Copa América 1991 – Argentina 3×2 Brasil VT
Play off da Copa América de 91, primeiro encontro oficial depois das oitavas de final em 90. Maradona dribla o Brasil até o Maranhão e entrega o resto pro Caniggia empurrar e levar a Goycocheiaços e muito sangue, aquela Argentina até o fim daquela Copa, que acabou com o pênalti inventado pelo sr Codesal.
Jogo no Chile, Estadio Nacional de Santiago. Não me lembro se foi antes ou depois dos amistosos em sequência no Couto Pereira ( 1×1 ) e depois no José Amalfitani ( 3×3 ). Dois comandos renovados, Alfio Basile já tinha experiência de treinador, campeão em 1988 com o Racing da primeira Supercopa de Campeões da Copa Libertadores era a estrela mais bonitinha do seu currículo atochado de whisky. No Brasil, se considerava ( equivocadamente ) Sebastião Lazaroni um atraso pro sistema de jogo brasileiro, com Paulo Roberto Falcão além de encontrar nele um neófito pra se arrumar um time dentro de campo, se vivenciaram experiências com nomes dos mais bizarros e não merecedores da camiseta da Seleção Brasileira ( como era bonzinho com a imprensa, foi a era das ” experiências do Grande, Maravilhoso, Lindo, Bem Dotado, Paulo Roberto Falcão ” ).
Gostam de dizer que foi ele quem trouxe Mauro Silva, Cafú e Leonardo pra seleção. Quem não traria? A renovação foi uma senhora cagada na cabeça do time MerdeAmarelho. Tal cagada do Passarinho foi inteira limpa com água, sabão, criolina e uma Copa do Mundo rabo adentro da imprensa e do povo, cortesia de Carlos Alberto Parreira, Dunga e Mário Jorge Lobo Zagallo.
A Argentina tinha um time bastante interessante, a idéia trazendo Basile era uma mudança no conceito de futebol. Um espécie de olhada pra trás, um tipo de jogo mais Menottista e menos bem plantado e confuciano que o time treinado por Carlos Salvador Bilardo. Era vulnerável na defesa devido a vocação atacante do time, havia uma compensação com um poder de ataque muito bem afiado.
Não foi de graça a Rainha da Copa América no começo dos anos 90, times com tal vocação se bem organizados tendem a se impôr a rivais com menor qualidade. Apesar de em 93 ter comido o pão que o demo amassou pra passar pelo Brasil na Copa América que acabaria bi campeã, depois do primeiro título da sequência em 91. Nem falar dos cinco gols da Colômbia dentro de Nuñez. Depois, Maradonizado e com Caniggia realoaded mais Balbo, Redondo, Chamot, esse time pagou o preço de ignorar uma defesa bem montada, precioso e divertido de se ver jogar ( para os adversários ) como poucos com a bola, foi a Mãezinha dos times minimamente bem organizados no Mundial de 94, era só esperar e contra atacar.
Argentina – 1; Goycochea; 4 Basualdo, 2 Vasquez, 6 Ruggeri, 3 Enrique; 5 Astrada, 10 Simeone, Franco; 20 Leonardo Rodríguez; 7 Caniggia e 9 Batistuta. Técnico: Alfio Rodolfo Basile
Brasil – 1 Taffarel; 2 Mazinho, 15 Márcio Santos, 4 Ricardo Rocha, 6 Branco; 17 Márcio Bittencourt, 5 Mauro Silva; 19 Luis Enrique, 10 Neto; 11 João Paulo e 21 Silvio. Técnico Paulo Roberto Falcão.
Deixe seu comentário