Ereções 1989 e 1976 ( Arena ).
Eleição proporcional no Rio de Janeiro, os primórdios do horário eleitoral na TV e debaixo de um regime militar ditatorial. Com uma peculiaridade, não se permitia nenhum mísero movimento corporal ao candidato, mostravam o nome mais o número da candidatura ao fundo com um locutor elencando as qualidades do ilibado senhor ou raras senhoras ali, durangos, um por um. Arena e MDB disputavam uma eleição que nesse momento aponta um dos grandes marcos do gov. Geisel, o inevitável ínicio da Distensão Lenta e Gradual ( com maiúsculas, se trata de um fato histórico ) até o regime democrático. Ah reparem o cuidado que eu não me dei, mas poderia mentir que o fiz. Propaganda da Arena consegui por um vídeo da Globo.
Já na primeira eleição direta pra presidente da República desde 59/60, já podia se mexer, fazer todo uso dos maravilhosos e papupérrimos recursos oferecidos para um programa de televisão querendo vender um candidato. Jingles risíveis e outros do caralho ( precisa dizer qual jingle era o do caralho? ) mas em 1989 a TV virou palco não só pro candidato que no fim foi eleito e inalou cocaína pelo rabo. Os nanicos, foram enviados do inferno na terra e fizeram muito bem seu serviço. Graças ao Marronzinho, Ronaldo Caiado e vai vendo aí, Caiado vai elogiar o conceito de tecnocrata e não corar. Candidato que afanou pedaços de música do David Bowie ( versão cover do Nenhum de Nós, pra ser mais exato sobre o objeto do afano ) e jogou na propaganda na caruda, os filhos do mesmo candidato se chamavam Kennedy e Onassis. Outros que só vendo, tem bastante coisa. Segundinhos de Éneas, Gabeira e Roberto Freire. Uma senhora toda borrada em todos sentidos cujo nome me falta e se o bom pai permitir vai faltar pra sempre. Enquanto outros puxavam uma descarga com os homens fortes das finanças dos governos militares. Olha aí e te diverte que tá bom, vai lá, vai.
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