Mas até 3.0

Estudiantes 0 x 0 Cruzeiro; 1ª Final Copa Libertadores

Publicado em Copa Libertadores, Escalações, Ficha Técnica, Futebol por Sérgio Henrique Ribeiro da Silva em Julho 9, 2009

Foi como se esperava, disputado mas não se esperava gols de contra ataque perdidos como o Cruzeiro perdeu. Se é verdade que o Estudiantes babou de cansaço nos últimos 15 minutos finais é também verdade que a paciência do Cruzeiro aflorou esse cansaço. Duas coisas sem explicação, a simulação de festa rave antes do jogo e o cano que estourou atrás do gol que prometia encharcar a área.

Se emparelharam os dois, Adílson e Zabella com um 4-4-2 pra cada lado, no primeiro tempo o Estudiantes tinha vitórias coletivas que lhe garantia chances de gol em lances circunstancias, faltas, chutes de longa distância até chegar o tipo de lance que não se joga fora em um jogo desse… a Gata Fernández teve entre o passe pra um companheiro fazer por ele e o gol de autoria própria, não se decidiu no tempo correto e Leonardo Silva apareceu entre qualquer opção útil pro ex River.

Já o Cruzeiro no primeiro tempo não chegou, um chute tímido do jogador que estava pelo setor no qual mais se expunha o time defensivamente, Ramires, por onde jogava se deu a dupla troca do Estudiantes tirando Benitez e Fernandez por Nuñez e Salgueiro pra trocar o gás naquele lado e ali naquele único espacinho seguir tentando alguma coisa. Se o Cruzeiro tinha o defeito do lado direito, genericamente marcava muito bem com muita autoridade, foi um time firme.

O desastre que foi Ramires sem a bola deixando Jancarlos e Anderson expostos, serviu pra anular individualmente Benitez, mas igual, ali ficou um rombo. Mesmo rombo que deixava Ramires por onde passasse com a bola. Braña e Ré foram com quem mais competiu, motivos logísticos, com os que  marcavam pela esquerda, Ré, ex Newell´s e ex dono de uma cabeleira horrenda, lateral que saía pouco assim como Celay pela direita e Braña centro médio incansável fiador de Verón muitas vezes. Contra Ré e Braña Ramires apareceu muito bem, foi por ali que se deu o protagonismo do Cruzeiro no final do jogo.

pinchas1

Justamente de ter resistido ao Estudiantes no segundo tempo, tendo a atuação do sistema defensivo tomando corpo no partidão que fez o Fábio em lances de escanteio e bolas alçadas na área, entre elas uma pedrada de cabeça do Schiavi que com Desábato fez muito boa partida e ainda no primeiro tempo dois chutes do Verón. Pra lembrar de mais um, grande destaque do time de Sabella, Pérez pelo time de La Plata incansável, movediço, fundamental.

Grandes atuações de sistemas defensivos em jogos decisivos, chegam de mãos dadas com gols e essa atuação só não foi acompanhada de gols por que houve erros atípicos de conclusão. Eram lances de contra ataque o Estudiantes nem nenhum time no mundo tem capacidade pra se livrar de um contra ataque, com a goleira aberta Kleber jogou fora o mesmo que já botou pra dentro antes, quando um bom jogador perde um gol incrível é um erro de convívio mais tranquilo, erro que se não vira desculpa pro próximo  humaniza a regularidade do talento.

Um time maduro, com muita firmeza, experiência, disciplina, maturidade do jeito que o Estudiantes tem não vai se ver perdido no jogo da volta, não que essas qualidades faltem ao Cruzeiro quem chega onde chegou e joga o que tá jogando faz mais de ano tem essas qualidades.

A falta de qualidade dos atacantes do Estudiantes poderá ser atenuada pois é provável que surjam espaços, caso seja esse um jogo de bafo do Cruzeiro terminará deixando o contra ataque a feição do rival aconteça na próxima partida. Mas que se leve em conta isso é um chute de um panorâma pro próximo jogo, nunca se pode esquecer que o treinador do Cruzeiro é um detalhista, conhece futebol e pode também prôpor um jogo de concessão de poucos espaços e anulação do rival o que seria até bastante mais correto.

Justo lembrar, o Estudiantes foi somente ameaçado quando contra atacado, na execução de seu sistema de jogo as falhas são individuais, Fernandez e Boselli destoam um pouco é verdade mas muito menos são dois desgraçados. Quando defende esse time não mostra furos grosseiros é aí que tem pra si uma vantagem. Esse mesmo time cansa de perder toda essa unidade na forma de jogar antes do final das partidas, dos 35 do segundo em diante apagam a luz, e não tem estado anímico que faça o pulmão véio funcionar se ele já tá pedindo arrego aos 35 do segundo tempo de todo jogo, ponto pro Cruzeiro.

Estudiantes ( 4-4-2 ) Andújar; Celay, Schiavi, Desábato, Germán Ré; Peréz, Braña, Verón, Benítez ( Nuñez ); Fernández ( Salgueiro ), Boselli. Técnico: Alejandro Sabella

Cruzeiro ( 4-4-2 ) Fábio; Jancarlos, Anderson, Leonardo Silva, Gérson Magrão ( Fabinho ); Ramires, Henrique, Marquinhos Paraná, Wágner; Kléber, Wellington Paulista. Técnico: Adílson Baptista

Deixe uma resposta