e até hoje não morreu, todo mundo tá metido, bastava a bancada do PT defender o seu aliado desde que virou governo. A chance de dar uma parada na carnificina que pode acabar ainda estourando numa bomba de merda pra tudo que é lado, lhes foi dada, tiveram a chance. Eles ( Mercadante, Suplicy, Tião Vianna ) com a inteligência política que jamais lhes foi peculiar seguem a onda da oposição e escolhem por enrabar um aliado, tomando uma decisão nada inteligente fato que é histórico no PT e nos demais quadros inexpressivos que tem a cara de pau de se chamarem esquerda nesse país.

Voltemos a esse expoente do oportunismo canalha, Simon, trucidando Sarney é coerente pois nunca foram do mesmo lado do PMDB, Simon tem entalado o Marimbondo de Fogo desde que este entrou aos 45 do segundo tempo e virou presidente. O problema todo é que furos e motivos pra se atacar o Rei do Maranhão existem desde o dia que a vida pública dele começou.

Simon poderia, pois é tratado como uma espécie de guardião moral do senado brasileiro ( ? ), desde sempre então e voar na garganta do Sarney, certo? Errado, esse sujeito jamais pula no pescoço de alguém sem analisar a circunstância antes, só bate em cachorro morto e cujas tripas do morto não arranhem seus interesses.

O governo que apóia no Rio Grande do Sul, de Yeda Crusius do PSDB tem provas de envolvimento com toda sorte de de ilegalidade. Estão comprovadas em vídeo, áudio, testemunhas sólidas, documentos. A viúva de um ex assistente, Marcelo Cavalcante, que dizem uns se suicidou afirma, ele foi assassinado e inclusive a viúva, primeiro nome é Magda me falta o segundo, irá depôr em uma sindicância da assembléia legislativa do Rio Grande do Sul podem abrir uma CPI que deve custar o mandato a governadora.

Jogo pedra no Turco mas isso esse tipo de baixaria ele não fez, meto o nome dele nisso por um motivo mais simples. O senador romano, guardião da moral onde nem moral existe mais, mantém apoio a Yeda e fica quieto perante isso tudo?

Se explica pra aqueles não familiarizados com a cena política local, o vice governador, Paulo Affonso Feijó, do DEM é paradoxalmente inimigo mortal do governo e da governadora do PSDB. Foi usado na campanha pra levantar fundos e depois a catrefa da Yeda jogou a bagaça fora desde lá Feijó é oposição assim como posteriormente o DEM que diante tantas e incontáveis denúncias de corrupção não faz mais parte do governo, se retiraram, o partido do vice governador oficialmente não é governo…

Pois, o vice governador quer mais que tudo privatizar o banco estatal, o Banrisul, Yeda não. O medo é tamanho que Yeda já deixou mais de uma vez de viajar sem transmitir o cargo pra Feijó, com medo que ele fizesse alguma coisa pra encaminhar uma venda do banco. Esse é o ponto nevrálgico, central, vosso amigo não meu O Turco não arranca a cabeça da Yeda e expõe suas cagadas usando a boca como faz no senado?

O Banrisul é caixa 2 do PMDB, histórico, Yeda suponho, gostaria de vender o banco, mas ele é cota do PMDB e de Simon não pode. Como foi/ou ainda é caixa 2 do PP o Detran onde explodiu a primeira grande crise do Governo Yeda.

Simon agiu como sempre age, só vai na boa grita e esbraveja só contra gente que não pode reagir e com os holofotes em cima. Tem moral grossa, é influente e gostado por bater só em cachorro morto.

Mas na maior piada do Brasil, no governo mais corrupto da história do Rio Grande do Sul, onde oportunidades pra atacar não faltam ele tem o rabo preso, não vai abrir a boca. Claro, se o cadaver da sra. governadora estiver exposto em praça pública, ele aparece.

Fala Que Te Escuto Se Der Respondo; Fidel Castro E A Crise

Publicado em América Latina, Brasil, Capitalismo, Crime, EUA, Economia, Fala que eu te escuto... se der respondo, História, Internet, Marx, Política, Socialismo, Índios por Sérgio Henrique Ribeiro da Silva em Abril 5, 2009

Vale uma lida, de verdade que vale.

Fidel vai bem afundo das consequências concretas, imediatas ou esperando um pouco mais pra acontecer sobre a crise. Junto a ele estava o jornalista argentino, Atilio Borón, cujo link tá devidamente indicado no final do texto, assim como a direção original pra ir ler na Página.

Original da Página 12 Argentina, http://www.pagina12.com.ar/diario/elmundo/4-121232-2009-03-10.html

Por Fidel Castro

Finalizado el evento sobre Globalización y Desarrollo con la presencia de más de 1500 economistas, destacadas personalidades científicas y representantes de organismos internacionales reunidos en La Habana, recibí una carta y un documento de Atilio Boron, doctor en Ciencias Políticas, profesor titular de Teoría Política y Social, director del Programa Latinoamericano de Educación a Distancia en Ciencias Sociales (PLED), aparte de otras importantes responsabilidades científicas y políticas.

Atilio, firme y leal amigo, había participado el jueves 6 en el programa de la Mesa Redonda de la Televisión Cubana, junto a otras eminencias internacionales que asistieron a la Conferencia sobre Globalización y Desarrollo.

Supe que se marcharía el domingo y decidí invitarlo a un encuentro a las 5 de la tarde del día anterior, sábado 7 de marzo. Había decidido escribir una reflexión sobre las ideas contenidas en su documento. Utilizaré en la síntesis sus propias palabras:

“Nos hallamos ante una crisis general capitalista, la primera de una magnitud comparable a la que estallara en 1929 y a la llamada ‘Larga Depresión’ de 1873-1896. Una crisis integral, civilizacional, multidimensional, cuya duración, profundidad y alcances geográficos seguramente habrán de ser de mayor envergadura que las que le precedieron.

Se trata de una crisis que trasciende con creces lo financiero o bancario y afecta a la economía real en todos sus departamentos. Afecta a la economía global y que va mucho más allá de las fronteras estadounidenses.

Sus causas estructurales: es una crisis de superproducción y a la vez de subconsumo. No por casualidad estalló en EE.UU., porque este país hace más de treinta años que vive artificialmente del ahorro externo, del crédito externo, y estas dos cosas no son infinitas: las empresas se endeudaron por encima de sus posibilidades; el Estado se endeudó también por encima de sus posibilidades para hacer frente no a una sino a dos guerras no sólo sin aumentar los impuestos sino que reduciéndolos, los ciudadanos son sistemáticamente impulsados, por vía de la publicidad comercial, a endeudarse para sostener un consumismo desorbitado, irracional y despilfarrador.

Pero a estas causas estructurales hay que agregar otras: la acelerada financiarización de la economía, la irresistible tendencia hacia la incursión en operaciones especulativas cada vez más arriesgadas. Descubierta la ‘fuente de juvencia’ del capital gracias a la cual el dinero genera más dinero prescindiendo de la valorización que le aporta la explotación de la fuerza de trabajo y, teniendo en cuenta que enormes masas de capital ficticio se pueden lograr en cuestión de días, o semanas a lo máximo, la adicción del capital lo lleva a dejar de lado cualquier cálculo o cualquier escrúpulo.

Otras circunstancias favorecieron el estallido de la crisis. Las políticas neoliberales de desregulación y liberalización hicieron posible que los actores más poderosos que pululan en los mercados impusieran la ley de la selva.

Una enorme destrucción de capitales a escala mundial, caracterizándolo como una ‘destrucción creadora’. En Wall Street esta ‘destrucción creadora’ hizo que la desvalorización de las empresas que cotizan en esa Bolsa llega casi al 50 por ciento; una empresa que antes cotizaba en Bolsa un capital de 100 millones, ¡ahora tiene 50 millones!. Caída de la producción, de los precios, de los salarios, del poder de compra. ‘El sistema financiero en su totalidad está a punto de estallar. Ya tenemos más de U$S 500.000 millones en pérdidas bancarias, hay un billón más que está por llegar. Más de una docena de bancos están en bancarrota, y hay cientos más esperando correr la misma suerte. A estas alturas más de un billón de dólares han sido transferidos desde la FED al cartel bancario, pero un billón y medio más será necesario para mantener la liquidez de los bancos en los próximos años.’ Lo que estamos viviendo es la fase inicial de una larga depresión, y la palabra recesión, tan utilizada recientemente, no captura en todo su dramatismo lo que el futuro depara para el capitalismo.

La acción ordinaria de Citicorp perdió el 90 por ciento de su valor en 2008. ¡La última semana de febrero cotizaba en Wall Street a U$S 1,95 por acción!

Este proceso no es neutro pues favorecerá a los mayores y mejor organizados oligopolios, que desplazarán a sus rivales de los mercados. La ‘selección darwiniana de los más aptos’ despejará el camino para nuevas fusiones y alianzas empresariales, enviando a los más débiles a la quiebra.

Acelerado aumento del desempleo. El número de desempleados en el mundo (unos 190 millones en 2008) podría incrementarse en 51 millones más a lo largo de 2009. Los trabajadores pobres (que ganan apenas dos euros diarios) serán 1400 millones, o sea el 45 por ciento de la población económicamente activa del planeta. En Estados Unidos la recesión ya destruyó 3,6 millones de puestos de trabajo. La mitad durante los últimos tres meses. En la UE, el número de desempleados es de 17,5 millones, 1,6 millón más que hace un año. Para 2009 se prevé la pérdida de 3,5 millones de empleos. Varios Estados centroamericanos así como México y Perú, por sus estrechos lazos con la economía estadounidense, serán fuertemente golpeados por la crisis.

Una crisis que afecta a todos los sectores de la economía: la banca, la industria, los seguros, la construcción, etcétera, y se disemina por todo el conjunto del sistema capitalista internacional.

Decisiones que se toman en los centros mundiales y que afectan a las subsidiarias de la periferia generando despidos masivos, interrupciones en las cadenas de pagos, caída en la demanda de insumos, etcétera. EE.UU. ha decidido apoyar a las Big Three (Chrysler, Ford, General Motors) de Detroit, pero sólo para que salven sus plantas en el país. Francia y Suecia han anunciado que condicionarán las ayudas a sus industrias automotoras: sólo podrán beneficiarse los centros ubicados en sus respectivos países. La ministra francesa de Economía, Christine Lagarde, declaró que el proteccionismo podía ser ‘un mal necesario en tiempos de crisis’. El ministro español de Industria, Miguel Sebastián, insta a ‘consumir productos españoles’. Barack Obama, agregamos nosotros, promueve el ‘buy American!’.

Otras fuentes de propagación de la crisis en la periferia son la caída en los precios de las commodities que exportan los países latinoamericanos y caribeños, con sus secuelas recesivas y el aumento de la desocupación.

Drástica disminución de las remesas de los emigrantes latinoamericanos y caribeños a los países desarrollados. (En algunos casos las remesas son el más importante ítem en el ingreso internacional de divisas, por encima de las exportaciones.)

Retorno de los emigrantes, deprimiendo aún más el mercado de trabajo.

Se conjuga con una profunda crisis energética que exige reemplazar al actual, basado en el uso irracional y predatorio del combustible fósil.

Esta crisis coincide con la creciente toma de conciencia de los catastróficos alcances del cambio climático.

Agréguese la crisis alimentaria, agudizada por la pretensión del capitalismo de mantener un irracional patrón de consumo que ha llevado a reconvertir tierras aptas para la producción de alimentos para ser destinadas a la elaboración de agrocombustibles.

Obama reconoció que no hemos tocado fondo todavía, y Michael Klare escribió en días pasados que ‘si el actual desastre económico se convierte en lo que el presidente Obama ha denominado década perdida, el resultado podría consistir en un paisaje global lleno de convulsiones motivadas por la economía’.

En 1929 la desocupación en EE.UU. llegó al 25 por ciento, al paso que caían los precios agrícolas y de las materias primas. Diez años después, y pese a las radicales políticas puestas en marcha por Franklin D. Roosevelt (el New Deal), la desocupación seguía siendo muy elevada (17 por ciento) y la economía no lograba salir de la depresión. Sólo la Segunda Guerra Mundial puso fin a esa etapa. ¿Y ahora por qué habría de ser más breve? Si la depresión de 1873-1896, como expliqué, duró ¡23 años!

Dados estos antecedentes, ¿por qué ahora saldríamos de la actual crisis en cuestión de meses, como vaticinan algunos publicistas y ‘gurúes’ de Wall Street.

No se saldrá de esta crisis con un par de reuniones del G-20 o del G-7. Si una prueba hay de su radical incapacidad para resolver la crisis es la respuesta de las principales bolsas de valores del mundo luego de cada anuncio o cada sanción de una ley aprobatoria de un nuevo rescate: invariablemente la respuesta de ‘los mercados’ es negativa.

Ya no está la URSS, cuya sola presencia y la amenaza de la extensión hacia Occidente de su ejemplo inclinaba la balanza de la negociación a favor de la izquierda, sectores populares, sindicatos, etcétera.

En la actualidad, China ocupa un papel incomparablemente más importante en la economía mundial, pero sin alcanzar una importancia paralela en la política mundial. La URSS, en cambio, pese a su debilidad económica, era una formidable potencia militar y política. China es una potencia económica, pero con escasa presencia militar y política en los asuntos mundiales, si bien está comenzando un muy cauteloso y paulatino proceso de reafirmación en la política mundial.

China puede llegar a jugar un papel positivo para la estrategia de recomposición de los países de la periferia. Beijing está gradualmente reorientando sus enormes energías nacionales hacia el mercado interno. Por múltiples razones que serían imposibles discutir aquí es un país que necesita que su economía crezca al 8 por ciento anual, sea como respuesta a los estímulos de los mercados mundiales o a los que se originen en su inmenso –sólo parcialmente explotado– mercado interno. De confirmarse ese viraje es posible predecir que China seguirá necesitando muchos productos originarios de los países del Tercer Mundo, como petróleo, níquel, cobre, aluminio, acero, soja y otras materias primas y alimentos.

En la Gran Depresión de los años 30, en cambio, la URSS tenía una muy débil inserción en los mercados mundiales. China es distinto: podrá seguir jugando un papel muy importante y, al igual que Rusia e India (aunque éstas en menor medida), comprar en el exterior las materias primas y alimentos que necesite, a diferencia de lo que ocurría con la URSS en los tiempos de la Gran Depresión.

En los 30 la ‘solución’ de la crisis se encontró en el proteccionismo y la Guerra Mundial. Hoy, el proteccionismo encontrará muchos obstáculos debido a la interpenetración de los grandes oligopolios nacionales en los distintos espacios del capitalismo mundial. La conformación de una burguesía mundial, arraigada en gigantescas empresas que, pese a su base nacional, operan en un sinnúmero de países, hace que la opción proteccionista en el mundo desarrollado sea de escasa efectividad en el comercio Norte/Norte y las políticas tenderán –al menos por ahora y no sin tensiones– a respetar los parámetros establecidos por la OMC. La carta proteccionista aparece como mucho más probable cuando se la aplique, como seguramente se hará, en contra del Sur global. Una guerra mundial motorizada por ‘burguesías nacionales’ del mundo desarrollado dispuestas a luchar entre sí por la supremacía en los mercados es prácticamente imposible, porque tales ‘burguesías’ han sido desplazadas por el ascenso y consolidación de una burguesía imperial que periódicamente se reúne en Davos y para la cual la opción de un enfrentamiento militar constituye un fenomenal despropósito. No quiere decir que esa burguesía mundial no apoye, como lo ha hecho hasta ahora con las aventuras militares de Estados Unidos en Irak y Afganistán, la realización de numerosas operaciones militares en la periferia del sistema, necesarias para la preservación de la rentabilidad del complejo militar-industrial norteamericano e, indirectamente, para los grandes oligopolios de los demás países.

La situación actual no es igual a la de los años treinta. Lenin ‘el capitalismo no se cae si no hay una fuerza social que lo haga caer’. Esa fuerza social hoy no está presente en las sociedades del capitalismo metropolitano, incluido Estados Unidos.

EE.UU., Gran Bretaña, Alemania, Francia y Japón dirimían en el terreno militar su pugna por la hegemonía imperial.

Hoy, la hegemonía y la dominación están claramente en manos de EE.UU. Es el único garante del sistema capitalista a escala mundial. Si EE.UU. cayera se produciría un efecto dominó que provocaría el derrumbe de casi todos los capitalismos metropolitanos, sin mencionar las consecuencias en la periferia del sistema. En caso de que Washington se vea amenazado por una insurgencia popular todos acudirán a socorrerlo, porque es el sostén último del sistema y el único que, en caso de necesidad, puede socorrer a los demás.

EE.UU. es un actor irreemplazable y centro indiscutido del sistema imperialista mundial: sólo él dispone de más de 700 misiones y bases militares en unos 120 países que constituyen la reserva final del sistema. Si las demás opciones fracasan, la fuerza aparecerá en todo su esplendor. Sólo EE.UU. puede desplegar sus tropas y su arsenal de guerra para mantener el orden a escala planetaria. Es, como dijera Samuel Huntington, ‘el sheriff solitario’.

Este ‘apuntalamiento’ del centro imperialista cuenta con la invalorable colaboración de los demás socios imperiales, o con sus competidores en el área económica e inclusive con la mayoría de los países del Tercer Mundo, que acumulan sus reservas en dólares estadounidenses. Ni China, Japón, Corea o Rusia, para hablar de los mayores tenedores de dólares del planeta, pueden liquidar su stock en esa moneda porque sería una movida suicida. Claro está, que ésta también es una consideración que debe ser tomada con mucha cautela.

Estamos en presencia de una crisis que es mucho más que una crisis económica o financiera.

Se trata de una crisis integral de un modelo civilizatorio que es insostenible económicamente; políticamente, sin apelar cada vez más a la violencia en contra de los pueblos; insustentable también ecológicamente, dada la destrucción, en algunos casos irreversible, del medio ambiente; e insostenible socialmente, porque degrada la condición humana hasta límites inimaginables y destruye la trama misma de la vida social.

La respuesta a esta crisis, por lo tanto, no puede ser sólo económica o financiera. Las clases dominantes harán exactamente eso: utilizar un vasto arsenal de recursos públicos para socializar las pérdidas y reflotar a los grandes oligopolios. Encerrados en la defensa de sus intereses más inmediatos carecen siquiera de la visión para concebir una estrategia más integral”.

Si alguien toma esta síntesis y la lleva en el bolsillo, la lee de vez en cuando o se la aprende de memoria como una pequeña Biblia, estará mejor informado de lo que ocurre en el mundo que el 99 por ciento de la población, donde el ciudadano vive asediado por cientos de anuncios publicitarios y saturado con miles de horas de noticias, novelas y películas de ficción reales o falsas.

* Publicado en Granma. El documento completo de Boron puede leerse en www.atilioboron.com

1° de Abril, 1964

Publicado em América Latina, Brasil, Crime, EUA, Economia, Eleição, Política, Reflexão por Sérgio Henrique Ribeiro da Silva em Abril 3, 2009

Atrasei um dia e nem vale dizer que é sacanagem só por que era o primeiro de abril. Sacanagem foi o que fizeram os conluíos do capital estrangeiro, de braço dado a política exterior dos EUA como uma criança pequena anda com o pai na rua. As vezes o papel se inverte, mas não é comum.  Os financiadores se travestem de seguranças e garantidores do processo de dominação seja política ou economica.

Os militares viabilizavam isso pelo continente latino americano todo, seja Strossner, Banzer, Pinochet, Massera- Viola- Videla. Dessa vez, pelo menos agora é oportuno que se lembre de Golbery que nunca foi chefe mandante mas fez seu estrago.

O Gênio da Raça como na época disse o Gláuber Rocha e ganhou pecha de maldito pela enésima vez na vida e dessa muita injustamente. Pra ganhar dignidade pública, pra recuperar moral público só depois daquilo que todo homem com a vida pública relevante termina fazendo. Morreu, as pessoas amam um corpo morto, o morto é um bicho muito do sábio.

A única grade herança da primeira e única matriz política brasileira, o Trabalhismo, com formação de bases eleitorais, porém não quadros, a inexistência dentro da Sociedade Civil Brasileira organismos que dessem respaldo a uma continuidade do regime democrático se fez ser vista.

Chegando na época em que foi presidente, Jango. Houve a construção de Brasília, cara, talvez até demais. Também não é menos verdade que a economia, pós Legalidade, em 61 ia mal. Mas se prometia uma cura com as reformas de base postas em ação. Era viável, plenamente.

Isso é muito bom de se notar, eleitores em base eleitoral sim, ptbistas de origem, mas não gente que vinha de organizações da sociedade civil, mas não sindicatos, o eleitor-civil se esgota em si, o problema todo fica sendo é quando as idéias mudam com o contexto e aí são sobrepostas, surgem novas formas de pensar, ou estas mesmo ainda se desgastaram esse é o lugar onde o partido deveria ter força, a forças que aglutinou nas mais distintas cearas da sociedade. Uma força política simplesmente as vezes não tem capacidade de penetreção em algum lugar, se for por si só. 

Durante muito o finado PTB ( nada que vez com esse do Roberto Jefferson ) pode sim pegar seus panos podres e apontar o dedo pra 64, mas quem era o herdeiro político do Getúlio no nordeste? No norte?.

No Rio Grande do Sul existem famílias que dizem ” Eu votei no Getúlio eu no Jango e eu no Brizola “. Particularmente já ouvi e muito isso, me parece interessante. Mas a urna discorda, pra ela é muito pouco. O fenômeno do trabalhismo que construíu o país deixou tudo prontinho, assim como não deixou herdeiros relevantes.

No que diz respeito a ao fato que deu notoriedade mítica pro Brizola de quando aconteceu até a eternidade, A Cadeia da Legalidade. Reação armada a uma circunstância, “ Vão Nos Jogar Bomba “.  O pensamento tem que ser posto na sua circunstancia, o mundo vinha da Argélia sobrevivendo a França, o Vietnam sobrevivendo a esta mesma França e depois os Estados Unidos. A Baía dos Porcos,  a resistência no Equador em 54, ainda mais o Bogotazo no final dos anos 40.

1955 Pedro Eugenio Aramburu manda matar um número incontável de pessoas, no Massacre da Praça De Maio. No Rio Grande do Sul debaixo da liderança de Lionel Brizola se aguentou um golpe no qual o presidente, Jânio Quadros, que já tinha renunciado, tinha tudo armado, Jango na China não chegava no Rio a tempo, além do mais no Rio todos os aeroportos tinham pilhas de milicos esperando pra prender ele.

Pois veio e veio pelo Sul, primeiro no Uruguay depois Porto Alegre até que o Presidente João Goulart volta da China, e a solução pro impasse político criado. Jango tinha garantida a presidência, mas como? A direita propunha, PDS mais PTB = República Parlamentarista, Jango segue presidente e Tancredo de Primeiro Ministro. Proposta aceita, mas teve uma resistência.

Era sabido e ressabido que mantendo a volta do presidente que setores conservadores e que não aguentavam mais o tal do povo se dando bem, Jango vira inimigo. Era um período no qual a ação belicosa, na sua grossa maioria das vezes, não era belicosa por si, visava atingir um propósito político, de domínio de poder.

Sabendo que era impossível perguntar 1 a 1 das mais altas patentes do exercito, quem era traíra e quem não, quem conspirou pra derrubar o presidente e quem não. Diz se que Brizolaa queria eliminar, com perda da patente, todos envolvidos na conspiração. Pro Jango pareceu exagerado e nunca se pode esquecer, era um conciliador. Brizola não, queria até em momento de maior exaltação a execução dos traidores, pena capital, via em 61 o governador gaúcho a única chance de se impedir qualquer golpe posterior, ele tava coberto de razão. Mas o presidente era o Jango, não ele.

Do 1º de Abril de 1964 em diante, apagam a luz. Golpe e suas consequências mais latentes: AI-5, Médici, Rede Globo crescendo com aporte financeiro da Time Warner, falta de sofisticação e apoio popular pra ir pro conflito direto, armado contra o exército daqui. De 64 em diante são gestadas  muitas piores chagas da história recente brasileira.

Um sistema economico que cresceu só pra a torcida ver, o Milagre Brasileiro, pra falar a grosso modo pegava alguém com hipotermia e atirava em fogo ardendo. A educação, legado trabalhista, começa a ser sucateada. Grandes obras inúteis,  como campos de futebol, os Elefantes Brancos até além do Raio Que O Parta, estradas que eram grandes, feias e mal acabadas ( como a filha do…. ). No governo Médici, o Brasil se agarra de vez na mão da miséria, descuido com tudo aquilo que deve ter de básico cuidar de gente, é pra isso que se vai gerir um estado, certo? De um Estado e o pior, aqui que a violência de Estado sem sentido, criminosa, cuja primeira lição que deixa a um policial, findo regime é: ” Puta merda, acabou bater em comuna, viado e negrão e sair livre? Posso facilitar pro dono dessa boca trabalhar e fazer em um dia o que faço num mês “.

Mas seria de uma estupidez do tamanho do mundo achar que simplesmente por ser militar alguém não vá prestar. Saindo Médici e a muito contragosto  da Junta Militar, vindo Ernesto Geisel, ao contrário do Pinochet, dos 3 patetas na Argentina ( Viola, Videla, Massera ) era nacionalista, pra economia também. Fernando Henrique Cardoso, analisando unicamente o aspecto economico do seu governo, foi bastante mais desumano que Geisel.

Sejamos justos, ele não é menos assassino nem menos desprezível que os outros. O fato de não ficar pensando em matança 24 horas por dia, não abona ele. Na política externa, existem feitos interessantes de Geisel, que já percebia como era impossível sustentar o Regime.

Entre os feitos estão, o reconhecimento de Angola como um país, abrir relações diplomáticas com a China e revogou o AI-5, essa última obvio implicando no tema da Anistia, que eu acho, vou encher tela demais falando nos dois.

A figura do sucessor do Geisel, Figueiredo ( era torcedor do San Lorenzo de Almagro ) é a perfeita imagem de uma instituição que tá doida pra ir embora.  Um sujeito que diz que prefere sentir cheiro de merda no lugar de sentir cheiro do povo, deixa bem clara a escolha de um grosso contingente de militares é justamente pra que passem a voltar a lidar com temas militares, não de todo Estado.

Mas quando digo isso, digo por que se desgastaram, se não houvesse desgaste, e tudo como no auge do Milagre, fato que faz muita gente justificar um suposto gosto pela ditadura. ” Minha carteira tinha mais dinheiro, comprei um carro, isso é o mundo perfeito. ” Não houvesse desgaste, político de grana mesmo, o negócio agora os Contras, o Irã e fechar o caixão da União Soviética, vindo de todas as partes a operação condor começava a cair e não era nem de perto uma das grandes prioridades do Governo Reagan.

A volta pra democracia, ao cabo se dá mediante circunstancias conciliadoras, e com concessões feitas por parte de torturadores e torturados, como é de hábito histórico brasileiro. As costuras e acordos feitas de 83 a 85 no qual Tancredo desmonta a Arena e deixa Paulo Maluf e Mario Andreazza lá sozinhos, mais Maluf que em 83 se candidata prefeito de Santos e faz 1% mísero dos votos.

Tancredo, com mais protagonismo sobre seus pares, faz os bichos mais espertos lá de dentro saírem correndo. Sarney, Marco Maciel, ACM, foram os primeiros de acordo com seus desacordos a vazarem, Sarney indo pro PMDB, Maciel esperando o PSDB nascer e ACM junto com Bornahausen lembrando assim, dois nomes fizeram o PFL, atual DEM.

A Anistia foi ampla geral e irrestrita, ela não diferencia torturador de torturado. A reconstrução democrática do país, terminou ( literalmente ) com Mário Andreazza, que foi o candidato contra Tancredo na eleição colegial e colocou um eterno lacaio da ditadura, José Sarney como vice. Vice que nunca foi, o primeiro mandante do executivo democrata é um sujeito que não está conforme com ele. Mas honestamente, esse tio, como tantos outros tão cagando pilha pro regime, dá um caneta e dá uma poltrona e tudo que se assina ali se transforma em poder, assim tu tem um Marimbondo de Fogo feliz pra sempre.

Ah, o Golbery era o Gênio da Raça mesmo. Mas não era nem mãe nem puta, ele não pariu isso tudo sozinho

Ditaputaquetepariu

Publicado em América Latina, Brasil, Crime, Foto, História, Política, Socialismo por Sérgio Henrique Ribeiro da Silva em Março 26, 2009

Atrasado e sem desculpas qualquer tipo de desculpas, tinha que na data ter manifestado, de maneira curta como agora, mas devia ter sido no dia.  A Argentina foi atacada e desde aí até 1984, governada por uma curumilhagem das Forças Armadas no qual a regra quando branda era matar pra depois jogar no Rio da Prata, fosse mulher grávida, sem problemas. Muitas dondocas argentinas, entre elas a antiga sócia majoritária do Diário Clarín tem filhos que foram roubados de presas políticas, que pariam e depois eram torturadas e mortas. Era um 24 de março quando o país é tomado por gente da ESMA ( Escola Superior Militar Argentina ) que a Igreja Católica, eterna inimiga dos interesses populares na Argentina, começa a notadamente tomar o lado da direita e entrega pra morte, tortura ou desaparição dezenas de milhares de pessoas que muitas vezes não tinham nada com nada em relação ao confronto político. Todos esses agentes, nada novos na vida política local, em 1976 acabam fazendo do Estado aí um ente assassino, torturador e cerceador de liberdade, espero ( mas só espero infelizmente ) pelos lamentos, projeções coerentes de futuro com mais humanidade e reflexões profundas acerca os acontecimentos anteriores, e posteriores do dia 1º de abril/1964, a vez que no Brasil houve tomada ilegal e por parte de criminosos da pior estirpe pra comandarem um processo ditatorial e igualmente carniceiro no poder.

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